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Author Archives: Africa Trip 2001

Natureza exuberante

Depois de uma bela noite de sono, mais um dia de estrada pela frente. Como íamos ter que dormir no mesmo lugar na próxima noite, decidimos então estender nosso roteiro para p leste, passando pelos mesmos lugares que tínhamos estado na véspera, mas indo uns 200 kms à frente, a fim de visitar a Geleira de Vatnajokull. Muito distante, mas pelas fotos parecia ser uma atração importante na Islândia.

No caminho passamos de novo na estrada da véspera, mas desta vez com um tempo bom, céu azul, então deu para tirar mais fotos no caminho.

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Passamos por Vik, uma cidade que no mapa parece importante, mas que na verdade tem apenas 318 habitantes. Como pode? No meio do nada, mas tem posto de combustível, banco, escola e supermercado. A cidade é um brinco, mas a cruzamos em menos de um minuto. Parece piada, mas não é.

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A grande cidade de Vik

Mais adiante, o tempo fechou completamente, começou a chover, mal dava pra ver alguns metros adiante. Chegamos a nos arrepender de ter dirigido por tanto tempo, e quase voltamos. Mas decidimos ir em frente, já que ainda faltavam uns 50 kms, e na Islândia tudo muda muito rapidamente.Estávamos diante de uma geleira, e mesmo com o tempo fechado já valia à pena o visual.

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Geleira Vatnajokull, o primeiro pedaço dela

Foi a melhor decisão, de termos continuado em frente. O tempo logo abriu de novo, o céu ficou azul, sem nuvens, e o dia que pintava ser perdido passou a ser super promissor.

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Geleira Vatnajokull, agora com o tempo abrindo

De repente, chegamos à tal Geleira Vatnajokull. Uma obra prima da natureza. Uma geleira ao fundo, um lago de água de degelo, com alguns grandes blocos de gelo, uma paisagem de tirar o fôlego. Paramos o carro, e tiramos dezenas de fotos, nós e mais algumas dezenas de turistas.

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Lago da Geleira Vatnajokull

O que não sabíamos é que alguns poucos quilômetros à frente havia um lugar muito mais bonito, especial para uma parada. O local onde o lago desembocava no mar, uma mistura de paisagens difícil de descrever, algo que eu nem imaginava que podia existir. Claro que lá havia dezenas de carros, dezenas de ônibus, com muitos turistas. Mesmo assim, não era uma multidão, não chegava à incomodar. Mas era o point mais especial daquela região da Islândia. Como nós quase perdemos a chance de apreciar esta visão do paraíso? Se nós tiramos dezenas de fotos, imagina o Fabricio, fotógrafo de mão cheia, que fez a festa.

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Saída do lago para o mar

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Visual da saída do lago

Depois desta overdose de visuais maneiríssimos, voltamos, curtindo mais visuais. Impressionante é que dá vontade de ficar tirando fotos de tudo, e depois você se dá conta que tirou várias fotos do lugar que já tinha passado no dia anterior, mas não dá para racionalizar e não parar e nem tirar as fotos repetidas. Afinal, quem vai para a Islãndia, está atrás é disto mesmo.

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Estrada com maxi visual

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Isso é Islândia

Finalmente para em outro local muito visitado, que é Dyrholaey, uma praia de areia preta, com umas rochas dentro do mar, uma mini caverna, enfim, um pacote de coisas para mais fotos. Estava ventando um pouco, e a sensação térmica era de uns 7 ou 8 graus, em pleno verão!

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Dyrholaey, a praia de areia preta

Mais uma parada para mais fotos, sem comentários, pois o visual fala por si.

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Vista de Dirholaey de longe

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Visual das rochas no mar

Finalmente voltamos para a mesma guesthouse, já quase às 9 da noite, ou tarde, pois estava claro. Mais um jantar, com cervejas, e um bom sono.

 
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Posted by on August 13, 2017 in Iceland, Islândia

 

Cachoeiras belíssimas

Quem fez a programação do roteiro na Islândia fui eu, e realmente não tinha certeza do  que iríamos encontrar em termos de tempo e condições das estradas. As estradas têm cancelas, isto é, quando as condições do tempo são adversas, elas simplesmente fecham. Nem o motorista querendo encarar, ele consegue. Por isso que os blogs todos recomendam deixar tempo extra no roteiro, para estes inconvenientes, que acabaram não acontecendo conosco.

