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Monthly Archives: September 2014

Baku – A Nova Dubai

Minha chegada em Baku já foi reveladora. O Guilherme perdeu o voo dele em Chisinau, e não me encontrou em Istambul. Assim, cheguei sozinho em Baku, às 5:30 da matina. Como o hostel avisou que o check in só poderia ser feito depois das 10, tinha tempo sobrando. Aliás, tinha que passar na estação de trem, para comprar nossos bilhetes para Tbilisi. Pelo guia, o ônibus do aeroporto para o centro só começaria a rodar às 7, então resolvi sentar em um café, ouvir um pouco de música e relaxar. O problema é que a cada 2 minutos em média um motorista de táxi vinha me abordar (o café era do lado de fora do aeroporto). Comecei a ficar aborrecido, e fui procurar o ônibus. Enquanto perguntava para uns azeris que não falavam nada de inglês, mais um motorista de táxi me abordou, mas desta vez de uma forma tão simpática, que resolvi perder um pouco mais de tempo, e explicar pra ele que já tinha hotel, mas ia primeiro para a estação de trem. Ele então apontou pro seu carro, e disse “Come in, no money”. Se fosse no Brasil, infelizmente teria certeza de que seria um sequestro, mas depois de ouvir tanto sobre e hospitalidade da galera desta região, resolvi arriscar. O carro era novinho, no mesmo modelo dos táxis londrinos. Pelo menos seria sequestrado em grande estilo. No caminho comecei a perceber a quantidade de prédios novíssimos, um estádio de futebol em construção para as finais da Euro 2016, enfim, para o turista recém chegado a impressão é de estar um em país de primeiro mundo. Finalmente chegamos à estação de trem, o táxi parou, o motorista abriu a porta, e me disse “Welcome to Baku”. Claro que ameacei pagar, mas ele recusou, e repetiu “No money”. Já tirei o primeiro brinde da mochila, dei pra ele, tirei uma foto, agradeci, e fui pra estação. Sem maiores comentários.

Aeroporto de Baku

Aeroporto de Baku

Taxista gente boa

Taxista Gente Boa

Depois de comprar nosso bilhete para amanhã à noite para Tbilisi, fui andando para o hostel. Próxima impressão : era 8 da matina, e as ruas da capital estavam desertas, sem pedestres e sem carros. Onde foram parar os azeris? Passei na Praça da Fonte, que é linda, e parei pra fazer um lanche no McDonald’s, que ninguém é de ferro. Aliás, era a única loja aberta neste horário.

Fountain Square

Fountain Square

Cheguei ao hostel, deixei as coisas, e logo saí para perambular por Baku. O hostel fica na cidade velha, que na verdade nem tem muito de velha. Está toda reformada, praticamente todos os prédios foram recapeados, dando uma impressão de “novos”, e meio padrão. Esteticamente legal, mas pouco original. As 3 torres em forma de chamas, que ficam no alto de um morro, chamadas Flame Towers são imponentes, e aparecem no fundo de praticamente todas as fotos. Andei até a beira mar (na verdade, beira lago). Chamou a atenção o cheiro de óleo da água (não esqueçamos a forte produção de petróleo bem em frente de Baku) e a recente urbanização da orla. Fizeram um verdadeiro parque, tudo novo, limpinho, organizado, uma ótima impressão.

Orla

Orla

Orla urbanizada - um brinco!

Orla urbanizada – um brinco!

Depois de rodar bastante em Baku, inclusive de carro, percebi que o investimento do governo é altíssimo, novos shoppings, novos prédios governamentais, a orla, o estádio, etc. Para que eu concluísse que Baku é a nova Dubai, só faltava um condomínio multiuso construído no mar. E já está em construção, o nome do projeto é Khazar Island, chequem no Google, é realmente grandioso. São várias ilhas artificiais. A conclusão é que o governo quer transformar Baku em destino comercial e turístico. Está quase tudo pronto. Só faltam os turistas. Eles são poucos, apesar de estarmos na alta estação na Europa (última semana de agosto). Vamos ver a evolução deste caso.

Baku - Old Town (Flame Towers ao fundo)

Baku – Old Town (Flame Towers ao fundo)

Guilherme chegou, rodamos bastante pelo Centro, imaginem o cansaço, depois de 2 noites no avião em claro, mais um dia caminhando sem parar. Mas valeu à pena, bem intenso para primeiro dia da viagem.

O Guilherme particularmente estava feliz, pois este é o 100º país na lista dele, o que convenhamos, pra idade dele é um grande feito. Eu me senti um pouco honrado em estar presente com ele neste momento. Será que estarei vivo quando ele completar o 200º?

Uma coisa chamou nossa atenção : as passarelas subterrâneas são lindíssimas, limpíssimas, algumas com obras de arte, outras com lojinhas, e todas com escadas rolantes. Um luxo!

Entrada de uma passarela

Entrada de uma passarela

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Posted by on September 30, 2014 in Azerbaijão, Caucasus, Cáucaso

 

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