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Category Archives: Islândia

Resumo da Islândia

Bem, chegou a hora de fazer um resumo da viagem à Islândia. É difícil fazer um roteiro que dependa de hotéis e hostels, porque o tempo é muito instável. Por isso, desistimos de dar a volta completa no ring. Até teria dado tempo em uma semana, mas não sabíamos de antemão se perderíamos algum tempo durante o percurso, por conta de chuva e vento. Então ficava difícil reservar os hostels antecipadamente. Quem viaja em um motorhome leva essa vantagem, pois pode dormir em qualquer lugar. Só tivemos um dia onde o tempo fechou demais, e choveu bastante, sem visibilidade nenhuma. Mas esta chuva durou pouco mais de uma hora e não prejudicou em nada a viagem. Mas poderia ter durado o dia todo, e teríamos que ficar parados onde estávamos, ou perderíamos algumas atrações.

Então decidimos partir de Rejkjavik até o sudoeste, chegamos até a Geleira Vatnajokull, e voltamos. Depois visitamos o Golden Circle, perto de Reykjavik e por fim fomos até a Península de  Snæfellsnes, no oeste. Rodamos por cerca de 2.000 kms, pois só se vai de carro a todos esses lugares. Acho que este roteiro valeu à pena, pois não tivemos nenhum stress, e isso não tem preço. Fizemos de uma forma light, sem aquela correria tradicional, isto é, decidimos ver menos, mas ver melhor. Vimos lugares lindíssimos, a natureza da Islândia é ímpar. Muitas cachoeiras, geleiras, montanhas, vulcões, enfim, o que a Islândia tem de melhor. Perdemos os fiordes do norte, que de qualquer forma ficam fora do ring, e que são pouco visitados, pois requerem muito tempo.

Outra coisa : fomos no início do verão, alta estação na Islândia. Mesmo assim, não nos prejudicou em nada, não pegamos aglomerações em lugar algum. Alguns hostels estavam cheios, mas fora isso, bem sossegado.

A Islândia é considerada muito cara, mas não tivemos grandes custos. Alugamos um carro pequeno por uma semana, que foi mais do que o suficiente. Tudo bem que a gasolina é cara, e este foi o maior custo, e mesmo assim dividido por 3. Hostels são mais caros que na Europa continental, mas nada exorbitante. A solução da comida foi a ideal, comprando em supermercados, e contando com o Fabricio para cozinhar, o que valeu muito à pena, pelo preço e pela qualidade, já que ele cozinha bem, e comemos bem em todos os dias. A pior refeição foi a pizza em Reykjavik, quando não tínhamos cozinha no hostel. E o principal é que fora o Blue Lagoon, todas as outras atrações são de graça. Não se paga entrada em lugar nenhum, pelo menos onde fomos. No fim das contas, para quem programa bem, e não quer grandes luxos, a Islândia é bem acessível. Quanto mais agora que há bastante voos em companhias aéreas de baixo custo.

O tempo ajudou, não fez calor, mas choveu muito pouco. Fez um frio de 7 à 8 graus de noite, e quase 20 durante o dia, perfeitamente suportável. Não deu para um banho de mar, mas isso não fez falta.

O que lamento um pouco é que tivemos pouco contato com os locais, e assim não tivemos oportunidade de absorver mais da cultura islandesa. Deu para notar que o país é muito organizado, muito politizado, até porque recentemente passou pelo trauma da falência do sistema bancário. Mas já está se recuperando aos poucos.

Outra coisa que deu para concluir foi que a Islândia está se tornando uma grande atração turística internacional, um destino cada vez mais procurado. Há vários voos diretos das capitais europeias, algumas empresas aéreas de baixo custo, e vários voos diários para cidades americanas. Com as atrações do lugar, penso que esta atratividade só vai aumentar com o tempo.

Alguns dados recentes demonstram esta tendência :

  • até 2008, o sistema bancário era a principal atividade econômica do país, quando houve a grande crise
  • desde 2010, o número de turistas quase quadruplicou, tornando o turismo a principal atividade econômica da Islândia (em 2016 o crescimento do PIB foi de 7,2%)
  • em 2017, haverá cerca de 2,3 milhões de visitantes, 30% a mais do que em 2016
  • em julho e agosto, 20% das pessoas na ilha são turistas
  • estão começando a cobrar ingressos nos parques nacionais (não tivemos este problema)

Os islandeses estão começando a se incomodar demais com esse boom do turismo, já que os preços para eles estão subindo rapidamente (alimentação, moradia, etc). Além disso, o país é muito voltado para o turismo de natureza, sem a infra adequada. Desta forma, não há banheiros suficientes e acaba que os turistas usam a natureza como banheiro. Isso entre ouros problemas.