Também não queríamos mudar de local de dormir diariamente, pois é desgatante, e por ser quase alta estação, decidimos reservar 2 noites nas próximas 2 guesthouses. A primeira ficava à uns 150 kms de Keykjavik. Mas como as estradas estavam boas, e  sem problemas com o tempo, conseguimos ver muita coisa neste segundo dia.

Na verdade, o tempo estava frio, meio nublado, mas considerando que estávamos na Islândia, achamos que era lucro. E era mesmo. Seguimos pelas estradas que logo se transformaram em estradas de 2 pistas, mão e contramão, mas muito bem conservadas. Escolhemos a direção sul e leste, na estrada que contorna o país.

No caminho paramos primeiro na Seljalandsfoss, um conjunto de 3 quedas d’água, muito bonitas.

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Esta é a estrada principal do país

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Seljalansdsfoss

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Belíssima

Logo chegamos em frente ao famoso vulcão Eyjafjallajokull, que entrou em erupção em 2010, e causou um caos no tráfego aéreo da Europa. Claro que fizeram um mini museu bem em frente dele, as pessoas param para tirar fotos, mas na verdade a paisagem ao redor é muito mais bonita do que o dito cujo.

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Eyjafjallajokull

Depois dirigimos mais um pouco até Skogafoss, uma cachoeira mais bonita e grandiosa. Nessa havia uma escadaria que permitia subir no morro e ver a cachoeira lá de cima, e ainda caminhar mais centenas de metros para o interior, costeando o rio, apreciando outras queda de água menores, e finalmente, quando o tempo abriu um pouco, a geleira de Myrdalsjokull atrás. Uma maravilha de paisagem. Só fotos mesmo para dar uma ideia.

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Skogafoss

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Vista lá de cima

Havia muitos turistas nestes locais todos, mas nada que tornasse a visita desconfortável. Quase todos tinham seus veículos, como nós, e também havia alguns ônibus de excursão, mas estes eram minorias.  Ficamos imaginando fazer este tour com um ônibus, não seria nem um pouco legal, já que parávamos várias vezes para tirar fotos. Os cenários eram deslumbrantes.

Tivemos que retornar uns 80 kms para nossa guesthouse, que também era no meio do nada. Os vilarejos maiores da região tinham em torno de 1.000 habitantes, então dá para ter uma ideia do que estou falando? Chegando lá, o Fabricio mais uma vez nos proporcionou um belo jantar. Tomamos umas cervejas na varanda, e fomos dormir. Só para esclarecer : não vimos a noite cair, pois até meia noite o céu estava claro. Depois descobrimos que a noite acontecia da 1 até às 3:30 da madrugada.

 

 
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Posted by on August 3, 2017 in Iceland, Islândia

 

Islândia – a ilha dos vulcões – chegada

Primeiro peguei um voo de Malta, pelada Ryanair até Londres, e lá encontrei o Leo e o Fabricio (quem mais poderia ser?). Cheguei no final da tarde, e nosso voo para Reykjavik seria no dia seguinte às 6:20 da manhã. Claro que nem valia à pena irmos para um hotel, então decidimos rodar por Londres até tarde da noite e depois pegar o trem para Gatwick, de onde partiria nosso voo.

Claro que chegamos em Reyjkjavik quebrados. Alugamos uma carro no aeroporto e fomos para a guesthouse, que ficava perto do aeroporto e da Bleu Lagoon, a mais visitada atração turística da Islândia. O problema é que só conseguimos vaga para visitar a Blue Lagoon no último dia, às 9 da noite, pois não pensávamos que estaria assim tão cheia. Na verdade, bobeamos, pois deverímos ter feito esta reserva bem antes, não em cima da hora. Na guesthouse, nos mandaram de volta pra rua, pois só abriria às 4 da tarde. Então foi um dia que teríamos que achar algo para fazer, e o mais conveniente seria ir para a capital Rejkjavik, que fica à uns 50 kms dali.

