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Monthly Archives: February 2015

Shiraz – destino final da viagem

Shiraz já foi capital do Irã na era Zand, e hoje, com seus 2 milhões de habitantes, é um centro cultural e educacional. Uma cidade grande, com sua avenidas largas, viadutos e subúrbios. Ficamos no centro, na avenida principal da cidade (Karim Khan-e Zand Boulevard) o que nos permitiu fazer à pé todos os principais passeios. Depois de voltar de Persépolis, ainda tínhamos um final de tarde e mais um dia inteiro em Shiraz, antes de voltarmos para casa. Seriam as últimas horas da viagem. Primeiro partimos para conhecer o Bazar. Para chegar lá, precisamos passar pelo Arg-e Karim Khan (Citadela de Karim Khan). É toda rodeada por muros altos, com 12m de altura, e me chamou a atenção suas torres inclinadas. Foi construída obviamente com intuitos militares, e está muito bem conservada.

Shiraz - avenida principal

Karim Khan-e Zand Boulevard

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Shiraz

Arg-e Karim Khan

Depois fomos para o Bazar. Mais do que conhecer, o objetivo era iniciar uma pesquisa de preços para fazer as últimas compras da viagem, principalmente na ala dos tapetes. Ir ao Irã e não trazer pelo menos um tapete equivale à ir à França e não trazer uma garrafa de vinho, um queijo francês e uma baguete hehe. Em uma cidade deste porte, é claro que o Bazar e redondezas concentravam a grande maioria do comércio. Uma verdadeira multidão. Claro que não chegava aos pés de Teerã, mas tinha bastante vida.Havia na verdade vários bazares, mas o principal era em formato de cruz, e tem sua arquitetura ligada ao período zand, quando Shiraz foi um importante centro de comércio. No meio de tudo, uma mesquita, a Masjed-e Vakil, a única mesquita remanescente do período Zand. Conseguimos fazer as últimas compras, não deu para reclamar dos preços e da variedade no Bazar. Não ficou devendo nada ao de Teerã e ao de Isfahan.

Mais um bazar

Mais um bazar

Agora dá pra saber o que é o que...

Agora dá pra saber o que é o que…

Ala dos tapetes feitos à mão

Ala dos tapetes feitos à mão

Mais uma mesquita

Masjed-e Vakil (Vakil Mosque)

Entre a cidade velha, onde ficam o Bazar e a mesquita, há um comércio de rua pulsante, com muitas lojas de moda.

Tá com sede?

Tá com sede?

Moda iraniana

Moda iraniana

Antes de pegarmos o táxi para o aeroporto, o último jantar, para comemorar esta viagem rica e maravilhosa. E a foto dos últimos sobreviventes.

A última ceia (literalmente)

A última ceia (literalmente)

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Posted by on February 18, 2015 in Iran, Irã

 

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Persépolis – aula de história

Magnífica!

Essa é a palavra que pode descrever Persépolis. Me senti até como uma miniatura, ao contemplar este local, e imaginar o que já foi, e o que representou. Para entender um pouco melhor sua magnitude, preciso fazer uma breve introdução histórica.

O Império Aquemênida foi um império iraniano, fundado por Ciro, o Grande, no século VI a.c., e que no seu auge, se estendeu desde onde hoje fica o Paquistão até a Macedônia, depois da Grécia, e também ao Egito, passando por todo o Oriente Médio. Sua religião era o zoroastrismo, e a língua oficial era o persa antigo, derivada da tribo Parsua (Persa). Daí a origem dos iranianos, que não são, e não gostam de serem chamados de árabes. São persas. Sua derrocada se deu quando da invasão de Alexandre, o Grande (aparentemente todo mundo era Grande, naquela época), em 334 a.c.. Ficaram as ruínas do que foi uma das capitais do império, e que mostra a sua importância na época. As ruínas ficaram esquecidas por séculos, até serem descobertas em 1930, o que revelou ao mundo sua glória.

Bem, após uma longa noite no ônibus, vindos de Yazd, chegamos cedo em Shiraz. Deixamos as coisa no hotel, descansamos um pouco e partimos com um táxi fretado para Persépolis, que fica à 70 kms de distância. O local não tem nenhuma sombra, e não vou me alongar sobre o calor inclemente que fazia. Então é só fazer as contas.

As fotos de cima já dão uma ideia do tamanho, e da grandiosidade do que Persépolis foi. Por outro lado, mostra também o nível da destruição, não sobrou muita coisa. Então há que visitar o local com a mente aberta, pois muito do que vemos está mais na imaginação do que na vista propriamente dita. Mas nem pensem que não vale à pena o trabalho todo de vir até aqui. Vale cada grau de calor.

Persépolis - de cima

Persépolis – de cima

mais ruínas

mais ruínas

ruinas mirins

ruinas mirins

São tantas as alternativas de fotos, que fica até difícil de escolher. É só para ter uma ideia. Eu que nem gosto muito de ruínas, fiquei encantado e impressionado com o que vi.

Sobrou pouco...

Sobrou pouco…

Espetáculo

Espetáculo

Muita história

Muita história

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Arte pura

Arte pura

Grandiosidade

Grandiosidade

Olha que nem ficamos muito tempo por lá. Deu para ver tudo, em uma velocidade um pouco maior do que a ideal, mas é um daqueles programas obrigatórios em uma viagem ao Irã. Nem que eu quisesse, eu conseguiria explicar cada parte do complexo. Para isso existem os guias de viagem.

