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Quito e volta para casa

Bem, o último dia da viagem em Quito foi bem tranquilo, depois de uma semana super agitada e cansativa. Meu albergue tinha um terraço com uma vista da cidade, então fiquei por lá curtindo, e me preparando para a volta para casa.

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Vista do terraço do albergue

Depois fui almoçar com o Dennis em um restaurante bem local, ali perto, e me despedir dele, depois de vários dias de viagens em conjunto. Posso dizer que foi uma surpresa bem agradável ter o conhecido, pois trata-se de uma pessoa bem culta, de bom humor, espirituoso, com disposição, e basicamente com os mesmos interesses. Muitas horas de conversas, troca de experiências de viagens, mas lucidamente sabedores de que provavelmente seria nosso último encontro. Dali, cada um seguiria sua vida, mas satisfeitos por terem aproveitado alguns dias viajando juntos.

Provavelmente eu teria feito tudo o que eu fiz sozinho, fico em dúvida sobre a volta no Quilotoa, que foi bem difícil e perigosa, e para fazer sozinho é meio ermo. Qualquer acidente poderia ser fatal, pois não havia como pedir socorro.

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Almoço despedida – comida local

E o que falar sobre o Equador? Muito fácil de se viajar, muito fácil de conseguir o básico, informação, transporte. acomodação, um povo simpático e atencioso, sempre tentando ajudar, quando precisamos. Claro que para mim fica mais fácil ainda, pelo idioma ser muito parecido com o português, mas mesmo os gringos demonstraram tranquilidade sobre este tema. Quanto à segurança, nada à dizer, não tive nenhum problema, mesmo em Quito, onde os guias não recomendam andar sozinho à noite. Fiz isso nas 3 noites em que dormi lá, e nada me aconteceu. Sorte? Não sei, só posso falar sobre o que passou comigo.

Recomendo bastante o roteiro que eu fiz, e provavelmente a parte da Amazônia e Galápagos devem ser bem legais também.

Hora de voltar para casa e pensar na próxima!

 
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Posted by on May 11, 2017 in Ecuador, Equador

 

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Metade do Mundo

Saí logo cedo, e como o tempo estava meio aberto (para quem esperava chuva direto, estava no lucro, não?), resolvi visitar o teleférico de Quito. Dizem que de lá se tem uma vista maravilhosa da cidade. Eu sou daqueles que acha que toda cidade de cima parece igual (exceção para aquelas que têm montanhas), mas mesmo assim resolvi conferir. Peguei um ônibus que me deixava perto, e ainda tive que subir à pé  uma ladeira por 15 minutos até chegar na base do teleférico. Mas logo que cheguei, chegou junto uma mega nuvem negra, que simplesmente cobriu toda a montanha. Perguntei para uma menina que trabalhava lá se o tempo deveria abrir, e ela me disse ingenuamente que não havia chance. Então decidi partir dali, pois seria tempo perdido.

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Tempo fechado para quem ia subir no Teleférico

Peguei outro ônibus e fui ver o monumento que teoricamente fica na Linha do Equador. Teoricamente, pois isso já foi questionado, e muitos dizem que ele está uns 200 ou 300 metros errado. Claro que não importa, o que vale é ver o monumento, que aliás fica rodeado de lojinhas, restaurantes, e uma imitação de vila muito ajeitada. Nos finais de semana várias famílias locais vão lá passar o dia, então seria bom chegar mais cedo. E foi o que fiz.

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Um pé no hemisfério sul e outro no hemisfério norte

Para falar a verdade, o monumento é meio sem graça, mas valeu o passeio. Principalmente por ver a excitação dos locais e turistas para tirar as famosas fotos com um pé no hemisfério norte e outro no hemisfério sul. Só isso já valeria o passeio.

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Lojinhas do complexo

De lá fui para o Centro Histórico de novo. Foi um longo caminho, já que o monumento fica à 22 kms ao norte de Quito e o Centro Histórico fica no sul da cidade. Mas como havia mencionado antes, o sistema de transporte é fantástico, e rapidamente estava por lá, com apenas uma troca de ônibus. Novo passeio pelas ruas, bem cheias de turistas locais e estrangeiros. Tive que entrar na Basílica de Quito e subir em uma das torres para apreciar a vista lá de cima. Após algumas horas passeando, e comendo comidas típicas, decidi que era hora de ir embora.

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Centro Histórico em um sábado à tarde

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Basílica de Quito

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Vista da torre da Basílica

Não queria repetir a ida para o bairro de El Mariscal, onde ficam os bares, e decidi ir ao Estádio Atahualpa. Sabia que estavam jogando o Campeonato Sul Americano de Futebol sub-20, e era a última rodada. Imaginei que o ingresso seria barato, e seria interessante conhecer o estádio. E estava certo. O ingresso custava 3 dólares. Haveria 3 partidas, sendo que a última seria a final do campeonato, entre o Equador e o Uruguai. Quando entrei no estádio, estavam jogando Argentina e Venezuela. Normalmente a Argentina é muito melhor do que a Venezuela, e eles estavam ganhando por 2 a 0. Porém, a festa era toda da torcida da Venezuela, já que com este placar, eles estavam se classificando para o Campeonato Mundial da categoria, e a Argentina ainda (dependia do resultado do jogo seguinte, entre Brasil e Colômbia).

