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Monthly Archives: September 2013

Mostar : a estrela da Herzegovina

A noite de ontem foi bem mais calma, já que era domingo, e muita gente aparentemente estava se recuperando da noite de sábado. Tudo fechou mais cedo, e pra gente também terminou cedo. Isto é, mais cedo narua, pois quando chegamos de volta no hostel, o Adi, seu dono, ficou de papo conosco por quase 1 hora. Foi um papo ótimo.

Perguntei tudo o que eu queria, e ele respondeu sem pestanejar. Vamos aos tópicos :

– vida em geral : está boa, melhor do que no pós guerra. As pessoas são muito descansadas, já que quase todo mundo tem um parente imigrante, que manda dinheiro pra casa todo mês. As remessas mensais de dinheiro dos imigrantes são maiores do queo PIB do país.

– turismo : vem crescendo bem mais do que no resto da Europa. Isso dá pra ver claramente, primeiro pois a base é pequena, e depois porque as pessoas vāo descobrindo as atrações e facilidades, e vào passando para outros.

– política : pelo o que ele disse, há muita corrupção, e o partido que está no poder é o mesmo que levou o país à guerra. Isso atrasa o desenvolvimento, dando a impressão de que estão perdendo um bonde (parece com um país que eu conheço).

– guerra : ele lamenta, já que não via motivo para tanta desunião. O problema começou porque o Marechal Tito, que governou a Iugoslávia com mão de ferro porn35 anos, morreu sem deixar um sucessor. Como ninguém se entendeu depois disso, começou a confusão, com as regiões que já tinham certa autonomia querendo independência. Primeiro foi a Eslovênia, praticamente a única por bem. Teve guerra com a Croácia, Bósnia e Herzegovina e Kosovo. Aliás, o cerco à Sarajevo durou 3 anos, e não meses, como eu escrevi. Ele é muçulmano, mas convive super bem com seus vizinhos judeus, cristãos ortodoxos, ou de qualquer outra religião.

Bem, na hora que o papo rolava, a tão anunciada chuva começou a cair. Coveu a noite toda. Tava ótimo pra dormir, mas não pra acordar às 5:45 da matina, para pegarmos o trem até Mostar. O trem já tinha cumprido pelo menos 2 vezes o tempo necessário para aposentadoria, tava bem cansadinho. Mas a viagem é qualquer coisa de imperdível. Apesar do tempo ruim, com chuva e neblina, deu pra tirar várias fotos. O caminho do trem vai margeando um rio, com montanhas dos 2 lados, boa parte do caminho é um verdadeiro canyon. Fora a enorme quantidade de túneis, alguns deles intermináveis. Não dá pra piscar, tem que ficar atento, pois a qualquer instante pode aparecer uma oportunidade de foto. São apenas 128 kms, mas que duram 3,5 horas.

Vista do trem para Mostar

Vista do trem para Mostar

Pra continuar o dia, chegamos à Mostar. A grande atração da cidade é a Old Bridge, sua ponte medieval, de pedra, datada da idade média. Em torno dela, dos 2 lados, há vielas com piso de pedra, bem no estilo oriente médio, cheias de lojinhas para turistas, cheias de bares, restaurantes e cafés, sem falar nas mesquitas, que são onipresentes.

Old Bridge - Mostar

Old Bridge – Mostar

Quando fomos pra cidade, estava caindo um dilúvio, uma verdadeira vingança do Weather Channel, por eu ter duvidado das suas previsões. Saímos com casaco, capa de chuva, guarda-chuva, etc. e usamos tudo ao mesmo tempo. Só que uma hora depois parou de chover, às vezes até aparecia um solzinho, e a coisa só melhorou (a previsão era de chuvas torrenciais até a madrugada de amanhã).

Ruela de Mostar

Ruela de Mostar

Poucas vezes na minha vida eu vi uma cidadezinha tão fotogênica. Tendo a ponte como referência, praticamente a cada 3 passos, nós parávamos pra tirar fotos. Só vendo mesmo pra entender o que eu quero dizer. E quando parou de chover, apareceu um bando de turistas, dezenas de grupos. Não sabemos de onde eles vieram, mas encheram tudo.

Outra ponte de Mostar

Outra ponte de Mostar

Mostar fica na região chamada de Herzegoniva, que também dá nome ao país, apesar de quase todos o chamarem apenas de Bósnia, o que está errado. Amanhã é hora de trocar de país, e vamos embora da Bósnia e Herzegovina. Foi uma surpresa agradável. Não quero ficar agora comparando com os outros, pois ainda tem mais alguns pela frente, e no final eu faço um resumo comparativo.