A primeira impressão da cidade não foi muito estimulante. A cidade é pequena, tem cerca de 120.000 habitantes, mais de um terço da população do país inteiro. Bem pacata, como deveria ser uma cidade deste porte, só não mais pacata pelos turistas, que não são muitos, mas proporcionalmente fazem a diferença. O centro é bem arrumadinho, na beira do cais, mas fazia frio, e estávamos mortos. Então depois de algumas voltas pelo centro, resolvemos partir pra guesthouse. Deu tempo par visitar a igreja de concreto, a atração mais visitada da capital. Por fora achei bem sem graça, mas por dentro é bem legal.

Antes passamos no mercado, pois decidimos que iríamos comprar comida e cozinhar, para não irmos à falência comendo em restaurantes caros, ou ter que ficar comendo somente sanduíches. O Fabricio nos presenteou com sua técnica culinária, e eu e o Leo fizemos somente o possível : lavamos os pratos e as panelas. A guesthouse ficava em um lugar meio ermo, na beira do mar, parecia escolhida à dedo como cartão de visitas deste país.

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Centro de Reykjavik

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Não muito cheio, não é?

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Esta igreja de concreto é a maior atração de Reykjavik

 
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Posted by on July 31, 2017 in Iceland, Islândia

 

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Malta – um coquetel de cultura

Bem, para quem está familiarizado com este blog, entende o porquê de eu passar batido por Barcelona. Primeiro que não é perfil de destino de viagens que eu costumo postar, e depois porquê eu fui visitar um amigo, muito mais do que fazer turismo.

Depois de 4 dias por lá, fui para Malta. Ali também foi para visitar um amigo, também por 4 dias. Mas a diferença é que sobre Malta vale fazer alguns comentários. Malta é um destino relativamente pouco conhecido e visitado, e quem não foi ainda está perdendo. É simplesmente um lugar fenomenal. Primeiro pela sua posição estratégica, no meio do Mar Mediterrâneo, e que foi conquistado por todos os tipos de povos e religiões. Por isso seu idioma é uma mistura de vários idiomas, mas foneticamente parece muito com o árabe. Ela é originalmente árabe, e sofreu influência do italiano, siciliano, depois em menor escala do francês e por último do inglês. Como a ilha foi colonizada por vários povos, e os últimos foram os ingleses, a influência inglesa é mais forte, inclusive o inglês também é falado por todos nas ilhas.

Eu falo nas ilhas pois o país é composto por 3 ilhas principais. É pequeno, com população de menos de 400.000 pessoas, mas de uma intensidade cultural imensa. A arquitetura também é uma mescla de mediterrânea com árabe e cristã, e mesmo sendo a terceira visita à ilha, eu sempre me deslumbro com tudo por lá. Enfim, vale muito à pena uma visita, de 3 à 4 dias.

Abaixo algumas fotos. Primeiro de Valletta, a capital, que é tipicamente uma cidade velha, com ruelas, cheia de prédios antigos, e apinhada de turistas. Depois da orla, toda ela cheia de enseadas, cada uma mais bonita do que a outra, destacando Sliema e St. Julians, as mais belas.

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Vista de Valletta

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Influência cristã

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Maltês

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Orla de Sliema, parte nobre da ilha

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Igreja de St. Julians

Acho que deu pra ter uma aperitivo do que existe por lá. Não deixem de ir.

 

 
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Posted by on July 17, 2017 in Malta

 

Próxima Parada : Islândia

Estive no Equador em fevereiro por uma semana, e agora está chegando a hora das minhas férias oficiais, de 3 semanas. A deliciosa dúvida de sempre : para onde? Normalmente eu me divido entra África, Ásia, América Latina, ou outro local menos desenvolvido, pois são nestes que a gente encontra as pessoas mais simpáticas, receptivas, incluo aí principalmente os locais, mas também os turistas.

Só que desta vez eu tenho um compromisso que eu não quero perder. Faz 25 anos da minha formatura no MBA que fiz na Bélgica, e boa parte da turma que está espalhada por vários continentes vai se encontrar por lá no início de julho. Imperdível. Então meu tour vai terminar na Bélgica. Faltava decidir por onde começar.

