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Monthly Archives: December 2015

Bagan – overdose de templos

O que dizer de Bagan? Pensei muito sobre isso, e ainda não tenho palavras para descrever o que é. Milhares de templos (sim, são mais de 3.000) em um espaço de alguns quilômetros quadrados. Cada passo dado, uma parada para tirar uma foto de um ângulo diferente. Dentre esses milhares de templos, pelo menos uns 7 ou 8 já justificariam uma visita. Então como fazer tudo isso em apenas 1 dia? Resposta : impossível. Solução : fazer o melhor possível, ver o máximo que der, preparar a logística e um roteiro.

Não foi tanta surpresa assim, já tinha lido muito à respeito, visto muitas fotos, mas chegando lá a coisa muda. Nem na véspera deu para ter uma noção, já que visitamos apenas 2 templos, e os mais próximos do hotel. Decidi alugar uma bicicleta, pois assim teria mais liberdade e agilidade no transporte de um ponto à outro. Foi uma boa decisão. Fabrício e Leo decidiram alugar bicicletas elétricas. Não fui com eles, pois nossos timings eram distintos. O Fabrício é um fotógrafo semi profissional, e carregava uma mochila com muitos equipamentos. Mas a questão não era essa, é que ele tomava um tempo razoável para tirar cada foto, e naquele dia não dava para perder tempo esperando. Não foi um problema durante a viagem, não estávamos com pressa em outros lugares, mas ali iria fazer diferença. Então me separei deles e parti sozinho.

 

Logo na saída, por uma estrada diferente da que usei na véspera cheguei ao primeiro templo. De lá, já subi, tirei umas fotos e prossegui.

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Primeira vista da manhã

Próxima parada : Ananda Temple, um dos principais. Feito de mármore, tem um visual todo especial. É enorme, um daqueles que já justificaria um visita à Bagan. Tempo para fotos, curtir um pouco, e pedal na estrada.

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Vejam as próximas fotos. Como os templos são diferentes, com materiais, formatos, tamanhos diferentes. Cada um desses já valeria um bom tempo de visita. Cada um tem sua história, seus detalhes. Uma pena que eu tinha que agilizar as visitas a fim de ver o máximo possível. Trazia comigo o guia com a história de cada um, então não foi uma visita às cegas, mas lamentei não ter mais tempo.

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Pedalei até à beira do Rio Ayeyaward, que leva o ferry de Bagan até Mandalay. Aliás, este era o plano inicial, pegar o ferry no dia seguinte. Ele sai cedinho, a viagem dura o dia todo e chega no final da tarde em Mandalay. Foi hora de trocar de plano. Decidimos pegar um micro ônibus que sai às 16:30 de Bagan, e assim aproveitar mais um dia. Chegaríamos bem tarde em Mandalay, mas seria melhor assim.

O rio me pareceu bem sujo, e bem baixo, especialmente em se tratando do final de época de chuvas. Antes de sair do Brasil tinha visto reportagens de enchentes em Mianmar, mas certamente não foi ali. Muitos barcos parados, uma galera jogando um tipo de futevolei asiático, e mais nada.

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Depois dessa mini parada, mais templos. A maioria tem a entrada permitida. E todos têm um buda de cada lado do templo, olhando para cada entrada. São todos diferentes, apesar de parecerem iguais. Uns estão em pé, outros sentados, uns mais decorados do que outros. Alguns são bem simples, outros são dourados, enfim, tem buda para todos os gostos. Claro que acabei com dezenas de fotos de budas, apenas coloquei algumas para ilustrar.

Abaixo fotos do Dhammayangyi Pahto. Um templo fabuloso templo feito de tijolos, de onde se pode subir, e tirar fotos magníficas. Não sei se gostei mais do templo ou das fotos que tirei lá de cima. De lá se vê outros templos~. Os maiores, que merecem ser visitados com mais tempo, geralmente ficam à centenas de metros de distância, o que dá alguns minutos de bicicleta. Só que a bicicleta que aluguei também era da época dos templos, claro que sem marcha, com um banco duro, e na hora do almoço eu já estava com várias partes do meu corpo em sofrimento.

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Entre os templos, as estradas são de terra, não tem ninguém morando, apenas mato e templos. E de vez em quando algum pastor com seu rebanho.

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Pastor birmanês

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Dhammayangyi Temple de longe

O Sulamani Pahto é uma joia da arquitetura birmanesa. Espetacular. Apesar do terraço estar com visitas proibidas, o interior é super decorado, com afrescos bem antigos, o que os outros templos não têm.

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Pronto para seguir em frente. Haja perna!

Este abaixo fica perto de New Bagan, outro vilarejo nas redondezas da área de templos. Este é menos turístico, mais para os locais. Rodei por lá também, visitando escolas e contemplando a vida birmanesa, menos turística.

