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Category Archives: Zimbabwe

Harare – capital do medo?

Muito ouvi falar de Harare antes de voarmos para lá. E quase nada de bom. Alguns blogs e guias descreviam como uma cidade tranquila, mas que deveríamos ter cuidados à noite. Mas esses blogs e guias estavam desatualizados, e vasculhando reportagens e posts mais recentes, as notícias não eram nada animadoras. O Zimbabwe passa por uma crise econômica forte, que claro, culminou em uma crise social. Há relatos e reportagens de manifestações, protestos e até saques por todo o país, e a capital não iria ficar de fora.

Não preciso me alongar muito sobre o fato do Zimbabwe ter o mesmo presidente desde 1987. Na verdade, Robert Mugabe foi primeiro ministro de 1908 até 1987, e depois virou presidente, e tem se mantido no poder desde então. O país se chamava Rodésia até 1980, e era dominado pela minoria branca, do período colonial. Com a tomada do poder, o país passou a se chamar Zimbabwe, e a minoria branca foi duramente perseguida. O que acabou acontecendo é que a maioria dos brancos deixou o país, e levou com ela grande parte da riqueza. O que ficou para trás infelizmente não foi suficiente para o país se manter no nível de vida que tinha, e com o tempo foi só ladeira abaixo. Hoje o Zimbabwe tem uma das maiores taxas de pobreza, e por mais triste que possa parecer, tem uma das maiores incidências de aids na população adulta do mundo. Isso porque seu presidente sempre negou a aids como uma doença contagiosa. Em 2004 ele finalmente admitiu que a aids tinha atingido sua família, quando 25% da população adulta já estava contagiada. Hoje a situação melhorou um pouco, muito porque a própria população mudou seus hábitos, com medo de contrair a doença.

Não preciso lembrar do super recorde que o Zimbabwe bateu até 2009, com a maior taxa de inflação em décadas. Hoje se vende notas de dólares zimbabuanos nos valores de bilhões. Coisa para colecionadores. Aliás, é uma das poucas coisa que os turistas compram, além do artesanato voltado à vida selvagem.

Bem, chegamos em Harare no final da tarde, e pegamos um táxi para o hotel, que ficava no coração da cidade, bem no centro. Logo anoiteceu, e simplesmente não havia qualquer iluminação pública nas ruas, apenas dos faróis e das lojas ainda abertas. Chegamos no hotel, que era bem razoável, deixamos as coisas, e fomos procurar algo para comer. Não havia muitas opções, e não queríamos dar bobeira nas ruas escuras. Então demos uma volta nas quadras perto do hotel, e achamos um fast food local. Leo e Fabricio dividiram uma pizza, e eu comi um frango frito, tipo KFC, que não estava lá essas coisas, mas deu para matar a fome.

Bem, após uma noite bem dormida, no dia seguinte partimos para uma volta pela cidade. Andamos em direção à um bairro melhor, e era melhor mesmo, com boas casas, prédios, carros modernos nas ruas, nada diferente de qualquer grande cidade de classe média. Depois voltamos, e fomos em direção à parte mais velha do Centro, e a coisa mudou de figura. Muita pobreza, mas como não há turistas, não há nenhuma indústria para se aproveitar deles (ou de nós). E isso me chamou à atenção. Fomos muito bem tratados, o povo sempre cumprimentando, super simpático. Não me surpreendeu muito, pois já estive em mais de 10 países da África, e é o continente onde vivem as pessoas mais simpáticas e amigáveis do mundo. Nas 24 horas em que fiquei em Harare, só vi mais um branco, que pelas roupas, era um local. No mais, somente negros, sem nenhum turista. Achei curioso e triste, pois o turismo sempre ajuda a economia, onde ele atua.

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Eu e Leo no Centro

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Leo e Fabricio na parque

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Rua arborizada – bairro classe média

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Churrasquinho na entrada do mercado

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Primeiro puxamos um papo

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Fomos bem recebidos ou não?

Muitos viajantes tomas suas conclusões sobre um determinado lugar, cidade ou país baseados apenas na experiência vivida por eles. Acho justo. Para exemplificar, vou usar a minha cidade, Rio de Janeiro. A maioria dos turistas que visitam o Rio e não têm nenhuma experiência negativa, como assalto, mal atendimento, volta para casa maravilhado, disposto e contar maravilhas sobre a cidade, e com boa dose de chance de voltar. Agora quem passa por apuros, dificilmente vai recomendar a cidade, e muito menos querer voltar.