A Islândia sempre esteve na minha lista de lugares a conhecer, mas nunca com muita prioridade, talvez pela distância, sei lá. Agora a ficha caiu, e chegou a hora. O Fabricio imediatamente disse que estava dentro, e que iria para uma viagem de trabalho para o Reino Unido. Prefeito! Nos encontraremos em Londres, e pegaremos um voo barato para a Islândia. Quanto ao Leo, não preciso nem dizer que estaria dentro. Então já dava para alugar um carro por uma semana e traçar um roteiro dentro do país.

Só que entre a data de liberação do Fabricio, somando 1 semana na Islândia, ainda sobravam 4 dias livres. O que fazer? Claro, conhecer algum país interessante e diferente. Pesquisei os voos baratos que saem de Londres, e que voltam para a Bélgica, e concluí que o Chipre seria o destino seguinte.

Por ser alta estação, tivemos que reservar hostels antecipadamente, e alugar os carros (na Islândia e no Chipre) também.

Como tenho 3 semanas, e sobrou 1 semana, vou visitar meu amigo Marcos em Barcelona antes, e depois meu amigo Phil em Malta, onde já estive 2 vezes, e é um lugar sensacional.

O fechamento da viagem será em Leuven, na Bélgica, onde comemoro 25 anos de formado na MBA, com meus amigos de toda a parte do mundo.

Malas prontas, embarcando para mais uma.

 
 

Quito e volta para casa

Bem, o último dia da viagem em Quito foi bem tranquilo, depois de uma semana super agitada e cansativa. Meu albergue tinha um terraço com uma vista da cidade, então fiquei por lá curtindo, e me preparando para a volta para casa.

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Vista do terraço do albergue

Depois fui almoçar com o Dennis em um restaurante bem local, ali perto, e me despedir dele, depois de vários dias de viagens em conjunto. Posso dizer que foi uma surpresa bem agradável ter o conhecido, pois trata-se de uma pessoa bem culta, de bom humor, espirituoso, com disposição, e basicamente com os mesmos interesses. Muitas horas de conversas, troca de experiências de viagens, mas lucidamente sabedores de que provavelmente seria nosso último encontro. Dali, cada um seguiria sua vida, mas satisfeitos por terem aproveitado alguns dias viajando juntos.

Provavelmente eu teria feito tudo o que eu fiz sozinho, fico em dúvida sobre a volta no Quilotoa, que foi bem difícil e perigosa, e para fazer sozinho é meio ermo. Qualquer acidente poderia ser fatal, pois não havia como pedir socorro.

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Almoço despedida – comida local

E o que falar sobre o Equador? Muito fácil de se viajar, muito fácil de conseguir o básico, informação, transporte. acomodação, um povo simpático e atencioso, sempre tentando ajudar, quando precisamos. Claro que para mim fica mais fácil ainda, pelo idioma ser muito parecido com o português, mas mesmo os gringos demonstraram tranquilidade sobre este tema. Quanto à segurança, nada à dizer, não tive nenhum problema, mesmo em Quito, onde os guias não recomendam andar sozinho à noite. Fiz isso nas 3 noites em que dormi lá, e nada me aconteceu. Sorte? Não sei, só posso falar sobre o que passou comigo.

Recomendo bastante o roteiro que eu fiz, e provavelmente a parte da Amazônia e Galápagos devem ser bem legais também.

Hora de voltar para casa e pensar na próxima!

 
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Posted by on May 11, 2017 in Ecuador, Equador

 

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Volta ao Quilotoa : não é para principiantes

A noite foi longa, pois fez um frio de matar, dormi com todas as roupas que eu tinha, mais 4 cobertores. Choveu à noite toda. Acordamos cedo, tomamos um ótimo café da manhã. O tempo estava aberto, e depois de algum debate, decidimos dar a volta à pé no Quilotoa. O dono do hotel nos disse que duraria umas 4 horas, então daria até para fazer um outro trekking antes de pegarmos o ônibus de volta para Latacunga.

Partimos às 9. O vilarejo estava vazio, não havia nenhum turista por lá, acho que não é comum ainda para as pessoas passarem a noite no vilarejo, até porque nos guias os hotéis nem constam ainda, já que são todos novos.

Bem, com o céu limpo, lá fomos nós, começando em sentido horário. O diâmetro máximo da cratera é de aproximadamente 2.200 metros, em baixo, na água, mas na trilha que fica no topo, é de 3.000 metros. Então em uma conta rápida, o contorno à pé dá mais de 18 quilômetros de caminhada, se fosse um círculo perfeito. Será isso tudo? Eu diria que dá menos, talvez uns 12. E partimos, sem pensar muito nisso.