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Já chegando no final da tarde, uma surpresa. Saiu o sol, depois de um dia bem nublado. Não sei se reclamo ou não, pois pedalar tudo o que eu pedalei com o sol de rachar seria um transtorno tão grande, que tive a impressão de que não teria conseguido. Por um lado, o dia nublado me permitiu visitar todos os principais templos. Mas por outro, quando o sol saiu, deu para perceber que o visual teria sido bem melhor com o sol, principalmente no final da tarde. As cores mudam totalmente. Aí também concluí o porquê que tantos turistas acordam de madrugada para andar de balão, e ver os templos de cima.

As fotos abaixo foram tiradas neste momento, e dá para perceber a diferença de cores. Lindo demais!

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Foto predileta

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Final de tarde. Que cores!

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Pra encerrar o dia…

E depois deste dia super cheio, o que concluir? Poderia ter sido melhor? Nem quis pensar nisso. Foi uma overdose tão intensa de lugares espetaculares, emoções, fotos, cultura, etc. Bagan não tem paralelo com nada do que eu já visitei até hoje. E posso dizer que está em qualquer lista minha de lugares preferidos, lidos, espetaculares, culturais, etc. à noite estava tão exausto pelo esforço, mas ao mesmo tempo demorei para dormir, pois estava tentando processar tudo aquilo. Estive à ponto de afirmar que vale à pena sair do Brasil para visitar Bagan. Eu sei que é meio longe, mas a recompensa é altíssima. Meu medo é em quê e quando Bagan vai se transformar com o crescimento do turismo.

 
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Posted by on December 22, 2015 in Mianmar, Myanmar

 

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Viagem de Inle Lake para Bagan

Depois de um bom jantar e uma boa noite de sono, chegou o dia de irmos para Bagan. Já sabíamos que havia muito pra ver, então queríamos chegar logo após o almoço, a fim de termos tempo de visitarmos já alguns templos no mesmo dia. Afinal, teríamos apenas um dia inteiro para visita, pois no dia seguinte íamos pegar um ferry para Mandalay.

O ônibus era às 7:30, e antes das 7 estávamos prontos. O staff do hotel, que nos vendeu os bilhetes, nos disse que viriam nos buscar no hotel. Só que o tempo passava e ninguém chegava. Até que eu fui questionar na recepção, e descobri que obviamente algo tinha dado errado. Eles não viriam. Eles deram opção de pegarmos o ônibus VIP mais tarde, mas aí fiquei bravo. Não era uma opção boa, pois iríamos chegar em Bagan já escuro. Parecia que não tinha mesmo solução até que para minha surpresa, a solução encontrada por eles foi arranjar um carro com motorista para nos levar, sem custo para nós. E ainda nos deram um saquinho com frutas e água mineral. Minha cara foi no chão. Eu nunca havia previsto que isso podia acontecer. O Fabricio achou que iria resolver na conversa, e ficou a dúvida : só nos deram esta solução porque eu me mostrei bravo, ou nem precisava, eles iam nos oferecer o transporte particular de qualquer forma? De qualquer forma, fica aqui o elogio ao Inle Apex Hotel, que se diferenciou de todos os outros. Mérito do staff e mérito da cultura birmanesa, que não se importou de gastar mais, para não deixar hóspedes insatisfeitos. Eu sei que eles erraram, já que foram eles que venderam os bilhetes. Aliás, nós apenas perguntamos sobre o ônibus, e aí eles ofereceram o serviço. Por isso fiquei bravo. Mas não é comum acabar assim.

E assim fomos. E ainda bem que fomos de carro, pois a rota não é das principais, e a estrada é de mão e contra mão, com muita gente de moto, bicicleta, andando, e todos vão devagar. O bom é que há menos perigo de acidentes graves, mas por outro lado a velocidade média já foi bem baixa de carro, imagina de ônibus.

Passamos por vários vilarejos, alguns deles bem pitorescos. Foi uma viagem agradável.

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Estrada birmanesa

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No meio do nada, um barco alegoria

Chegamos em Bagan por volta das 2:30 da tarde e fomos direto pro Hotel Blazing. Bom hotel, bem localizado, em Nyaung U, que é um vilarejo onde a maioria dos turistas independentes se hospedam. Na rua do hotel, havia várias lojinhas, restaurantes, e até um banco, que foi bem útil para nós.

Para não perder tempo, fomos logo visitar os 2 templos que ficavam mais perto do hotel, e que poderiam ser visitados à pé. Deixaríamos o principal para o dia seguinte.