Pra mim, Harare foi uma surpresa boa, nada de ruim aconteceu conosco, mesmo até tendo saído à noite, no escuro. Pelo que li antes, parecia suicídio. Fiquei com boa impressão, e não ficamos com todo o medo que as informações sugeriam.

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Posted by on February 7, 2017 in Zimbabwe

 

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Encarando Victoria Falls de frente

Como eu ainda tinha o dia todo antes de pegar o voo para Harare, fizemos então o passeio pelo parque, em Victoria Falls, e assim teríamos a vista das cataratas de frente.

 

Quando o David Livingstone achou as cataratas, deu o nome em homenagem à Rainha Victoria, mas na verdade o nome original dela é Mosi-oa-tunya, que significa fumo que troveja. Isso é explicado porque a queda d’água tem altura máxima de 128 metros, e pelo barulho da queda, e pelo vapor que lança para quem está lá no alto. Dependendo da época do ano, na cheia principalmente, é simplesmente impossível de vera água caindo lá embaixo. Na entrada do parque, vendedores fazem a festa vendendo capas de chuva, que na verdade não adiantam muita coisa, já que sai todo mundo molhado de qualquer forma.

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Estátua do David Livingstone

No nosso caso foi totalmente o oposto. Mesmo sendo menos espetacular pela menor quantidade de água, como fomos na época de seca, dá para ver totalmente a queda, a nos molhamos muito pouco. Na verdade, nas poucas ocasiões que subiam respingos de pagua, nós até agradecíamos, pois fazia um calor de 40 graus.

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Neste canto é aonde começa a queda d’água

Caminhamos por todo o contorno do lado do Zimbabwe, tirando dezenas de fotos, que depois de mostraram quase idênticas. Parece que foram tiradas do mesmo local. Mas algumas são bem impactantes, e as mais legais, na minha opinião, foram as tiradas de frente para o Devils Pool. Acho que se nós tivéssemos visitado o lado do Zimbabwe antes, não teríamos ido ao Devils Pool. Só fomos porque não tínhamos noção da proximidade do precipício.

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Ao lado tem bastante água caindo

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Neste local a galera se molhava um pouco

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Na beira, em frente à uma parte bem seca

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Em frente ao Devils Pool

Após a interminável seção de fotos, voltamos para o albergue, pegamos nossas coisa e fomos para o aeroporto de Victoria Falls, que por sinal fica bem longe da cidade. Não tivemos nenhum problema no embarque, e nem no voo para Harare.

 
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Posted by on January 10, 2017 in Africa, Zimbabwe

 

Rafting no Rio Zambezi

Cruzamos a ponte que separa a Zâmbia do Zimbabwe, uma ponte de aço muito bonita. Claro que tivemos que cruzá-la à pe, pois a saída da Zâmbia fica antes da ponte, e a entrada do Zimbabwe do outro lado da ponte. A ponte então fica em uma terra de ninguém, mas é dali que as pessoas fazem o bungee jumping e outros saltos daquela altura (mais ou menos 100 metros). É óbvio que nem passou pela minha cabeça fazer uma loucura dessas, com o medo que tenho de alturas, mas devo confessar que para quem gosta, é um prato cheio. O local é simplesmente lindo.

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Ponte fronteira

Após cruzarmos a fronteira, pegamos um táxi para o albergue, que era muito parecido com o de Livingstone, isto é, com piscina, área de lazer, etc. Inclusive os mosquitos, que não precisam de visto para cruzar de um país para outro.Pegamos uma piscina antes de sairmos para jantar, e conhecemos um casal de italianos e um indiano. Ficamos de papo com eles antes e depois do jantar, foi super agradável, cada um com sua visão da África, sua visão do mundo, todos bem viajados. É nessas horas que eu tenho certeza de que somente neste tipo de viagem e neste tipo de lugar que se tem mais oportunidades de se conhecer gente que pensa mais como eu penso, esmo morando do outro lado do mundo.

