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Monthly Archives: February 2016

Resumo da viagem

Bem, chegou a hora de fazer o resumo da viagem. Foi uma viagem relativamente curta, apenas 18 dias, e que os principais destinos foram Mianmar e Camboja. Então vamos à eles.

Mianmar

Para mim, foi uma surpresa positiva, e definitivamente ficará no TOP 10. Principalmente pela mistura do povo, cultura, e religiosidade, além de Bagan, que foge de qualquer parâmetro. Não dá para comparar Bagan com qualquer outro destino que já tenha estado. E o fator surpresa (ignorância!?) ajudou, pois tinha noção do que era, mas na verdade não sabia a dimensão do que ia encontrar.

Claro que o fato de Mianmar ainda estar engatinhando no que se refere ao potencial de turismo que pode atingir, ajuda na minha avaliação. Quanto mais próximo da realidade do povo, mais interessante fica, mesmo que isso signifique menos infra para os turistas. Esse é um dos motivos para eu gostar tanto da África. E de ter gostado de tantos lugares na Ásia, os quais eu visitei faz muito tempo, e hoje não tenho vontade de voltar. Querem exemplos : Beijing. Visitei em 1991, e fui em todos os cantos de bicicleta, o que hoje sei que é virtualmente impossível. Quase não havia carros nas ruas. Outro exemplo : Vietnam. Visitei em 1994, e não quero mais voltar, para não me decepcionar. Também rodei pelas ruas de Hanoi e Ho Chi Minh City de bicicleta, e apenas dividi as ruas com outras bicicletas e motos. Quase sem carros.

E claro que em um mundo muito mais globalizado hoje em dia, sei que o turismo de Mianmar já vem mudando, e vai mudar rapidamente. Portanto sugiro uma visita em breve, para quem não conhece. A foto que o Fabricio me mostrou de Bagan, com dezenas de balões sobrevoando os templos de manhã, já dá uma pista do que está vindo.

Para um país até pouco tempo fechado para o turismo independente, a infra é muito boa entre as principais cidades. Conexões de ônibus, hotéis, pousadas, restaurantes (mesmo em Mandalay), etc. Me surpreendeu positivamente. Custo não é alto ainda, mas longe de ser uma barganha. O que ainda é limitado é o número de opções de voos para o país, e é isso que pode ainda segurar um pouco essa invasão turística.

Bagan obviamente foi a atração número 1 do país, já expliquei o porquê. Eu particularmente gostei demais de Yangon, com seu templo maravilhoso. Tem gente que gosta mais de Inle Lake. Eu até gostei, mas confesso que esperava mais. Mandalay foi bem interessante para quem quer ver uma cidade maior, como vivem os locais, mas turisticamente falando, é a mais fraca das 4. Sei que há mais para ser visitado em Mianmar, ilhas, cavernas, trekking, mas infelizmente não deu desta vez, e não sei se haverá outra. A fila anda.

Uma coisa que já mencionei nos posts, mas deve constar do resumo de Mianmar é a questão da sujeira. Em todo o país ela se acumula em todo lado, nas cidades, na beira das estradas, nas encostas das montanhas, e infelizmente perto das atrações turísticas. É uma pena, eu lamento pois tenho certeza de que pode afastar muitos turistas.

Por tudo o que eu escrevi neste blog, dá para concluir que eu amei Mianmar, e é a pura verdade. No entanto, eu seria parcial e injusto se não comentasse sobre a situação dos muçulmanos, chamados rohingyas. São cerca de 1,3 milhão deles, mas apenas 40.000 têm nacionalidade birmanesa reconhecida. Não têm liberdade de transitar pelo país, têm que pedir permissão para casar e não podem ter mais de 2 filhos. Em que ano estamos mesmo? Até a super premiada com o Nobel da Paz Aung San Suu Kyi faz cara de paisagem quando tocam no assunto. Uma vergonha que não condiz com tudo o que eu vi e senti por lá. Só espero que isso seja coisa do governo atual, que está de saída, espero, e mude no futuro. Não posso ser hipócrita. Assim como não consigo ver a China de uma maneira positiva depois de ter visitado o Tibet, Mianmar deixou uma mancha difícil de remover.