Enfim, um belíssimo destino para quem gosta de natureza e lugares diferentes. Recomendo fortemente. Só procurem usar o banheiro correto!

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Posted by on November 14, 2017 in Iceland, Islândia

 

Último dia e Blue Lagoon

Bem, começamos o dia voltando pro Centro de Reykjavik, já que dali iríamos voltar para o hostel onde dormimos na 1a noite, perto do aeroporto. De lá iríamos visitar a Blue Lagoon, no último horário, dormir acordar muito cedo e ir para o aeroporto.

Como havia escrito antes, o tempo na Islândia é muito incerto, e pode fazer você ficar preso em algum lugar por horas, ou até um dia inteiro. Por isso, quando planejamos a viagem, deixei uma folga em cada lugar, e quase que um dia extra no fim da viagem. Como não precisamos desta folga, e nem do dia extra, ali estávamos, com um dia inteiro livre. A ideia era também visitar o Blue Lagoon depois do almoço, mas por desconhecimento ou desleixo total, não tinha feito reserva até a véspera da viagem, quando o Fabrício me alertou que precisávamos reservar. Daí ele fez a reserva, e pegou as últimas vagas disponíveis, com entrada às 21:30. Acabou nos dando mais tempo livre ainda.

Bem, voltamos ao Centro, primeiro para buscar provar a tal carne podre de tubarão. A explicação abaixo eu peguei da Wikipedia, pois não conseguiria explicar melhor :

“O tubarão utilizado, o tubarão-da-groenlândia, é, em si, venenoso, quando se encontra fresco, produzindo efeitos semelhantes a uma embriaguez extrema, devido a uma concentração elevada de ácido úrico. Mas, pode ser consumido após cozedura em várias águas ou após ser enterrado para putrefacção durante vários meses, sendo exposto a vários ciclos de congelamento e descongelamento.

Possui um cheiro intenso de amoníaco, não muito diferente de muitos produtos de limpeza. É normalmente servido em cubos com um palito e consumido acompanhado por cálices da aguardente local, denominada brennivín. O consumo de hákarl é frequentemente associado a robustez e força.

Trata-se em parte de um alimento de gosto adquirido, que necessita de algum tempo para a habituação. Aconselha-se aos principiantes que tapem o nariz ao tentarem ingerir o primeiro pedaço, de forma a evitarem o surgimento de vómitos, devido ao odor intenso.

Pode possuir uma cor avermelhada ou branca. O hákarl, em especial a variedade vermelha, é considerado de digestão fácil para pessoas com úlceras.”

Bem, não preciso nem dizer que a foto abaixo foi tomada com esta iguaria dentro da minha boca, e eu fiz essa cara de quem está comendo e gostando, mas na verdade eu fingi muito bem, pois o troço fede muito e é muito ruim. Isso aconteceu em um mercado no Centro, onde havia barracas que vendiam de tudo, quase um mercado das pulgas.

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Provando um hákarl em Rejkjavik

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Mercado das pulgas

Depois de visitar o mercado, caminhamos pelo Centro, desta vez com um tempo surpreendentemente bom, céu azul, um domingo típico de verão islandês. Muitos turistas nas ruas, o que significa nada de aglomeração. Posso dizer que foi muito agradável. Passeamos, tiramos várias fotos, enfim curtimos o local pela última vez.

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Estátua bem diferente

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Até ela está animada com a chegada do verão

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Mapa da Islândia em 3D

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Casas típicas islandesas

Fomos ao porto, ver os barcos, e a vista. Havia muitos barcos de turistas que vão ver baleias, mas esse é um passeio que não faz meu gênero, pois enjoo muito.

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Porto de Reykjavik

Depois uma caminhada final, quando eu tive que provar o famoso hot-dog islandês, que na verdade não é tão especial assim.

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Tinha que provar também o famoso hot-dog

Fomos para o nosso hostel, descansamos, comemos e partimos para o Blue Lagoon.