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Vista da cratera pela manhã

Na largada, deu para perceber que a tarefa não iria ser tão fácil. A volta inteira se resumiria à uma sucessão quase que interminável de subidas e descidas, quase todas íngremes, e boa parte delas na beira de um precipício. Isto significava vistas deslumbrantes, tanto para o lado do lago, quanto para o vale que ficava atrás. Porém, ao mesmo tempo significava um perigo enorme. Em várias situações, estávamos à um escorregão de despencar abismo abaixo. Confesso que não me senti seguro, e como tenho pavor de altura, passei boa parte do tempo tenso.

Logo na saída, pudemos ver o vilarejo de Chugchilán, que é onde os andarilhos podem passar a noite. Fica à uma boa caminhada de Quilotoa, e claro que não dava para irmos até lá neste dia.

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Vista de Chugchilán

Continuamos nossa caminhada. Quando o dono do hotel nos disse que daria para fazer a volta toda em 4 horas, logo achei que como iríamos andando mais rápido, poderíamos completar em cerca de 3 horas e meia. Mas como tínhamos uma noção de distâncias, logo deu para perceber que a coisa era mais difícil do que parecia. E várias situações de caminhar na beira do precipício aumentava minha tensão. Ao mesmo tempo, visual único, sem comparação com nada que já tinha feito antes.

Tudo isso regado à ótimos papos com o Dennis, que se mostrou um cara extremamente culto, bem humorado, com ótimas tiradas, enfim, um bom companheiro de trilha. Serviu para descontrair um pouco, e transformar aquele suplício em um programa apenas desafiador.

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Um escorregão de uma queda fatal

Até que chegamos ao ponto mais alto da trilha, que fica à 3.930 metros de altitude. A placa serviu para me lembrar que, além de todas as dificuldades já descritas, ainda tínhamos a altitude para nos atrapalhar.

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No cume da trilha

Às vezes sentíamos calor pelo esforço, e porque também abria um mormaço, e às vezes batia um vento frio para nos lembrar de onde estávamos. Em toda a volta só cruzamos com 3 pessoas vindo em sentido contrário. Fiquei na dúvida se é por conta da baixa estação, ou se este programa é só para os loucos.DSC05315

Dennis na trilha

Claro que há também os locais, pastores de ovelhas, e camponeses, mas não muitos. Passamos por um menino vendendo bebidas, deu muita pena dele, pois alguém o colocou ali, e simplesmente não havia clientes para ele. Deveria estar na escola, mas isso é outro assunto.

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Muitas ovelhas nas encostas

Bem, na parte final da trilha chegamos à pegar chuva, e o troço não acabava. Demoramos um total de 4 horas e meia. Fiquei meio desapontado. Mas depois o Dennis leu no guia dele que o normal é demorar cerca de 6 horas, e aí ficamos mais felizes.

Mas o fato é que chegamos exaustos, sem forças para dar nem mais um passo, então nem tivemos dúvidas do que fazer. Direto tomar uma cerveja, comer algo e pegar o ônibus de volta para Latacunga.

Estávamos mortos, e então decidimos regressar de Latacunga direto para Quito. O Dennis tinha uma amiga por lá e iria ficar no apartamento dela, e eu não tinha nada reservado. Ele me disse que havia um albergue perto do apartamento da amiga, e eu iria tentar ver se havia um quarto pra mim.

A viagem foi tranquila, pena que já era noite e não tivemos oportunidade de ver mais vulcões da janela do ônibus. Como tudo relacionado à transporte no Equador é tranquilo, não tivemos problemas nos vários transportes até chegarmos lá. Foi um ônibus de Quilotoa até Latacunga, outro de Latacunga até o Terminal de Quito, e mais 2 até o apartamento da amiga do Dennis. Chegamos lá depois das 9 da noite.

Fomos até o albergue, e tinha um quarto vago, então deixei a bagagem por lá e fomos jantar. Dormi feito uma pedra, depois de mais um dia super cheio e cansativo.

 
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Posted by on May 1, 2017 in Ecuador, Equador

 

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