Se estivesse escrevendo este blog na era do Khmer Vermelho, faria as mesmas restrições ao Camboja que fiz à Mianmar acima. Mas lá no Camboja é página virada, e espero que Mianmar acorde e mude esta realidade.

Camboja

Me lembro perfeitamente quando estive no Vietnam em 1994, e voei de Ho Chi Minh City para Vientiane, no Laos. O voo fez uma conexão em Phnon Penh. A cidade vista de cima era quase que um vilarejo, e o aeroporto era pequeno e rudimentar. Angkor naquela época era quase que proibida para turistas, pois o Khmer Vermelho ainda ocupava as matas perto dos templos, e atacava vez por outras. Então era o verdadeiro turismo de aventura. Por isso mesmo cortei o Camboja da minha lista na época. Mas sempre soube que era uma mancha no meu curriculum, e tinha que voltar um dia.

Agora vi que tudo mudou. Siem Reap me impressionou pela quantidade de turistas, e ainda em baixa estação. Pela infra que existe de hotéis, restaurantes, lojas, etc, dá para imaginar no que Siem Reap se transforma na alta estação. E quero estar longe. Mas Angkor é uma atração que tem que ser visitada por todos, um mega complexo de templos enormes, todos diferentes e fascinantes. Não dá para manter uma falha dessas no curriculum. É mais espetacular do que qualquer outra atração na Ásia. Pode perder em qualidade para a Cidade Proibida em Beijing, ou o Taj Mahal em Agra, mas pelo porte do complexo, qualquer um fica de queixo caído. O ponto baixo do local é a exploração sem parar dos turistas. Claro que não é exclusividade de Siem Reap, mas confesso que isso me incomoda muito.

Phnon Penh me agradou, mas por 1 ou 2 dias tá de bom tamanho. Como escrevi antes, uma cidade simpática, e para mim um dos maiores atrativos foi não ter a pressão dos locais sobre os turistas, como existe em Siem Reap. Pena que muitos turistas se restringem a visitar Siem Reap, e perdem a oportunidade de ver o Camboja mais autêntico, menos turístico.

Transporte é fácil e farto, tem hotel e pousada de todos os tipos e gostos, o Camboja não traz qualquer frio na barriga para um turista independente. Dois lugares somente não permite avaliar muito do povo. Em Siem Reap, a chateação de ter sempre alguém querendo te vender alguma coisa (a maioria ilegal) não existe em Phnon Penh. Então não dá para rotular todo o povo cambojano pelo o que acontece em Siem Reap.

Escolhi esses 2 países simplesmente porque era os que faltavam na minha lista no sudeste asiático. Mas certamente não deixam nada a desejar aos seus vizinhos. Não dá para comparar muito os países, e isso é o que me atraí muito nesta região, pois todos são diferentes entre si, têm cultura diferentes, cada um com sua história, enfim todos são interessantes. Não deixem nenhum de fora. Com esses 18 dias, já somo mais de 5 meses na região, e ainda falta muito para visitar. Não sei quando volto, mas certamente voltarei.

Malásia

Bem, foram apenas 2 escalas em Kuala Lumpur. Não dá nem para pensar em analisar o país desta forma. Já tinha estado na Malásia 2 vezes antes, e ainda falta muito o que conhecer. O que dá para escrever agora é somente sobre Kuala Lumpur, e já mencionei sobre o desenvolvimento da cidade, com ótima estrutura de transporte, hotéis, alimentação, etc. Não era o objetivo da viagem, mas ficou longe de ser motivo de qualquer reclamação. Parabéns para eles, que avançaram tanto.

 
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Posted by on February 19, 2016 in Cambodia, Cambodja, Camboja, Mianmar, Myanmar

 

Kuala Lumpur – últimos dias da viagem

Depois de um dia bem agradável, saímos cedo do hotel para o aeroporto, a fim de pegarmos o voo de volta para Kuala Lumpur. Ainda tínhamos mais uma tarde inteira e meio dia em Kuala Lumpur. Deixamos as coisas no mesmo hotel, ao lado de um shopping vazio e partimos para o centro.

Depois de almoçarmos no shopping, fomos andar pelo centro, vimos alguns prédios islâmicos, como a Mesquita Masjid Jamek Bandaraya. Infelizmente não nos deixaram entrar, mas andamos pelas redondezas da mesquita, apreciando alguns prédios em estilo islâmico que ficam próximos.