 
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Posted by on September 30, 2013 in Balcans, Bálcãs, Bosnia

 

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Sarajevo : um domingo especial

Vale à pena falar sobre a noite de ontem. Primeiro fomos comer outra comida tipica, chamada burek. Trata-se de uma torta enroladinha, tipo folheada, que pode ter como recheio carne, espinafre, batata ou queijo. Os restaurantes fazem em grande quantidade e vendem à quilo. É realmente delicioso. As ruas estavam fervilhando, era sábado à noite e parecia um feriado nacional ou coisa do ramo. Como os bares, restaurantes, cafés e afins ficam todos na mesma área, parecia que uma multidão tinha invadido a cidade velha. Muito movimentado mesmo, desde famílias, grupos de idosos, jovens e até adolescentes, tudo misturado. Claro que cada estabelecimento com sua tribo. O problema é que nós não nos encaixamos em nenhuma dessas tribos (quase que nos enquadramos nos idosos hehe). Por isso, e pela temperatura, que despencou, voltamos pro hostel cedo.

Hoje o tempo continuava bom, vem ameacando chover à uns 3 ou 4 dias, mas só pegamos umas gotas em Belgrado. Agora parece que a coisa vai ficar séria, e hoje à noite entra uma grande chuva nos Bálcãs, e vai até depois de amanhã. Vamos ver. Dessa vez eu trouxe guarda chuvas (uau!!).

Rodamos pela cidade velha, dessa vez parando em cada ponto de interesse, andamos bastante, vimos a famosa Ponte Latina, onde ali perto foi assassinado Franc Ferdinand em 1914, estopim de primeira Guerra Mundial. Andamos por 7 horas, repetimos o cevati de ontem. Vale ressaltar que apesar do país ser majoritariamente muçulmano, todos convivem em paz. Nota-se nas ruas as diferenças entre as religiões, fora os turistas, é claro. Uma harmonia só.

Latin Bridge

Latin Bridge

Monumento às crianças mortas na guerra

Monumento às crianças mortas na guerra

Pra finalizar, quando estávamos com um astral lá pra cima, decidimos ver uma exibição sobre Srebrenica. Pra quem não lembra, Srebrenica é uma cidade da Bósnia e Herzegovina que foi declarada zona neutra em 1994, durante a Guerra da Bósnia. A ONU enviou uma tropa holandesa, que ficou tomando conta da cidade, até que o exército bósnio sérvio (isso mesmo, existia um exército bósnio, formado por sérvios) cercou a cidade por meses, até que em 11 de julho de 1995 (apenas 18 anos atrás) eles invadiram, e por uma semana executaram praticamente todos os muçulmanos que havia. Como era uma zona neutra, havia muitos refugiados de outras cidades, então o massacre foi horrível, posteriormente considerado oficialmente um genocídio. E olha eu de novo participando disso, menos de 2 anos depois de ter visitado o Museu do Genocídio em Ruanda, já estava aqui vendo as coisas mais cruéis que um ser humano (se é que da pra chamar de ser humano) pode fazer. Realmente deprimente.

Mas posso dizer que Sarajevo realmente me tocou, recomendo para aqueles que desejam conhecer um lugar diferente, que certamente não é Europa Europa, pois está longe de atingir os padrões da Europa Ocidental, mas nem por isso deixou de me marcar como um destino especial.

 
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Posted by on September 29, 2013 in Balcans, Bálcãs, Bosnia

 

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Sarajevo : amor à primeira vista

Saímos de Belgrado cedo, pegamos o ônibus às 8, passamos pelos subúrbios e logo estávamos na highway. Essa era a highway que vai para Zagreb ou Budapeste, então logo viramos à esquerda, na direção sul. A highway então virou estradinha com mão e contra mão, sem acostamento. O ônibus parou 2 vezes para o motorista comprar pimenta e legumes. Nunca tinha visto nada parecido. Depois de quase 4 horas, e apenas 160 kms rodados, finalmente chegamos à fronteira com a Bósnia e Herzegovina. Após os trâmites de praxe, passamos pro outro lado do rio, e a estrada tomou diferentes contornos. Primeiro parecia a Estrada União Indústria, que liga Petrópolis à Itaipava, com um rio de um lado e montanha do outro. Depois ela pareceu a Estrada das Paineiras, na Floresta da Tijuca. Serpenteava no meio da montanha, até passamos por onde no inverno é uma estação de esqui. Na descida, virou uma estrada vicinal, sempre sem acostamento, mas passando por fazendas, e vilazinhas.