Engraçado que no final da noite, o italiano, que estava em um tour de 3 semana pela África com o mesmo grupo de europeus, disse que tinha conversado mais conosco somente naquele dia, do que com todo o grupo somado, em todas as 3 semana somadas. Não quer dizer que somente por estar na mesma viagem, as pessoas são do mesmo jeito.

O albergue ficava à uns 1.500 metros do centro, uma boa caminhada no final da tarde. Não nos sentimos em perigo em nenhum momento, apesar dos avisos que tivemos da situação político e econômica do país. A cidade é calma, feita para o turismo, quase não tem gente na rua. Comemos uma pizza no Centro e voltamos, aí sim de táxi para a pousada, pois já estava escuro.

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Piscina do albergue

Já reservamos o rafting para o dia seguinte, já que não podíamos perder essa oportunidade. Confesso que nem quis pensar se era muito ou pouco perigoso, apenas reservamos e pronto.

O Rio Zambezi é conhecido como local de safaris, pois é lá que muitos animais vão procurar saciar sua sede, principalmente em época de seca. Claro que o rio é infestado de crocodilos e hipopótamos, que por sinal é o animal responsável pelo maior número de mortes de humanos na África. A perspectiva de se fazer um rafting em um local assim era no mínimo preocupante. Mas, consultando os sites de agências de turismo, todas oferecem o “White Water Safari” como uma das atrações principais.

No dia seguinte lá fomos nós. O grupo era de 6 pessoas, nós 3, mais um pai e filho do Zimbabwe, que tinham emigrado para o Reino Unido há muito tempo, e um americano gente boa, que se aposentou e resolveu gastar o dinheiro dele viajando para conhecer o mundo. O início do passeio foi meio radical, pois tivemos que descer o penhasco de 100 metros à pé, até chegarmos no local de partida, que ficava bem em baixo da ponte de aço. Colocamos nossos coletes salva vidas e capacetes, e lá fomos nós, após um breve treino de remadas, e sincronismo, que depois se mostrou infrutífero, com nosso guia. Além do nosso bota, havia 2 caiaques de apoio, um ia na frente e outro atrás. Nem quis perguntar para que, mas pelo menos não vi nenhuma cruz vermelha, que lembrasse primeiros socorros.

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Prontos para a aventura

Ele explicou que seriam 19 quedas, durante 20 quilômetros de rio, e que iria explicando para nós o que fazer e não fazer antes de cada queda. Como estávamos em época de seca, o ria estava mais baixo, o que significava menos velocidade, porém as quedas seriam mais perigosas, pois com menos água, a distância da água para as pedras seria menor.

Logo depois da segunda queda, vimos um crocodilo tomando sol em uma pedra, na beira do rio. O próprio guia que nos mostrou, e não demonstrou qualquer preocupação, dizendo que não oferecia perigo. Como pode um crocodilo sobreviver em um trecho entre 2 corredeiras, com um penhasco de 100 metros de altura de cada lado? O que eles comem? Nem quis perguntar, com medo da resposta…

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Altura do penhasco!!!

O rafting foi muito agradável, pois com o calor senegalesco, toda vez que nos molhávamos, era um alívio. Leo e Fabricio ficaram na frente do bote, americano e o filho do coroa do Zimbabwe ficaram na segunda fila e eu fiquei na rabeira, com o coroa, que tinha um papo super agradável. Consegui pegar sua visão do ocorrido com o país durante as calmarias, entre as quedas. Boa distração, inclusive para me fazer esquecer dos crocodilos.

Em uma das quedas, caímos todos do bote, foi super irada, afinal estávamos pagando para termos emoção. Em outra, antes da qual o guia nos preparou para o perigo, somente ele caiu do bote. Pegamos no pé dele bastante, claro.