Começamos pelo mais próximo, o Templo Shwezigon Pago. Já na largada adoramos o templo, é lindo e imponente. O legal da visita é que não havia turistas por lá, e assim ficou mais autêntico. Me perguntei o porquê, será que não havia turistas em Bagan, ou aquele templo era secundário?

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Templo Shwezigon Pago, com a galera local

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Quase sem turistas, apenas os birmaneses

Depois mais 15 minutos andando até o templo Htilominlo. Já estava escurecendo, nem deu para tirar boas fotos. Mas adoramos esse também. Diferente do primeiro, mais de pedra. Ali havia tendas de souvenirs para turistas, só não havia turistas. Então as vendedoras foram nos abordar, e tentar nos agradar até comprarmos algo, o que acabou acontecendo.

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Templo Htilominlo

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Com minhas “amigas” vendedoras, templo

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Buda, dentro do templo

Voltamos para o hotel já bem escuro, mas bem felizes com o que vimos. Jantamos na rua do hotel, e ali sim tinha vários turistas, a maioria independentes.

 
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Posted by on December 15, 2015 in Mianmar, Myanmar

 

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Inle Lake – de tudo um pouco

O dia seguinte começou bem cedo. Pegamos um barco só para nós, então seria mais rápido, pois pararíamos somente onde quiséssemos, e ficaríamos quanto tempo desejássemos, sem depender de outros. Como as distâncias são grandes, seria uma grande perda de tempo se tivéssemos mais gente conosco. Nos passaram que haveria um festival local em um vilarejo cujo nome é Tha Ley, onde fica o Phaung Daw Oo Paya, e foi pra lá que seguimos logo de manhã cedo. Muitos barcos seguindo o mesmo caminho, e logo sentimos que não seria um dia qualquer. E não era mesmo. Chegando nesta vila, havia dezenas de barcos ancorados, todos espremidos, mas bem organizados. Só esta cena já era interessante. Já havia uma aglomeração de gente à beira do lago, esperando por algo que não tínhamos ideia do que era. Pela primeira vez vi muitos estrangeiros, bem mais do que em Yangon.

Monges saindo para um passeio

Monges saindo para um passeio

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Fabricio e Leo animados com o passeio

Dia nublado, vista do lago

Dia nublado, vista do lago

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Birmanesa remando sozinha

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Chegada em Tha Ley e estacionamento de barcos

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Aglomeração para ver o desfile em frente ao Phaung Daw Oo Paya

Até hoje não entendemos bem exatamente o que se passou ali. Primeiro passaram 3 barquinhos, cada um com uma birmanesa toda arrumada e um remador. Elas estavam segurando um pote, e realmente não deu pra descobrir o que tinha dentro. Depois veio um barco com muita gente em cima, a maioria de mulheres, e cantavam uma música diferente, dançando e fazendo uma coreografia. Isso tomou mais de 15 minutos, e fiquei pensando se estavam querendo testar nossa paciência.

Bem, claro que não. Era só parte do show. Depois vários barcos, cada um deles tinha dezenas de remadores (com as pernas). Não era competição de costumes, pois todos vestiam as mesmas roupas.

Finalizando, a atração principal era um barco com um mini pagode e um galo gigante dourado. Ele parou em frente ao templo, e de lá saíram várias personalidades religiosas, que foram recebidas pelas autoridades que lá assistiam, e foram para dentro do templo. Pra nós acabou ali o show. Vale destacar os guardas que faziam a segurança, todos de meia. Para nós, uma cena insólita. O Fabrício se deleitou de tantas fotos.

Mas, apesar do show deles ter acabado, não era o fim para nós. Tinha ainda o mercado local ao lado do templo, que para falar a verdade, foi a verdadeira atração. O melhor de tudo é que não era para turista, era para os birmaneses. Então ali vários birmaneses pediam para tirar fotos de nós. Nós éramos a atração hehe. Tinha de tudo um pouco à venda, até espetinhos com pés e cabeças de galinha.

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Na saída, prestamos mais atenção na vida local, nas casas e no povo. Passamos por outras vilas, todas tinham um templo, sempre visível do lago ou dos canais. Procuramos evitar as armadilhas para turistas, com as mulheres com aquelas argolas no pescoço, lojas com souvenirs, etc. Mas valeu o passeio.

Os birmaneses passam um creme amarelo no rosto, que é uma mistura de repelente, protetor solar e cosmético. As mulheres e crianças são os mais usam. Ele vem de uma raiz, vendida no país todo.