Parada do ônibus já na Bósnia e Herzegovina

Parada do ônibus já na Bósnia e Herzegovina

Resumo : foram mais 4 horas de uma paisagem estonteante, até chegarmos à Sarajevo. valeu muito à pena fazermos esta viagem de dia, a paisagem é deslumbrante. O preço a pagar é que para ir neste horário, o ônibus nos deixa na estação Leste de Sarajevo, que fica à 17 kms do centro. Nada que um bom taxi não resolva. Rapidamente chegamos ao nosso hostel.

Não sei se foi sorte ou competência, mas de novo o hostel é excelente. Tudo funciona, tudo limpo, os recepcionistas nos deram todas as informações que queríamos. Basicamente estamoshospedados à 2 quadras da rua principal de pedestres. De cara, vimos a principal igreja católica de Sarajevo. À 50 metros, a igreja ortodoxa. Se anda mais uns 150 metros,demos decara com uma mesquita. Aliás, como a Bósnia e Herzegovina é majoritariamente muçulmana, há centenas de mesquitas na cidade.

Igreja Ortodoxa

Igreja Ortodoxa

Proibido entrar com metralhadora na mesquita!

Proibido entrar com metralhadora na mesquita!

A grande surpresa foi que, além deste monte de atrações, a cidade bombava. Cheia de turistas (muito mais que Ljubljana e Belgrado) e locais, andando pra cima e pra baixo na rua de pedestres, como sentados nos cafés, bares e sorveterias. Como toda boa cidade muçulmana, ha centenas de lojinhas que vendem de tudo, bazares típicos, enfim um movimento e vibração que eu não esperava. O que faz a ignorância.

Vista de Sarajevo, com cemitério muçulmano

Vista de Sarajevo, com cemitério muçulmano

Café típico

Café típico

O lado bom desta ignorância é que ela fez nascer um erdadeiro amor à primeira vista. Já era final de tarde, mas fizemos questão de subir um dos morros que cerca a cidade para vera vista da cidade velha. Fiquei só imaginando como foi na época da guerra, já que a cidade é toda cercada por morros, e ficou sitiada por meses.

Descendo do morro, fomos provar o famoso Cepati, que é uma espécie de mini kafta o pão árabe. Uma delícia!!! Ainda vamos sair hoje, e amanhã temos o dia todo para conhecer melhor esta cidade cheia de vida. Mas o certo é que estamos maravilhados. E pensar que no post inicial eu escrevi que teria sido melhor fazer a viagem invertida, pois o melhor ficaria pro final (a Eslovênia).  Ainda nem chegamos ao meio, e já me arrependi de ter escrito aquilo.

Burek - folheado com carne dentro, uma delicia!

Burek – folheado com carne dentro, uma delicia!

 
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Posted by on September 28, 2013 in Balcans, Bálcãs, Bosnia, Sarajevo

 

Belgrado : a capital da night?

Esse post não pode obviamente ter como título a Sérvia, pois só visitei a capital Belgrado. E nem poderia, por não saber como funciona em outras cidades. Mas um coisa é certa : Belgrado pulsa à noite. Depois de 9 horas no trem, chegamos em Belgrado. Logo conseguimos acabar com várias incertezas. Pegamos um mapa da cidade, trocamos dinheiro e compramos nossas passagens de ônibus para Sarajevo no sábado pela manhã.

Chegada aonde mesmo?

Chegada aonde mesmo?

Daí fomos para o Spriti Hostel, que fica no quarto andar de um prédio residencial. Tudo funciona, o quarto e o banheiro são limpíssimos. A recepcionista nos deu todas as dicas possíveis para a noite e para o dia seguinte. Antes mesmo de sairmos, já nos sentíamos experts em Belgrado.