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Essa foi a parte tranquila hehehe

Em um determinado ponto, tivemos que descer do bote, e caminhar pelas pedras, pois aquela queda era muito agressiva, e o guia disse que não conseguiria garantir nossa segurança. Ele soltou o bote sozinho, que foi resgatado pelos 2 caras que estavam nos 2 caiaques. Faltando 2 ou 3 quedas, tinha um trecho que era bem plano, e a distância para a próxima queda era maior, então o guia nos disse para saltar do bote, e ir boiando com a correnteza. Eu já tinha feito isso em um rafting no Rio Paraibuna, e foi muito relaxante. E lá fomos nós. O Fabricio tinha trazido uma Go Pro à prova d’água, e ficou filmando tudo, atrás do bote. Até que o guia começou a gritar : “Secutiry, security, back to the boat!”. Claro que significava algum imprevisto. E depois ele apontou o imprevisto : um crocodilo descendo das pedras e entrando no rio. Eu nem me assustei muito, pois estava perto do bote, e não daria tempo para aquele crocodilo me alcançar, mas será que ele era o único? O Fabricio demorou um pouco mais para entender o que estava acontecendo, e ainda estava mais longe do bote, então fiz questão de avisá-lo, mas gritando bastante. E o pior é que não dava para subir sozinho no bote, dependíamos de alguém que estivesse dentro do bote para nos puxar. Claro que depois dessa, nem a mão eu coloquei mais na água, ainda bem que foi no final, e não deixei de aproveitar todo o passeio, que durou umas 3 horas.

Mas o clímax ainda estava por vir. Na chegada, o guia nos disse que tínhamos que carregar nosso remo e colete até o ponto de encontro, onde teríamos um almoço esperando por nós. Só que acho que para se vingar dos turistas colonialistas, a chegada foi no ponto onde havia o maior desnível, e tivemos simplesmente que subir um penhasco de mais de 150 metros, em um sol de 40 graus, carregando um remo e um colete, que após 5 minutos, pareciam pesar mais de 20 quilos cada um. Cheguei lá em cima bufando, e xingando a empresa do rafting. Eu até que estou habituado a subidas, mas aquilo não era para qualquer um, e não houve nenhum aviso antes. Uma pessoa com problemas no joelho certamente não iria conseguir, e não consegui vislumbrar nenhum plano B para vencer aquele penhasco.

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Penhasco que tivemos que escalar

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Companheiros de rafting

O que nos fez acalmar instantaneamente foi ver o almoço pronto, e bebidas geladíssimas nos esperando. Após algumas cervejas, um churrasco com salada (nem pensei na segurança alimentar), e tudo estava ótimo de novo.

Voltamos para Victoria Falls em uma caminhonete, batendo papo com os gringos, super legal o passeio, valeu super à pena, faria de novo fácil (menos a parte da natação).

Chegando de volta, fomos para nosso albergue tomar um banho de piscina e nos preparar para o jantar. No Centro tinha wifi gratuito, e troquei mensagens com a minha filha, e descobri que meu pai estava internado na UTI, correndo risco de morrer. Falei com minha irmã, médica, e mesmo não tendo muitos detalhes, ficou claro que eu tinha que abandonar a viagem e retornar para casa. Só que eu estava em Victoria Falls, interior do Zimbabwe, e não era tão simples assim voltar para casa. Era uma quarta-feira, e no dia seguinte, no final da tarde eu já iria embarcar para Harare, capital do Zimbabwe,  onde iríamos passar a sexta-feira, para no sábado pela manhã voar para Moçambique. Voltei para o albergue, decidido a resolver minha logística. O diabo é que o wifi do hotel só funcionava do lado de fora, e os mosquitos fizeram a festa comigo, pois não sabia onde o Leo tinha colocado o repelente, e não dava para esperar ele e o Fabricio voltarem.

Consegui compara pelo celular mesmo uma passagem pela South African, de Harare para São Paulo, e depois pela GOL, uma de São Paulo para o Rio de Janeiro. Tudo isso demorou mais de 2 horas, se não tinha pego malária no albergue de Livingstone, certamente tinha pego ali.

 
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Posted by on January 2, 2017 in Africa, Zimbabwe

 

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Africa : chegando a hora

Bem, faltam 5 dias para a partida. Infelizmente algumas coisas mudaram. A primeira, e mais triste de todas, é a desistência de um dos componentes da viagem, por motivo de saúde. Acontece. É melhor antes do que durante, que aliás é o que aconteceu com ele na viagem ao Irã. Então seremos 3, eu, Leo e o Fabrício, o mesmo grupo da última viagem.

Outras mudanças aconteceram também. Decidimos que ir até o Lago Malawi não valeria à pena. Não por conta do lago em si, mas porque teríamos 3 dias de estrada de Livingstone até lá, passando por Lusaka e Lilongwe. E depois mais 3 dias de lá até Chimoio, em Mozambique. Achamos que para uma viagem de 3 semanas, seria muito. Desta forma, cortamos o Malawi do roteiro, e assim decidimos, após visitar Victoria Falls, descer pelo Zimbabwe.