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Entrada do Blue Lagoon

Desculpem a preguiça, mas aí vai a descrição do Blue Lagoon :

“Esta não é a única “piscina natural” de águas azuis leitosas de lama de sílica da Islândia, há algumas espalhadas pelo país, todas aquecidas por centrais geotérmicas. Mas os campos de lava que rodeiam a Blue Lagoon e as chaminés da central de Svartsengi fazem dela um sítio quase doutro planeta.

A Blue Lagoon é um Spa de alta qualidade e muito bonito, onde se podem fazer tratamentos que se devem reservar com alguns dias de antecedência. Quem estiver de viagem à Islândia, vai poder tomar banho nas águas, receber uma “massagem” nas costas da cascata, fazer banho turco ou sauna. Também há um bar mesmo dentro de água onde pode tomar uma bebida e é possível receber uma massagem (paga) duma massagista mais gentil do que a cascata.

A água aquecida é rica em algas azul-esverdeadas, sais minerais e lama de sílica muito fina e branca com que deve “pintar” a cara para ficar com a pele esfoliada e tão suave como o rabinho dum bebê.”

O local é bem turístico mesmo, mas muito bem organizado. Eu até achei que estaria mais cheio, pela dificuldade de reservar. Mas não estava muito cheio não. Como era verão na Islândia, e não escurecia até depois da meia-noite, deu pra aproveitar na luz do sol. mas depois de uma hora ou uma hora e meia, já estava visto e voltamos pro hostel para dormir um pouco, antes de partirmos da Islândia.

 

 

 
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Posted by on November 6, 2017 in Iceland, Islândia

 

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De volta para Reykjavik

Neste dia, voltaríamos para Reykjavik, pois dormiríamos por lá. Como ainda teríamos mais um dia, resolvemos desviar o caminho, e passear por mais um dos infindáveis campos de lava, com rios feitos com água de degelo. Posso dizer que são realmente bonitos, principalmente pela cor da água.

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Cor da água!!

Continuamos a dirigir na direção de mais um glaciar, desta vez o Langjökull. A estradinha serpenteia pelos campos de lava, em direção ao glaciar. Quase não cruzamos com outros carros. Onde estão os turistas? Será que não vale à pena visitar?

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Até que chegamos na beira do Glaciar. Nós e mais uma meia dúzia de carros. Vazio! Que pena, o local é bem grandioso. Uma imensidão de gelo. Só de pensar a quanto tempo aquele gelo está ali. Estávamos no verão, não ia derreter.

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Glaciar de Langjökull

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Vai um passeio nessas snow bikes?

Depois mais paradas para fotos, com paisagens bem diferentes. Colírio para os olhos de qualquer um. Detalhe : só pra nós, mais ninguém.

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Paisagem semi lunar

Estávamos à uns 50 kms de Reykjavik, e estava na hora de voltarmos. Chegamos no final da tarde, o que é maneira de dizer, pois a tarde não acabava até as 2 da manhã. Fomos para o hostel, tomamos banho e saímos para comer no Centro, já que o hostel não disponibilizava cozinha. Foi bom jantarmos fora pelo menos uma vez. Partimos para o Centro, do qual já estávamos familiarizados.

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Centro de Reykjavik no sábado happy hour

Movimento no Centro em um sábado final da tarde era mais ou menos isso. Pouca gente, a maioria turistas. Nada de aglomerações. Meio decepcionante. Comemos uma pizza, caminhamos pelo calçadão e ficou nisso. Hora de ir pra cama.

 

 

 

 

 

 

 

 
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Posted by on October 25, 2017 in Iceland, Islândia

 

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Oeste da Islândia

Este dia foi dedicado à um longo passeio de carro pelo oeste da Islândia. Trata-se da península de Snæfellsnes, que é composta por uma cadeia de montanhas no meio, então ao redor dela a paisagem é muito parecida, com montanhas de um lado e o mar do outro. Cidades mínimas. No mapa oficial do país, as maiores, com letras maiúsculas, têm menos de 1.000 habitantes.

O começo foi perto do hostel, e de cara vimos uma queda d’água, e uma igreja negra, lindíssima, quanto mais com a paisagem ao fundo. Realmente a simplicidade da igreja, o tamanho diminuto, junto com o visual pra qualquer lado, fez dali uma parada especial.

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Parada para foto

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Black church

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Linda!

As nuvens logo esconderam as montanhas, então decidimos cruzar para o lado norte da península direto para as cidades principais deste lado, ao invés de contorná-la, já que a atração principal deste contorno seria um vulcão, que estava escondido pelas nuvens.