A noite tem basicamente 2 ruas pricipais com mais movimento : uma é chamada de Silicon Valley, por causa das meninas siliconadas que ficam desfilando. E foi por ela que começamos, pois era a mais perto do hostel. São dezenas de bares em uma rua secundária, mas todos eles super chiques, todos com mesas nas calçadas, e como o tempo ainda está bom, todos querem ficar do lado de fora. A maioria tem cozinha internacional, e não era isso que queríamos. É um defile so de carrões, mulheres e homens super bem vestidos. Ai já viu : nós 2 de calças jeans, T-shirts e tênis, e o Khouri ainda saiu com a câmera dele pendurada no pescoço. Não faltava mais nada. Talvez uma camisa florida para cada um. Ou uma melancia pendurada no pescoço.

Bem, de lá fomos para a outra rua, esta com os restaurantes locais. A recepcionista nos tinha indicado o 3 Hats, que é um super restaurante, com vários ambientes, só na varanda cabem mais de 200 pessoas. Tinha umas 3 bandinhas tipo mariachis sérvios, tocando musicas típicas, e aonde eles iam, as pessoas se levantavam e comecavam a dançar. Uma alegria só, parecia uma grande festa, quando na verdade e apenas o estado de espírito deste povo, super festeiro e alegre. Foi contagiante. Isso sem falar na comida, que estava ótima, e pra finalizar, barata. Uma noite perfeita. Voltamos pro hostel umas 11:30, e o movimento ja estava diminuindo.

Quando eu li sobre Belgrado no Lonely Planet, eles só falam bem da noite, e dizem que não tem muitas atrações. Talvez por isso não tínhamos muitas expectativas. E assim saimos pra dar uma volta. Primeiro fomos a Citadela Kalemegdan, que nada mais é do que um grande parque com igrejas ortodoxas, um forte no alto de um morro, de onde se vê o encontro dos rios Danubio e Sava, e tem um vista linda de parte da cidade. Alem disso, tem cafés, restaurantes, quadras esportivas, museus e ate um zoo. Um pouco mal cuidado, é verdade, meio sujo, principalmente comparado com a Eslovênia, onde tudo e irritantemente perfeito.

Kalemegdan Citadel

Kalemegdan Citadel

De lá partimos para a Kneza Mihalja, que é a rua de pedestre principal da cidade. Onde estão todas as grifes internacionais, bancos, restaurantes chiques, e o povo local, claro. Continuamos caminhando, passamos pelo Hotel Moscou, um joia da arquitetura, e 2 igrejas ortodoxas, uma delas imensa, a Catedral de St. Sava. Somando tudo isso, claro que algumas paradas para uns snacks, tomou praticamente o dia todo. E quem disse que não tem nada pra fazer em Belgrado de dia? Foi um dia longo e proveitoso.

Catedral St. Sava

Catedral St. Sava

Pra fechar (nao sei se com chave de ouro ou de outro material), passamos por alguns prédios que foram bombardeados pela ONU quando da guerra do Kosovo. Os sérvios deixaram os prédios do jeito que estavam, como símbolo da agressão sofrida. Claro que não quero nem passar perto do debate sobre quem estava certo ou não, apenas uma triste constatação. Não estou defendendo os sérvios só porque estou aqui e adorei Belgrado. E as imagens falam por si só.

Prédio bambardeado

Prédio bambardeado

Sobre os custos, posso dizer que um brasileiro que hipoteticamente ganhasse uma passagem para Belgrado, e precisasse economizar, poderia viver aqui por um tempo. O custo de vida é bem mais baixo do que na Eslovênia e no resto da zona do Euro.

E afinal a pegunta que não quer calar : Belgrado é a capital da night ou do dia?

Resumo da ópera : a Sérvia e uma incompreendida, já estive em praticamente todos os países em volta dela, e nunca tive muita vontade de vir. Esta visita mostra o quanto eu estava errado ou desinformado.

 
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Posted by on September 27, 2013 in Balcans, Bálcãs, Belgrado, Servia

 

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Eslovenia : um breve resumo

A parte mais difícil de quem escreve um blog, é ter que escrever sobre algo que a gente não e especialista. Então vou dar apenas minha opinião pessoal sobre a Eslovênia.

Um país super desenvolvido, onde tudo funciona, todos respeitam a lei. So não digo que o IFB é zero, por causa do idioma. Mesmo assim, TODOS falam inglês, o que fez a viagem ficar super fácil.

Considerando meu roteiro, da vontade de dizer que a viagem ainda nem começou, pois sei que algumas dificuldades aparecerão em breve, como idiomas, transporte, comida, etc. Nada disso aqui preocupou. O tempo estava perfeito, sem chuva, sem frio, podemos tirar lindas fotos.

