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Monthly Archives: August 2017

Natureza exuberante

Depois de uma bela noite de sono, mais um dia de estrada pela frente. Como íamos ter que dormir no mesmo lugar na próxima noite, decidimos então estender nosso roteiro para p leste, passando pelos mesmos lugares que tínhamos estado na véspera, mas indo uns 200 kms à frente, a fim de visitar a Geleira de Vatnajokull. Muito distante, mas pelas fotos parecia ser uma atração importante na Islândia.

No caminho passamos de novo na estrada da véspera, mas desta vez com um tempo bom, céu azul, então deu para tirar mais fotos no caminho.

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Passamos por Vik, uma cidade que no mapa parece importante, mas que na verdade tem apenas 318 habitantes. Como pode? No meio do nada, mas tem posto de combustível, banco, escola e supermercado. A cidade é um brinco, mas a cruzamos em menos de um minuto. Parece piada, mas não é.

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A grande cidade de Vik

Mais adiante, o tempo fechou completamente, começou a chover, mal dava pra ver alguns metros adiante. Chegamos a nos arrepender de ter dirigido por tanto tempo, e quase voltamos. Mas decidimos ir em frente, já que ainda faltavam uns 50 kms, e na Islândia tudo muda muito rapidamente.Estávamos diante de uma geleira, e mesmo com o tempo fechado já valia à pena o visual.

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Geleira Vatnajokull, o primeiro pedaço dela

Foi a melhor decisão, de termos continuado em frente. O tempo logo abriu de novo, o céu ficou azul, sem nuvens, e o dia que pintava ser perdido passou a ser super promissor.

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Geleira Vatnajokull, agora com o tempo abrindo

De repente, chegamos à tal Geleira Vatnajokull. Uma obra prima da natureza. Uma geleira ao fundo, um lago de água de degelo, com alguns grandes blocos de gelo, uma paisagem de tirar o fôlego. Paramos o carro, e tiramos dezenas de fotos, nós e mais algumas dezenas de turistas.

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Lago da Geleira Vatnajokull

O que não sabíamos é que alguns poucos quilômetros à frente havia um lugar muito mais bonito, especial para uma parada. O local onde o lago desembocava no mar, uma mistura de paisagens difícil de descrever, algo que eu nem imaginava que podia existir. Claro que lá havia dezenas de carros, dezenas de ônibus, com muitos turistas. Mesmo assim, não era uma multidão, não chegava à incomodar. Mas era o point mais especial daquela região da Islândia. Como nós quase perdemos a chance de apreciar esta visão do paraíso? Se nós tiramos dezenas de fotos, imagina o Fabricio, fotógrafo de mão cheia, que fez a festa.

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Saída do lago para o mar

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Visual da saída do lago

Depois desta overdose de visuais maneiríssimos, voltamos, curtindo mais visuais. Impressionante é que dá vontade de ficar tirando fotos de tudo, e depois você se dá conta que tirou várias fotos do lugar que já tinha passado no dia anterior, mas não dá para racionalizar e não parar e nem tirar as fotos repetidas. Afinal, quem vai para a Islãndia, está atrás é disto mesmo.

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Estrada com maxi visual

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Isso é Islândia

Finalmente para em outro local muito visitado, que é Dyrholaey, uma praia de areia preta, com umas rochas dentro do mar, uma mini caverna, enfim, um pacote de coisas para mais fotos. Estava ventando um pouco, e a sensação térmica era de uns 7 ou 8 graus, em pleno verão!

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Dyrholaey, a praia de areia preta

Mais uma parada para mais fotos, sem comentários, pois o visual fala por si.

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Vista de Dirholaey de longe

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Visual das rochas no mar

Finalmente voltamos para a mesma guesthouse, já quase às 9 da noite, ou tarde, pois estava claro. Mais um jantar, com cervejas, e um bom sono.

 
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Posted by on August 13, 2017 in Iceland, Islândia

 

Cachoeiras belíssimas

Quem fez a programação do roteiro na Islândia fui eu, e realmente não tinha certeza do  que iríamos encontrar em termos de tempo e condições das estradas. As estradas têm cancelas, isto é, quando as condições do tempo são adversas, elas simplesmente fecham. Nem o motorista querendo encarar, ele consegue. Por isso que os blogs todos recomendam deixar tempo extra no roteiro, para estes inconvenientes, que acabaram não acontecendo conosco.

Também não queríamos mudar de local de dormir diariamente, pois é desgatante, e por ser quase alta estação, decidimos reservar 2 noites nas próximas 2 guesthouses. A primeira ficava à uns 150 kms de Keykjavik. Mas como as estradas estavam boas, e  sem problemas com o tempo, conseguimos ver muita coisa neste segundo dia.

Na verdade, o tempo estava frio, meio nublado, mas considerando que estávamos na Islândia, achamos que era lucro. E era mesmo. Seguimos pelas estradas que logo se transformaram em estradas de 2 pistas, mão e contramão, mas muito bem conservadas. Escolhemos a direção sul e leste, na estrada que contorna o país.

No caminho paramos primeiro na Seljalandsfoss, um conjunto de 3 quedas d’água, muito bonitas.

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Esta é a estrada principal do país

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Seljalansdsfoss

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Belíssima

Logo chegamos em frente ao famoso vulcão Eyjafjallajokull, que entrou em erupção em 2010, e causou um caos no tráfego aéreo da Europa. Claro que fizeram um mini museu bem em frente dele, as pessoas param para tirar fotos, mas na verdade a paisagem ao redor é muito mais bonita do que o dito cujo.

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Eyjafjallajokull

Depois dirigimos mais um pouco até Skogafoss, uma cachoeira mais bonita e grandiosa. Nessa havia uma escadaria que permitia subir no morro e ver a cachoeira lá de cima, e ainda caminhar mais centenas de metros para o interior, costeando o rio, apreciando outras queda de água menores, e finalmente, quando o tempo abriu um pouco, a geleira de Myrdalsjokull atrás. Uma maravilha de paisagem. Só fotos mesmo para dar uma ideia.

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Skogafoss

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Vista lá de cima

Havia muitos turistas nestes locais todos, mas nada que tornasse a visita desconfortável. Quase todos tinham seus veículos, como nós, e também havia alguns ônibus de excursão, mas estes eram minorias.  Ficamos imaginando fazer este tour com um ônibus, não seria nem um pouco legal, já que parávamos várias vezes para tirar fotos. Os cenários eram deslumbrantes.

Tivemos que retornar uns 80 kms para nossa guesthouse, que também era no meio do nada. Os vilarejos maiores da região tinham em torno de 1.000 habitantes, então dá para ter uma ideia do que estou falando? Chegando lá, o Fabricio mais uma vez nos proporcionou um belo jantar. Tomamos umas cervejas na varanda, e fomos dormir. Só para esclarecer : não vimos a noite cair, pois até meia noite o céu estava claro. Depois descobrimos que a noite acontecia da 1 até às 3:30 da madrugada.

 

 
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Posted by on August 3, 2017 in Iceland, Islândia