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Mesquita Masjid Jamed Bandaraya

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Outro prédio estilo islâmico

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Mais um

Depois fomos andando até a Chinatown. Como a Malásia fica próxima da China, e tem uma boa parcela de chineses em sua popilação, aproximadamente 25%, pensei que a Chinatown seria mais interessante. Visitamos algumas ruas com lojas e centenas de barracas com produtos chineses. Poderia facilmente ser no Paraguai, ou em qualquer outro lugar com uma comunidade grande de chineses. Até compramos algumas camisas de times de futebol, obviamente falsificadas. Mas confesso um quê de decepção.

Ali perto fica o Mercado Central, nada de mais. Não quero com isso diminuir a importância de Kuala Lumpur, apenas tenho que dar o meu testemunho, e minhas impressões. Continuo achando que é uma cidade bem desenvolvida, uma das mais desenvolvidas do sudeste asiático, provavelmente perdendo para Cingapura e Hong Kong somente.

 

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Eu e Leo em Chinatown

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Bye bye Malásia

No dia seguinte, Leo e Fabricio ficaram com preguiça de fazer qualquer programa cultural, e decidimos descansar, preparar as malas, e ir ao shopping para almoçar. O que faltava ver mesmo era a vista das Petronas Towers. Eu estava em dúvida se valia à pena pagar para subir somente até a metade, mas São Pedro decidiu por nós. O tempo estava totalmente fechado, e quando chegamos no shopping que fica em baixo das torres, caiu um dilúvio, que enterrou de vez nossas dúvidas. Voltamos para o hotel, pegamos nossas bagagens e partimos para o aeroporto. Era o fim de mais uma viagem.

 
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Posted by on February 13, 2016 in Malasia, Malaysia

 

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Phnon Penh – cidade agradável

Chegamos quebrados em Phnon Pehn, bem cedo. Fomos para o hotel, onde tivemos uma agradável surpresa. Além de nos terem permitido tomar o café da manhã (nossa diária seria para a noite seguinte), nosso quarto não era propriamente um quarto. Ficava na cobertura do hotel, um quarto de luxo, com varanda e uma bela vista. Incrível, o melhor hotel da viagem.

O hotel ficava muito perto do Palácio Real, e fomos direto pra lá. É grandioso, bem parecido com o Palácio de Bangkok. Os prédios têm o mesmo estilo, com aqueles telhados sobrepostos à outros telhados, muitos detalhes. Coincidentemente chegamos lá pouco antes da chegada do rei. Isso porque era um feriado, e o rei passaria em frente ao Palácio com sua comitiva. Depois da sua passagem, entramos para visitar o complexo.

Bem bonito e fotogênico, as fotos abaixo falam por si. Além do palácio, há outros prédios também, a maioria no mesmo estilo. O complexo fica em frente à uma grande praça, que margeia o Rio Mekong. O calçadão à beira do rio também é bem agradável. Aliás, a primeira impressão de Phnon Penh foi bem positiva, uma cidade francamente em crescimento, mas longe de ser uma metrópole. Dá pra notar um ritmo de trânsito maior do que a cidade foi programada, mas ainda sem o caos que costumamos ver em grandes cidades da região, como Bangkok, Kuala Lumpur e Jakarta.

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Royal Palace

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Comitiva do rei

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Não é um espetáculo?

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Outro ângulo. Tudo em harmonia.