Logo chegamos à Hellissandur. Foi um importante centro pesqueiro, hoje tem 535 habitantes. O Censo anual deve ser feito em minutos. A paisagem imponente impressiona mais do que a cidade.

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Hellissandur Rif

À menos de 10 kms de Hellissandur, no sentido leste, fica Ólafsvik. Esta cidade é mais colorida, e quase duas vezes o tamanho de Hellissandur, istoé, tem 1.010 habitantes. Foi nos séculos 17th e 18th um dos principais centros de comércio entre a Islândia e a Dinamarca.

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Ólafsvikur – downtown

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Parada para guloseimas islandesas

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Vamos ficar atentos para as informações locais

Dali partimos para Stykkishólmur, que fica à 64 kms de distância. Várias paradas para fotos no caminho, mais quedas d’águas, e paisagens deslumbrantes. Não podíamos reclamar do tempo um pouco nublado, já estávamos no lucro, dia todo sem chuva.

 

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Mais uma parada para foto

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Fabricio admirando o campo de lava

Finalmente chegamos à Stykkishólmur. A cidade tem menos de 1.200 habitantes, mas tem uma particularidade em relação às outras : ela tem um rochedo com um farol no topo, e de lá tem-se uma vista privilegiada do mar, da enseada, e da própria cidade.

Claro que se estudando a história da cidade, descobre-se que ela começou a desfrutar da sua localização estratégica desde o século 16th, e até hoje tem sua importância. De lá também partem os ferries para a área chamada Westfjords, que são os fiordes localizados na parte mais noroeste da Islândia. Lá é bem ermo mesmo, e não há muitas estradas. Os turistas precisam ser verdadeiros guerreiros, além de ter muito tempo, para se visitar aquela área do país. Tanto que tem mais tempo, usualmente se contenta em dar a volta na Islândia utilizando a Ring Road. Mas na verdade, esta estrada não vai até os Westfjords.

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Marina de Stykkishólmur

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Trio caipira no farol

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Vista do farol

Voltamos para nosso hostel no final da tarde, e como escurecia muito tarde, resolvemos aproveitar a praia em frente ao hostel. Pela foto abaixo, dá para imaginar o que seja “aproveitar uma tarde de verão em uma praia na Islândia”.

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Assim é a praia no verão islandês

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Vista do albergue, da praia

 
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Posted by on October 11, 2017 in Iceland, Islândia

 

Golden Circle

Depois de passearmos na direção leste do país, voltamos na direção da Reykjavik, e fomos visitar o famoso Golden Circle. O Golden Circle nada mais é que 3 atrações que ficam próximas entre si, e costuma ser um tour de 1 dia para quem fica em Reykjavik.

O primeiro que visitamos foi Gulfoss. Uma cachoeira em 2 níveis, em um cenário típico islandês, dentro de um campo de lava. Dizem que a atratividade de Gulfoss depende das condições climáticas, e claro, do fluxo da água. O que posso dizer é que o fluxo estava forte, o tempo meio fechado, o que para a Islândia significa bom, e o visual foi altamente recompensador. Porém, em um dia de sol, com mais água, talvez ficasse mais bonito. Infelizmente vou ficar sem esta resposta. mas vi na lojinha de souvenir um cartão postal com uma foto de Gulfoss coberta de neve. Maravilhoso.

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Gulfoss

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Gulfoss

O segundo foi Geysir. Foi por causa deste lugar é que o nome gêiser foi dado a todos os outros lugares onde há águas termais que se desprendem do solo. Em Geysir, o spray subia até 80 metros de altura, um prédio de 23 andares. Mas como muitos turistas jogavam pedras dentro das fendas, consequentemente este efeito quase acabou, diminuindo muito a altura dos sprays. Bem perto dali, fica Stokkur, onde os sprays sobem até 30 metros, e hoje se transformou no principal ponto de observação dos sprays. O bom é que não demora muito entre um spray e outro, mas sempre fica um suspense, pois ninguém sabe ao certo o intervalo entre e outro. O intervalo máximo é de 6 minutos entre um spray e outro. Para filmar o spray, a dica é começar a filmar, parar, começar de novo, e assim por diante, para que quando o spray acontecer, o filme não fique muito longo. Claro que depois de 5 sprays, temos a sensação de que já está visto, e partimos para a próxima atração.

