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Monthly Archives: May 2017

Quito e volta para casa

Bem, o último dia da viagem em Quito foi bem tranquilo, depois de uma semana super agitada e cansativa. Meu albergue tinha um terraço com uma vista da cidade, então fiquei por lá curtindo, e me preparando para a volta para casa.

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Vista do terraço do albergue

Depois fui almoçar com o Dennis em um restaurante bem local, ali perto, e me despedir dele, depois de vários dias de viagens em conjunto. Posso dizer que foi uma surpresa bem agradável ter o conhecido, pois trata-se de uma pessoa bem culta, de bom humor, espirituoso, com disposição, e basicamente com os mesmos interesses. Muitas horas de conversas, troca de experiências de viagens, mas lucidamente sabedores de que provavelmente seria nosso último encontro. Dali, cada um seguiria sua vida, mas satisfeitos por terem aproveitado alguns dias viajando juntos.

Provavelmente eu teria feito tudo o que eu fiz sozinho, fico em dúvida sobre a volta no Quilotoa, que foi bem difícil e perigosa, e para fazer sozinho é meio ermo. Qualquer acidente poderia ser fatal, pois não havia como pedir socorro.

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Almoço despedida – comida local

E o que falar sobre o Equador? Muito fácil de se viajar, muito fácil de conseguir o básico, informação, transporte. acomodação, um povo simpático e atencioso, sempre tentando ajudar, quando precisamos. Claro que para mim fica mais fácil ainda, pelo idioma ser muito parecido com o português, mas mesmo os gringos demonstraram tranquilidade sobre este tema. Quanto à segurança, nada à dizer, não tive nenhum problema, mesmo em Quito, onde os guias não recomendam andar sozinho à noite. Fiz isso nas 3 noites em que dormi lá, e nada me aconteceu. Sorte? Não sei, só posso falar sobre o que passou comigo.

Recomendo bastante o roteiro que eu fiz, e provavelmente a parte da Amazônia e Galápagos devem ser bem legais também.

Hora de voltar para casa e pensar na próxima!

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Posted by on May 11, 2017 in Ecuador, Equador

 

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Volta ao Quilotoa : não é para principiantes

A noite foi longa, pois fez um frio de matar, dormi com todas as roupas que eu tinha, mais 4 cobertores. Choveu à noite toda. Acordamos cedo, tomamos um ótimo café da manhã. O tempo estava aberto, e depois de algum debate, decidimos dar a volta à pé no Quilotoa. O dono do hotel nos disse que duraria umas 4 horas, então daria até para fazer um outro trekking antes de pegarmos o ônibus de volta para Latacunga.

Partimos às 9. O vilarejo estava vazio, não havia nenhum turista por lá, acho que não é comum ainda para as pessoas passarem a noite no vilarejo, até porque nos guias os hotéis nem constam ainda, já que são todos novos.

Bem, com o céu limpo, lá fomos nós, começando em sentido horário. O diâmetro máximo da cratera é de aproximadamente 2.200 metros, em baixo, na água, mas na trilha que fica no topo, é de 3.000 metros. Então em uma conta rápida, o contorno à pé dá mais de 18 quilômetros de caminhada, se fosse um círculo perfeito. Será isso tudo? Eu diria que dá menos, talvez uns 12. E partimos, sem pensar muito nisso.

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Vista da cratera pela manhã

Na largada, deu para perceber que a tarefa não iria ser tão fácil. A volta inteira se resumiria à uma sucessão quase que interminável de subidas e descidas, quase todas íngremes, e boa parte delas na beira de um precipício. Isto significava vistas deslumbrantes, tanto para o lado do lago, quanto para o vale que ficava atrás. Porém, ao mesmo tempo significava um perigo enorme. Em várias situações, estávamos à um escorregão de despencar abismo abaixo. Confesso que não me senti seguro, e como tenho pavor de altura, passei boa parte do tempo tenso.

Logo na saída, pudemos ver o vilarejo de Chugchilán, que é onde os andarilhos podem passar a noite. Fica à uma boa caminhada de Quilotoa, e claro que não dava para irmos até lá neste dia.

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Vista de Chugchilán

Continuamos nossa caminhada. Quando o dono do hotel nos disse que daria para fazer a volta toda em 4 horas, logo achei que como iríamos andando mais rápido, poderíamos completar em cerca de 3 horas e meia. Mas como tínhamos uma noção de distâncias, logo deu para perceber que a coisa era mais difícil do que parecia. E várias situações de caminhar na beira do precipício aumentava minha tensão. Ao mesmo tempo, visual único, sem comparação com nada que já tinha feito antes.

Tudo isso regado à ótimos papos com o Dennis, que se mostrou um cara extremamente culto, bem humorado, com ótimas tiradas, enfim, um bom companheiro de trilha. Serviu para descontrair um pouco, e transformar aquele suplício em um programa apenas desafiador.

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Um escorregão de uma queda fatal

Até que chegamos ao ponto mais alto da trilha, que fica à 3.930 metros de altitude. A placa serviu para me lembrar que, além de todas as dificuldades já descritas, ainda tínhamos a altitude para nos atrapalhar.

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No cume da trilha

Às vezes sentíamos calor pelo esforço, e porque também abria um mormaço, e às vezes batia um vento frio para nos lembrar de onde estávamos. Em toda a volta só cruzamos com 3 pessoas vindo em sentido contrário. Fiquei na dúvida se é por conta da baixa estação, ou se este programa é só para os loucos.DSC05315

Dennis na trilha

Claro que há também os locais, pastores de ovelhas, e camponeses, mas não muitos. Passamos por um menino vendendo bebidas, deu muita pena dele, pois alguém o colocou ali, e simplesmente não havia clientes para ele. Deveria estar na escola, mas isso é outro assunto.

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Muitas ovelhas nas encostas

Bem, na parte final da trilha chegamos à pegar chuva, e o troço não acabava. Demoramos um total de 4 horas e meia. Fiquei meio desapontado. Mas depois o Dennis leu no guia dele que o normal é demorar cerca de 6 horas, e aí ficamos mais felizes.

Mas o fato é que chegamos exaustos, sem forças para dar nem mais um passo, então nem tivemos dúvidas do que fazer. Direto tomar uma cerveja, comer algo e pegar o ônibus de volta para Latacunga.

Estávamos mortos, e então decidimos regressar de Latacunga direto para Quito. O Dennis tinha uma amiga por lá e iria ficar no apartamento dela, e eu não tinha nada reservado. Ele me disse que havia um albergue perto do apartamento da amiga, e eu iria tentar ver se havia um quarto pra mim.

A viagem foi tranquila, pena que já era noite e não tivemos oportunidade de ver mais vulcões da janela do ônibus. Como tudo relacionado à transporte no Equador é tranquilo, não tivemos problemas nos vários transportes até chegarmos lá. Foi um ônibus de Quilotoa até Latacunga, outro de Latacunga até o Terminal de Quito, e mais 2 até o apartamento da amiga do Dennis. Chegamos lá depois das 9 da noite.

Fomos até o albergue, e tinha um quarto vago, então deixei a bagagem por lá e fomos jantar. Dormi feito uma pedra, depois de mais um dia super cheio e cansativo.

 
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Posted by on May 1, 2017 in Ecuador, Equador

 

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