Só que o dia que queríamos sair de Victoria Falls por terra para Harare não tinha ônibus. Então teríamos que ficar 1 dia a mais ou 1 dia a menos por lá. Esse ônibus para no Hwange National Park, onde poderíamos fazer um safari. Mas, de novo, teríamos que ficar por lá 2 dias, já que não tem ônibus todos os dias. Resolvemos assim fazer o safari na Africa do Sul, no fim da viagem. Achei uma cia aérea Fastjet, que faz este voo por US$ 48, então decidimos ir de avião.

Ótimo, tudo em cima. Mas depois descobrimos que as coisas não estão tão boas quanto pensávamos em Mozambique. Fomos fortemente aconselhados a não viajar por terra de Harare até Vilanculos, pois a guerrilha voltou a ficar ativa no interior, e uma das áreas consideradas de risco é a estrada que corta o país de norte ao sul, e no trecha perto do Rio Save, onde passaríamos. Depois de muito debate, resolvemos por maioria pegar outro voo, desta vez de Harare até Vilanculos (via Joanesburgo).

Desta forma, ganhamos vários dias extras no roteiro. A decisão foi de seguir o plano inicial em Mozambique, depois cruzar a Suazilandia, e por fim passear pelo leste da Africa do Sul. Ainda não definimos todo o roteiro, mas a vontade é de ir até o Sani Pass, na fronteira da Africa do Sul com Lesoto. Infelizmente o visto para o Lesoto não é fornecido na fronteira. Ainda não sabemos se vamos tanter tirar em Durban, ou em outro local. mas agora vamos deixar rolar, e o tempo vai dizer o que vamos fazer.

O roteiro básico então ficou assim :

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Em breve volto, com as novas estórias.

 

 

 

Próxima Parada : África

É pessoal, está chegando a hora da próxima viagem. Depois de 5 anos, está na hora de voltar para a África, um dos continentes mais fascinantes que já fui, juntamente com a Ásia. Cheio de lugares lindos, mas além de tudo, o lugar com as pessoas mais puras, receptivas, amigáveis e alegres do mundo. Tendo viajado por 5 continentes, posso afirmar que para mim, não tem igual. Comparando com a Ásia, só perde em diversidade, já que a Ásia é um colchete de culturas, línguas, etnias, etc, incomparável. Não dá para ir 1 ou 2 vezes e dizer que já conhece. Essa será minha oitava viagem para a África, e certamente não será a última. Há muito o que ver ainda.

Desta vez escolhi a parte sul, um pedaço entre a África do Sul e a Tanzânia, que não conheço ainda. Começamos por Livinsgstone, na Zâmbia, local das Cataratas de Victoria. Depois vamos por terra até o Lago Malawi (passando pelas capitais de Zâmbia, Lusaka, e do Malawi, Lilongwe). Depois descemos, ainda por terra até Mozambique. Este trecho inicial vai dar um pouco de frio na barriga, por não haver transporte público fixo, como ônibus ou trens. Será na base do improviso, pegando vans, ônibus locais, e talvez um táxi aqui ou acolá.

Chegando no litoral, em Vilanculos, vamos visitar o arquipélago de Bazaruto, um dos locais mais bonitos do mundo. Depois descemos até Maputo, e de lá esticaremos até Johanesburgo, onde nossa viagem acaba. Ver roteiro abaixo :

roteiro

Claro que para esta longa jornada (4.042 km), teria que me juntar à outros loucos como eu. Primeiro foi o Leo, parceiro de todas as roubadas, depois veio o Fabrício, que provou o gostinho destas viagens faz tempo, mas só no ano passado tomou coragem de viajar comigo. E por fim o Khouri, que conseguiu liberação do trabalho, e não tem ideia de onde está se metendo. Vai ser divertido, com certeza, e a ideia de termos algumas incertezas no roteiro só aumenta a ansiedade. Serão somente 3 semanas, em outubro, portanto não dá para exagerar nas incertezas, há uns 2 ou 3 dias potencialmente sobrando. Falta pouco!