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Spray

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Aguardando o spray

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Spray de perto

O terceiro e último é Pingvellir. Ali fica o primeiro Parque Nacional da Islândia, e também o primeiro parlamento democrático do mundo, no ano de 930. Hoje não passa de uma casinha branca, sem muitos atrativos, já que o parlamento foi transferido para Reykjavik há 2 séculos.. O que leva mesmo a galera à visitar a região é a enorme fenda que separa as placas tectônicas norte americana e eurasiana.

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Primeiro parlamento democrático do mundo

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De um lado, a placa eurasiana, do outro a norte americana

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Claro que virou atração turísitica

Depois destas 3 visitas, tomamos o rumo noroeste. Passamos por um longo túnel por baixo de um fiorde. O Túnel de Hvalfjörður tem 6 kms de comprimento, mas o interessante é que desce à uma profundidade de 165m abaixo do nível do mar. É muito interessante.

Dirigimos quase 200 kms até a Guesthouse Hof. Ela fica em uma península no noroeste da Islândia, confesso que foi o lugar mais ermo que eu já fiquei, não há nada à quilômetros de distância. Detalhe : iríamos ficar 2 noites ali.

Não dá para dizer o nome do vilarejo, pois não há vilarejo, somente a guesthouse. mas confesso que adorei, relaxamos na jacuzzi e fizemos um belo jantar. Fora o friozinho noturno, mesmo no verão.

Foi um dia longo, mas bem proveitoso. O tempo não ajudou muito, mas não atrapalhou, pois nas visitas não choveu, pelo menos.

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Guesthouse Hof

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Eu e Fabricio relaxando após um longo dia

 

 
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Posted by on October 5, 2017 in Iceland, Islândia

 

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Natureza exuberante

Depois de uma bela noite de sono, mais um dia de estrada pela frente. Como íamos ter que dormir no mesmo lugar na próxima noite, decidimos então estender nosso roteiro para p leste, passando pelos mesmos lugares que tínhamos estado na véspera, mas indo uns 200 kms à frente, a fim de visitar a Geleira de Vatnajokull. Muito distante, mas pelas fotos parecia ser uma atração importante na Islândia.

No caminho passamos de novo na estrada da véspera, mas desta vez com um tempo bom, céu azul, então deu para tirar mais fotos no caminho.

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Passamos por Vik, uma cidade que no mapa parece importante, mas que na verdade tem apenas 318 habitantes. Como pode? No meio do nada, mas tem posto de combustível, banco, escola e supermercado. A cidade é um brinco, mas a cruzamos em menos de um minuto. Parece piada, mas não é.

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A grande cidade de Vik

Mais adiante, o tempo fechou completamente, começou a chover, mal dava pra ver alguns metros adiante. Chegamos a nos arrepender de ter dirigido por tanto tempo, e quase voltamos. Mas decidimos ir em frente, já que ainda faltavam uns 50 kms, e na Islândia tudo muda muito rapidamente.Estávamos diante de uma geleira, e mesmo com o tempo fechado já valia à pena o visual.

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Geleira Vatnajokull, o primeiro pedaço dela

Foi a melhor decisão, de termos continuado em frente. O tempo logo abriu de novo, o céu ficou azul, sem nuvens, e o dia que pintava ser perdido passou a ser super promissor.

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Geleira Vatnajokull, agora com o tempo abrindo

De repente, chegamos à tal Geleira Vatnajokull. Uma obra prima da natureza. Uma geleira ao fundo, um lago de água de degelo, com alguns grandes blocos de gelo, uma paisagem de tirar o fôlego. Paramos o carro, e tiramos dezenas de fotos, nós e mais algumas dezenas de turistas.

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Lago da Geleira Vatnajokull

O que não sabíamos é que alguns poucos quilômetros à frente havia um lugar muito mais bonito, especial para uma parada. O local onde o lago desembocava no mar, uma mistura de paisagens difícil de descrever, algo que eu nem imaginava que podia existir. Claro que lá havia dezenas de carros, dezenas de ônibus, com muitos turistas. Mesmo assim, não era uma multidão, não chegava à incomodar. Mas era o point mais especial daquela região da Islândia. Como nós quase perdemos a chance de apreciar esta visão do paraíso? Se nós tiramos dezenas de fotos, imagina o Fabricio, fotógrafo de mão cheia, que fez a festa.