Voltamos para o hotel, e como o Fabricio já tinha estado por lá, preferiu passar a tarde aproveitando nossa suíte presidencial, enquanto eu e o Leo fomos visitar os Killing Fields de Choeung Ek, que ficam uns 15 minutos fora da cidade. Aí que mora a emoção. Depois de já ter visitado alguns campos de concentração e alguns museus de holocaustos, achei que estaria preparado para o que vinha pela frente. O local é meio escondido. Você recebe na entrada um gravador que vai te guiando pelo local, contando a história macabra, de 17.000 pessoas que perdram a vida neste campo de extermínio. A visita começa pelo Memorial Stupa, cheio de ossos. São mais de 8.000 crânios, mais milhares de ossos já na entrada do local. Depois você vai passeando, sendo guiado pela gravação, que narra o que aconteceu ali, enquanto os visitantes vão passando de um marco para outro. O mais impressionante mesmo, além do prédio com os ossos, são as fotos e vídeos que vimos no final da visita. Os campos em si só têm impacto por estarmos ouvindo a gravação narrando as atrocidades que aconteceram ali. Este foi apenas um dos Kiling Fields, há vários outros, mas este é o mais “turístico”, se é que dá para chamar assim. Estima-se que mais de 2 milhões de cambojanos perderam a vida durante o regime de Pol Pot, o ditador sanguinário e louco que liderou o Khmer Vermelho durante os anos de 1975 a 1979. A história deste genocídio vale ser estudada, e nos dá um arrepio, por ter acontecido a tão pouco tempo.

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Memorial Stupa com mais de 8.000 crânios

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Várias prateleiras com crânios

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Exemplo do que pode ser visto no museu.

Voltamos para a cidade, paramos em uma área com muitos mercados, mas nada que nos atraísse. Então decidimos voltar à pé para o hotel, para termos oportunidade de conhecer um pouco mais da vida da cidade. Passamos por várias ruas, avenidas, alguns monumentos, enfim a cidade é mesmo agradável. Chegando no Brasil eu li que Phnon Penh foi escolhida como um dos destinos top deste ano. Não sei qual foi o critério, mas achei ótimo não ter passado só por Siem Reap, que é o que muita gente faz.

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Monumento da Independência

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Monumento ao King Sihanouk

Na volta para o hotel, tomamos banho e acompanhamos da nossa cobertura o show de fogos, comemorando o feriado nacional, que confesso não descobri qual era. Não importava. Saímos para jantar, e aquela praça em frente ao palácio estava repleta de gente, muitas famílias principalmente, que tinham acompanhado o show de fogos e ficaram depois para comer, beber e simplesmente passear. Comemos em um restaurante de frente para o rio, e depois voltamos felizes da vida para o hotel. Um dia cheio, mas dos mais agradáveis da viagem. Phnon Penh foi aprovada.

 
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Posted by on February 8, 2016 in Cambodia, Cambodja

 

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Angkor – Atração Top

Claro que o motivo para qualquer pessoa ir à Siem Reap é o complexo de Angkor. São dezenas de templos, construídos durante o Império Khmer, que teve seu auge do século IX ao século XV. Foram 600 anos, durante os quais os templos construídos tinham estilos completamente diferentes, fazendo uma visita de um ou dois dias totalmente insuficientes. Claro que com 2 dias bem planejados, dá para ver os principais, mas asseguro que vai faltar templo maneiro para ser visitado. Com a nossa sorte, aliada à um pouco de competência, conseguimos somar mais um dia inteiro ao nosso roteiro, assim ficamos com 3 dias completos para desfrutar de Angkor.

Acordamos mortos de cansaço após mais um dia super cansativo. Fomos tratar de algumas questões práticas, como fazer compras de comida e comprar logo a passagem de ônibus de Siem Reap para Phnon Penh, nosso próximo destino, e capital do Camboja. Fabrício estava mal de saúde e resolveu passar o primeiro dia de cama, descansando. Até porque ele já tinha estado lá antes.

Eu e o Leo alugamos bicicletas e partimos para Angkor. São pouco mais de 8 kms de Siem Reap, em uma estrada plana. Pela quantidade de hotéis 5 estrelas que vimos no caminho, mais as placas anunciando outros tantos mais, já percebemos a dimensão turística que o local tomou. É uma super estrutura de hotéis, restaurantes, lojas, mercados, tudo para o consumo nacional e internacional. Isso porque Angkor também é o destino de peregrinação para os próprios cambojanos.

Não tenho pretensão nenhuma de dar aula de História para ninguém. E nem este blog é um guia turístico. Mas vou deixar aqui algumas das fotos que eu considerei as melhores que consegui tirar (dentro do meu amadorismo).