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Banheiro

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Casa decorada

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Lojinha flutuante com templo ao fundo

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Mulheres com aquelas famosas argolas no pescoço – pra turista ver

Aí paramos em Inthein, um vilarejo típico. Também estava rolando uma cerimônia especial, pois havia várias crianças em uniformes escolares perfiladas, esperando o que depois descobrimos que era apenas um barco com 3 ou 4 autoridades. Depois foram todos para dentro do vilarejo, e não fomos atrás. Ate porque lá havia um templo no alto de um morro e fomos lá visitá-lo. Chama-se Shwe Inn Thein Paya. Muito interessante, valeu à pena.

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Inthein village

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Shwe Inn Thein Paya

De lá fomos à outro templo, e quando a paciência já estava se esgotando, acabaram-se os templos e voltamos para nosso vilarejo. No caminho uma cena lamentável, o nosso barqueiro fez um sinal e dois pescadores que estavam sentados descansando levantaram rapidamente, e fizeram pose de remadores para tirarmos fotos. Infelizmente ficou uma sensação ruim para mim, apesar de todos os turistas (inclusive eu) tirarem fotos deles.

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Pescadores que remam com as pernas – pra turista ver

Tudo isso durou mais de 6 horas, e estávamos bem cansados. O passeio valeu muito à pena, principalmente pelo desfile que certamente não acontece sempre. Provavelmente aquele mercado local também não deve ser diário, então nos sentimos afortunados em termos passado por lá em um dia especial. Não sei como me sentiria neste passeio sem o desfile e sem o mercado.

Mas posso dizer que Inle Lake é quase que obrigatório para qualquer turista em Mianmar.

 
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Posted by on December 12, 2015 in Mianmar, Myanmar

 

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Inle Lake – um lago com muita vida

A viagem de ônibus desde Yangon demorou 12 horas, saímos às 6 da tarde e chegamos em Nyaung Shwe às 6 da manhã. Não foi uma viagem muito cansativa, já que o ônibus era confortável, eu comi bem na parada da janta, e ainda tomei um Dramin, o que me fez dormir. Não foi um sono contínuo, mas suficiente para chegar ao destino com disposição. Logo achamos o hotel que tínhamos reservado Inle Apex Hotel, que por sinal era bem bom, e alugamos umas bikes para podermos explorar a vizinhança. Deixamos reservado um passeio de barco para o dia seguinte e compramos as passagens de ônibus para 2 dias depois rumo à Bagan, nossa próxima parada.

Bem, Inle Lake é um lago atração, pois há dezenas de vilarejos (aliás, são centenas, pois há mais de 200) ao seu redor, com seu estilo de vida típico, muito diferente do que estamos acostumados. O lago não é pequeno, tem mais de 100 km de comprimento por 5 km de largura, o que torna qualquer passeio longo. Além da religião presente, através de templos budistas espalhados por todo lado, o interessante é observar a vida que se desenvolve à beira do lago, ou simplesmente sobre o próprio. Muitas casas, lojas, restaurantes construídos sobre as águas, e o meio de transporte mais comum é o barco. Aliás, não é qualquer barco, é um tipo de canoa, bem comprida. Mas isso é para amanhã, pois no primeiro dia a ideia era passear de bike pelos vilarejos.

E assim fizemos. Com um mapa precário do lago na mão, rodamos bastante, parando sempre para inúmeras fotos. Fotos principalmente de gente, que para mim é a principal atração deste país. Mas o fato é que demos uma boa volta contornando o lago por uns 20 kms, e tínhamos sido orientados a então pegar uma barco, com as bikes dentro, atravessar o lago, e voltar para Nyaung Shwe pelo outro lado. Dar a volta completa no lago é simplesmente impossível, já que seriam mais de 200 km de pedalada. Nem com bikes modernas daríamos conta, quanto mais com as bikes que pegamos no hotel, que estavam mais para a primeira metade do século passado.

Mas o espírito da coisa foi alcançado, e o auge foi a travessia de barco para o outro lado do lago, que serviu de aperitivo para o passeio de amanhã. Passamos por uma estradinha (que era a principal) que rodeia o lago, vimos o povo levar sua vidinha ainda tranquila (em pouco tempo o turismo vai transformar o lugar, com suas vantagens e desvantagens). Vimos alguns painéis políticos, já que em uma semana haveria eleições nacionais, o que é um fenômeno novo para todos, já que o país está agora saindo de um longo período de regime de força.

Na volta, pedalamos por Nyaung Shwe, que deve ser uma das principais vilas do lago, pois é onde a maioria dos turistas se concentra, com todos os serviços agregados ao turismo. A vantagem é que encontramos bons restaurantes para um bom almoço, e depois para uma boa janta. Há alguns resorts em outros pontos do lago, mas isso é para um turista que fica enfurnado no hotel, e só sai para os passeios, assim não faz diferença para eles onde é o hotel. Não deixa de ser bem interessante, e confortável.

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Posted by on December 6, 2015 in Mianmar, Myanmar

 

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