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Estádio Atahualpa

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Torcida da Venezuela

Para minha surpresa, cerca de 80% da torcida no estádio era da Venezuela. Logo fui procurar saber, e descobri que era por um triste motivo. Eram refugiados da crise econômica que assola o país, onde segundo as pessoas com as quais eu conversei, não há o que comer, não há segurança, não há esperança, enquanto o governo atual do Nicolas Maduro não cair. Eles estavam morando em Quito, trabalhando em sub empregos, simplesmente sobrevivendo, enquanto aguardavam a situação melhorar para poder voltar para casa. Aquilo ali era simplesmente uma grande reunião social, havia famílias, amigos, conversando, pouco se importando com o que se passava em campo. Ficou mais claro ainda quando começou o jogo do Brasil, eles mal olhavam para o campo, apenas conversavam, bebiam cerveja e comiam quase tudo que os ambulantes vendiam.

Foi ficando frio à medida que a noite caía, e resolvi não esperar pelo jogo principal da noite, afinal meu objetivo já estava cumprido. Dali fui para um shopping que fica bem em frente, jantei e voltei para o hostel.

 
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Posted by on March 13, 2017 in Ecuador, Equador

 

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Equador – viagem aos Andes

O Equador já fazia parte da minha lista de desejos faz tempo. Da América do Sul, além dele, só faltava a Venezuela, que não tenho intenção de ir com a situação atual, e as “Guianas”, que incluem o Suriname, mas com menos prioridade. Já havia até comprado o guia do Equador há alguns anos, e sempre fui adiando a viagem. Chegou a hora.

O país tem 4 áreas bem distintas. A primeira é a faixa litorânea, que não me interessa muito, a segunda é a faixa central, que pega os Andes, a terceira é a faixa leste, que pega a floresta amazônica, que também não me interessa, já que já estive na floresta algumas vezes, e a quarta é Galápagos, que também não está na minha lista (muito mais pela minha conhecida dificuldade em viajar em barcos pequenos). Então só sobrou a segunda, que engloba Quito e a famosa “Avenida dos Vulcões”, que nada mais é do que a Rodovia Panamericana, cercada por pelo menos 10 vulcões. Em dias claros, as vistas são fantásticas.

Antes da viagem, pesquisei bastante a previsão do tempo em Quito e Baños, e estava previsto chuva nos próximos 10 dias de viagem, o que seria um problema para mim, já que minha viagem duraria apenas 9 dias. Além disso, a temperatura variaria entre 8 e 19 graus. Então fiz a minha tradicional mochila comedida, e resolvi levar uma boa capa de chuva, e um moleton, para o caso da temperatura chegar na casa dos 10 graus.

No primeiro dia, na chegada em Quito, depois de passar no hostel, e deixar minhas coisas, fui direto para o Centro Histórico. Para mim, o Centro Histórico de Quito é o mais legal de todos que eu conheci na América Latina. Se perde para o Rio de Janeiro em quantidade de atrações e qualidade, mas ganha no geral pelo fato de que no Rio de Janeiro os prédios históricos são todos espalhados e misturados com os modernos e sem interesse arquitetônico, e em Quito é tudo muito concentrado, e bem mais harmônico. Muitas igrejas, conventos, a própria Basílica, museus, o Palácio do Governo, enfim, uma lista de atrações muito fotogênicas. Como era em uma sexta-feira à tarde, havia um movimento considerável dos equatorianos, assim como de turistas.

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Palácio do Governo

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Catedral de Quito

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Praça da Independência

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Acontece de tudo na Praça

Vale ressaltar o fato de que Quito é uma cidade que fica espremida entre duas cadeias de montanhas, então ela é bem cumprida, no sentido norte sul. As avenidas são paralelas, e todas com um ótimo sistema de corredores de ônibus, semelhantes aos existentes em Bogotá e no Rio de Janeiro. Assim fica fácil e rápido para se locomover entre os bairros da cidade. Outra coisa a se ressaltar é o preço das passagens de ônibus. Custa US$ 0,25 por passagem. Isso mesmo, em dólar, pois o Equador dolarizou sua economia em 2000, e a manteve assim desde então. Para algumas coisas, os preços são bem baixos, mas para outras, há o inevitável arredondamento, que acaba encarecendo. mas no geral, o Equador é bem barato.

Depois de perambular pelo Centro, resolvi partir para o El Mariscal, que é o bairro onde os bares, restaurantes e boates se encontram. Interessante é que eu cheguei por lá por volta das 6 horas da tarde, e o movimento já tinha começado. No Rio de Janeiro, às 6 horas da tarde, as pessoas nem chegaram em casa ainda, saem de casa depois das 10 ou 11 horas da noite, e lá em Quito já estava bombando. Muita gente nas ruas, muitos bares e boates já abertos, alguns para uma galera mais endinheirada, outros para turistas, outros para jovens, tudo muito misturado.

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El Mariscal

Em Bogotá, por exemplo, a área de bares para a classe mais rica fica toda concentrada, e não há esta mistura toda. Claro que a faixa etária era completamente diferente da minha, e ainda pelo cansaço da viagem, e por estar sozinho, não fiquei muito tempo. Só o tempo de beber uma cerveja, comer um snack e voltar para o hostel e dormir.

 
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Posted by on March 7, 2017 in Ecuador, Equador

 

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