Na chegada, deparamos logo com com o Angkor Wat, que por sinal é o maior e principal templo do complexo. Um mar de ônibus de turismo estacionados perto do portão principal nos deu o cartão de visita do que seria estar lá dentro disputando cada centímetro com os turistas. E detalhe : pelo menos 80% dos turistas eram chineses. Em Bagan já tinham me alertado que haveria muitos chineses em Angkor, mas não imaginei que fosse essa proporção. Aliás, fiquei logo com saudades de Mianmar, com seus templos “vazios”, comparados com o Angkor Wat. Outro detalhe é que estávamos na primeira semana de novembro, apenas o início da alta estação, ainda com resquícios da estação de chuvas. Que aliás nos pegaram em Angkor de jeito. Quando chovia, não era um chuvisco qualquer. Era um dilúvio de verdade. Sorte nossa que toda vez que chovia, estávamos dentro de algum templo, e escapamos de boa.

 

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Angkor Wat

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Angkor Wat – entrada principal

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Meus companheiros de visita

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Arquitetura única

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Por dentro

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Arte Khmer

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Fila pra subir (90% de chineses)

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São vários níveis

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Chineses chegando após a chuva

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Os 54 deuses que guardam a entrada do Angkor Thom

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Bayon. Parece um monte de pedras. Mas é espetacular.

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Por dentro…

Voltamos para o hotel já escuro, cansados, e ansiosos pelo segundo dia. No dia seguinte o Fabrício estava em forma, e como tinha muito equipamento para carregar, resolveu alugar bicicleta elétrica. Leo o acompanhou, e eu fiquei com a minha bicicleta mesmo, já que não ficaria com eles durante a visita. Foi a mesma teoria de Bagan, eu queria ir mais rápido, para ver mais, e eles queriam ir com calma, demorar mais em cada templo. Sem problemas, sem stress, cada um na sua. E fui sozinho. Mesmo assim não consegui ver o que faltava no segundo dia, ainda precisaria do terceiro dia, que ainda bem que tinha sobrado. Normalmente faço planos para não perder muito tempo em cada lugar, mas ainda bem que desta vez reservei os 3 dias por lá, pois precisamos deles todos.

As distâncias são grandes, de quilômetros, e realmente demora não só para ver cada templo, como para ir de um para outro. As visitas podem ser rápidas ou demoradas. Depende do interesse em ver os detalhes, e depende também da quantidade de turistas. O Angkor Wat é o mais disputado, e procurei horários alternativos para ver os outros. Isso porque os grupos de turistas têm horários meio conhecidos para as visitas.

Como estava sozinho, foi mais fácil controlar a velocidade, ora mais rápido, ora mais devagar, curtindo algo que eu tivesse achado mais interessante. Mas para os amantes das pedras, nem 3 dias são suficientes.

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Chegada ao Baphuon

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Baphuon, visto de baixo. Mais um grandioso.

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Meu meio de transporte por 3 dias

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A natureza está em todo lado

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Obra de arte da natureza

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Phnom Bakheng

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Phnom Bakheng, lá em cima

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Essa é em Ta Prohm

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Ta Prohm

Preciso confessar que ainda descansávamos um pouco pela manhã antes de sairmos, portanto teria dado para gastar mais tempo por lá. Mas como era muito cansativo fazer tudo de bicicleta, estava mesmo cansado. No terceiro dia eles decidiram alugar um tuk-tuk para acompanhá-los, pois era mais rápido e menos cansativo. Aliás, se não for com os ônibus de turismo, é assim que a maioria dos turistas visita Angkor. Eu era meio que exceção.

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Sem comentários

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Terraço dos Elefantes

No último dia, no final da tarde eu já estava morto, bem suado, já tinha visitado quase tudo. Faltava ver o por do sol do alto de um morro. Resolvi subir, mas me dei mal, pois tinha alguns milhares de chineses lá em cima, e uma fila imensa para entrar no templo que tinha a tal posição estratégica. Então desci, e vi uma tempestade se armando. Acelerei o mais que pude para ir embora antes dela chegar e não deu tempo. Tive que me abrigar em um barraco dos locais, que por sinal me receberam bem. Mas logo percebi que não fazia o menor sentido eu me esconder da chuva, já que estava totalmente encharcado de suor, pelo calor, umidade e esforço. Daí me coloquei a pedalar na chuva, voltando para Siem Reap, super feliz, curtindo aquele momento único.

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Fila para ver o por do sol. Inviável.

 
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Posted by on February 1, 2016 in Cambodia, Camboja

 

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