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Saída do lago para o mar

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Visual da saída do lago

Depois desta overdose de visuais maneiríssimos, voltamos, curtindo mais visuais. Impressionante é que dá vontade de ficar tirando fotos de tudo, e depois você se dá conta que tirou várias fotos do lugar que já tinha passado no dia anterior, mas não dá para racionalizar e não parar e nem tirar as fotos repetidas. Afinal, quem vai para a Islãndia, está atrás é disto mesmo.

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Estrada com maxi visual

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Isso é Islândia

Finalmente para em outro local muito visitado, que é Dyrholaey, uma praia de areia preta, com umas rochas dentro do mar, uma mini caverna, enfim, um pacote de coisas para mais fotos. Estava ventando um pouco, e a sensação térmica era de uns 7 ou 8 graus, em pleno verão!

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Dyrholaey, a praia de areia preta

Mais uma parada para mais fotos, sem comentários, pois o visual fala por si.

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Vista de Dirholaey de longe

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Visual das rochas no mar

Finalmente voltamos para a mesma guesthouse, já quase às 9 da noite, ou tarde, pois estava claro. Mais um jantar, com cervejas, e um bom sono.

 
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Posted by on August 13, 2017 in Iceland, Islândia

 

Cachoeiras belíssimas

Quem fez a programação do roteiro na Islândia fui eu, e realmente não tinha certeza do  que iríamos encontrar em termos de tempo e condições das estradas. As estradas têm cancelas, isto é, quando as condições do tempo são adversas, elas simplesmente fecham. Nem o motorista querendo encarar, ele consegue. Por isso que os blogs todos recomendam deixar tempo extra no roteiro, para estes inconvenientes, que acabaram não acontecendo conosco.

Também não queríamos mudar de local de dormir diariamente, pois é desgatante, e por ser quase alta estação, decidimos reservar 2 noites nas próximas 2 guesthouses. A primeira ficava à uns 150 kms de Keykjavik. Mas como as estradas estavam boas, e  sem problemas com o tempo, conseguimos ver muita coisa neste segundo dia.

Na verdade, o tempo estava frio, meio nublado, mas considerando que estávamos na Islândia, achamos que era lucro. E era mesmo. Seguimos pelas estradas que logo se transformaram em estradas de 2 pistas, mão e contramão, mas muito bem conservadas. Escolhemos a direção sul e leste, na estrada que contorna o país.

No caminho paramos primeiro na Seljalandsfoss, um conjunto de 3 quedas d’água, muito bonitas.

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Esta é a estrada principal do país

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Seljalansdsfoss

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Belíssima

Logo chegamos em frente ao famoso vulcão Eyjafjallajokull, que entrou em erupção em 2010, e causou um caos no tráfego aéreo da Europa. Claro que fizeram um mini museu bem em frente dele, as pessoas param para tirar fotos, mas na verdade a paisagem ao redor é muito mais bonita do que o dito cujo.

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Eyjafjallajokull

Depois dirigimos mais um pouco até Skogafoss, uma cachoeira mais bonita e grandiosa. Nessa havia uma escadaria que permitia subir no morro e ver a cachoeira lá de cima, e ainda caminhar mais centenas de metros para o interior, costeando o rio, apreciando outras queda de água menores, e finalmente, quando o tempo abriu um pouco, a geleira de Myrdalsjokull atrás. Uma maravilha de paisagem. Só fotos mesmo para dar uma ideia.

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Skogafoss

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Vista lá de cima

Havia muitos turistas nestes locais todos, mas nada que tornasse a visita desconfortável. Quase todos tinham seus veículos, como nós, e também havia alguns ônibus de excursão, mas estes eram minorias.  Ficamos imaginando fazer este tour com um ônibus, não seria nem um pouco legal, já que parávamos várias vezes para tirar fotos. Os cenários eram deslumbrantes.

Tivemos que retornar uns 80 kms para nossa guesthouse, que também era no meio do nada. Os vilarejos maiores da região tinham em torno de 1.000 habitantes, então dá para ter uma ideia do que estou falando? Chegando lá, o Fabricio mais uma vez nos proporcionou um belo jantar. Tomamos umas cervejas na varanda, e fomos dormir. Só para esclarecer : não vimos a noite cair, pois até meia noite o céu estava claro. Depois descobrimos que a noite acontecia da 1 até às 3:30 da madrugada.

 

 
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Posted by on August 3, 2017 in Iceland, Islândia