O hostel era realmente muito bom. Apesar do nosso quarto, isto é, nossa cela ser apertada, o que é compreensível em se tratando de uma antiga prisão de verdade, tudo era limpo, funcionava, e o ambiente também era otimo, com um terraço bem aconchegante.

Tomamos café da manhã na estação de trem hoje, e partimos para a Sérvia.

 
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Posted by on September 26, 2013 in Balcans, Bálcãs, Eslovenia

 

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Bled : paisagem de quebra-cabeças de 1.000 peças

Hoje fomos à Bled. Fica à 90 minutos de ônibus. Bled é uma cidadezinha (até aí nada demais, pois aqui só tem cidades pequenas) à beira de um lago cercado por montanhas. Continuando, é que no meio do lago tem uma ilhota com uma igreja e algumas casas, super lindo. Além disso, em Bled mesmo tem um rochedo de uns 100 metros de altura com um castelo no alto. Somando isso tudo, será que dá pra imaginar a paisagem?

Castelo de Bled

Castelo de Bled

Fizemos tudo o que tínhamos direito. Subimos no rochedo para ir ao castelo, demos a volta à pé no lago (são 6 kms), e ainda subimos em um morro do outro lado do lago, que tem uns 250 metros, para tirar fotos. Só vendo mesmo o visual. Maravilhoso! Parece aquelas fotos de quebra-cabeças de 1.000 peças.

Bled

Bled

Isso nos fez gastar o dia todo, saímos às 7:30 do hostel e chegamos quase às 6 da tarde. Mas valeu muito à pena. Lembrei muito da minha adorada mãe, que já esteve na Eslovênia, inclusive em Bled, e tinha me dito o quão lindo é por aqui.

Foto para quera cabeças

Foto para quera cabeças

A Eslovênia é um país superdesenvolvido, é Europa Europa, pra quem entende o que eu digo. Era uma falha no meu currículum.

O idioma é difícil, mas temos a impressão que vamos ficar com saudades do esloveno, pois vem coisa pior pela frente. A comida também é farta, tem de tudo. Hoje comemos peixe no almoço e pizza no jantar. Daqui pra frente não sabemos o que vem por aí. Amanhã de manhã temos o trem para Belgrado.

Primeiro capítulo foi muito legal, recomendo fortemente para todos os públicos.

 
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Posted by on September 25, 2013 in Balcans, Bálcãs, Eslovenia

 

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Ljubljana : a pequena que satisfaz

Depois de mais de 24 horas de viagem, com 3 voos, finalmente cheguei à Ljubljana. O Khouri, que tinha ido de Air France já tinha chegado, e foi me buscar na estação de ônibus. Aliás, do aeroporto até o Centro não vi uma alma viva na rua. Fomos para o hostel, que fica em uma antiga prisão. Mas tudo limpinho e arrumado. Nosso quarto ficava em uma cela, literalmente, com grade e tudo. Comemos uma pizza e tomamos umas cervejas locais (Lasko) lá mesmo. Nosso hostel fica em uma área totalmente alternativa, Metelkova, parece fazer parte de uma comunidade fora dos padrões, muito grafite, muitas boites underground, cafés, estátuas estranhas, etc.

No dia seguinte deu pra ter uma ideia melhor. A cidade é toda compacta, o centro histórico é pequeno, porém lindo, tive a impressão de estar tudo no lugar certo. Impressiona a quantidade de cafés, tomar café deve ser o esporte nacional.

Tem um castelo no alto de uma colina, com uma vista fantástica. A cidade tem 270.000 habitantes, é menor que Taubaté! A capital do país! Tudo aqui é compacto, as ruas, os bares, as estradas…Detalhe : o idioma aqui é ininteligível!

À noite o movimento acaba cedo, antes das 10, exceto em alguns bares e no nosso hostel. Lá eu não sei que horas acaba, pois fomos dormir antes do fim.

Triple Bridge

Triple Bridge

Comunidade de Metelkova

Comunidade de Metelkova

Dragon bridge. O dragão é o símbolo da Eslovênia

Dragon bridge. O dragão é o símbolo da Eslovênia

Nossa cela no hostel prisão

Nossa cela no hostel prisão

A primeira impressão foi a melhor possível, um mundo esquecido dos brasileiros, que não sabem o que estao perdendo.

 
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Posted by on September 25, 2013 in Balcans, Bálcãs, Eslovenia

 

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