 
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Posted by on February 12, 2015 in Iran, Irã

 

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Yazd – muita história e muito calor

Depois de um caminhão de emoções de Isfahan, partimos para Yazd. A viagem foi mais ou menos a mesma das outras que fizemos de ônibus. Paisagem desértica, estrada ótima, muito sol e calor, mas o ônibus era VIP, com ar condicionado. Na estação em Isfahan, o Saeed disse ao motorista que éramos brasileiros e amigos do Neymar, que precisávamos de tratamento especial. Não é que na segunda parada o motorista saltou do ônibus, e preparou 2 canecas de chá, e nos serviu. Somente para nós 2. Não sabia se ficava envergonhado, ou se me matava de rir. O cara é mesmo uma figura.

Na chegada, pegamos um taxi que nos levou ao nosso hotel o Silk Road Hotel. Era o mesmo estilo do hotel de Kashan, com uma área comum bem estilosa, onde os hóspedes se encontram e trocam experiências. O quarto não era lá essas coisas. Mas não tínhamos tempo a perder. Já tinha anoitecido e eu tinha combinado de me encontrar com o Majid, um iraniano que conheci em Tbilisi. Ele me disse que era de Yazd, e que ia me mostrar a cidade. Nós trocamos algumas mensagens nestes dias, e deu certo.

Ele veio com um amigo, e partimos para um passeio. Fomos primeiro até a Jameh Mosque, que ficava em frente ao hotel. Nos explicaram muitas coisas sobre a mesquita e sobre a vida no Irã. Após duas sessões intensas de papo com o Saeed, confesso que me senti meio estranho. Os caras estavam com a maior das boas vontades, mas a realidade é que eles eram muito formais, e por qualquer parâmetro que eu pudesse usar, era meio que um anticlimax. Além de passearmos pelo Bazar e ruelas próximas, nos levaram para comer uma snack super estranho e doce. Era quinta-feira,, véspera do domingo islâmico, e as ruas já estavam vazias. Mas deu para um ótimo passeio, e também pata termos um visual diferente, dos prédios antigos de Yazd à noite, iluminados.

Yazd

Yazd

Yazd

Yazd

Yazd é uma das cidades mais antigas do mundo. Dizem que está há mais de 7.000 anos continuamente habitada. Suas casa e prédios são feitos de barro, e dá aquela sensação monocromática que tivemos em Kashan. Só que aqui, por ser no coração do deserto, há muitas torres de vento, chamadas badgirs. nada mais são que ar condicionados medievais. A cidade velha é uma coleção de prédios antigos, um desfile de obras de arte. Sexta-feira é o feriado deles, e não havia uma alma viva na cidade velha. Começamos o dia pela Janeh Mosque, que como havia escrito, ficava em frente do hotel.Seus minaretes t}em 48m de altura, o que equivale à um edifício de 16 andares.

Depois andamos pra cima e pra baixo, e nada de vermos gente. Algumas crianças jogando bola (de calças compridas, é claro), e um ou outro morador. O calor estava nos fritando, era uma verdadeira maratona fazer turismo nessas condições. Estranho ver o Bazar 100% fechado, nem para comprar água dava.

Yazd

Jameh Mosque

Yazd

Dentro da Jameh Mosque

Yazd

Bazar vazio

Yazd

Badgirs – torres de vento

Yazd

Meu novo amigo iraniano

Yazd

ruelas de Yazd

Yazd

Visual de Yazd, visto de cima

Yazd

Yazd

Fora da cidade velha também tinham algumas atrações, como o Amir Chakhmaq Complex, um takieh, um prédio utilizado para as comemorações da morte do Iman Houssein. É um dos maiores do Irã. No térreo há um mini bazar, onde a galera faz refeições típicas iranianas.

Yazd

Amir Chakhmaq Complex

Yazd

Só escolher o almoço

De volta ao hotel, no meio da tarde,, pois o calor nos impedia de fazer qualquer coisa a mais. O fato de ser feriado também nos impediu de sair de novo, pois estava tudo fechado. Então decidimos curtir a área social do hotel, e jantarmos. Nosso ônibus para Shiraz sairia às 22:30, então tivemos bastante tempo por lá.

Yazd

Silk Road Hotel

Uma pena que Yazd foi vista em uma sexta-feira, perdemos suas principais atrações. Há algumas fora da cidade. Há que se mencionar que Yazd é o centro do zoroatrismo, que é a religião dos antigos persas, antes da chegada do islã. Mas de fato o potencial turístico é enorme, Yazd era uma das principais paradas da Rota da Seda, e sua importância histórica é única. Vale a visita, de preferência em um dia útil.

 
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Posted by on February 7, 2015 in Iran, Irã

 

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Isfahan – mais um dia espetacular

Depois de um dia super intenso como ontem, hoje ainda tínhamos muito pela frente. Acordamos e partimos para conhecer a Jameh Mosque. Para chegar lá caminhando, tivemos que passar pela Iman Square de novo, depois adentrar o Bazar pela entrada principal, e cruzá-lo de ponta a ponta, pois a Jameh Mosque fica do outro lado. No mapa parece perto, mas demoramos mais de uma hora para chegar lá. Até porque paramos algumas vezes para fotos e observar o cotidiano iraniano. Só o Bazar tem 1 km de comprimento. A Jameh Mosque tem mais de 800 anos, e é a maior mesquita do Irã. Além disso, é altamente ativa, muito utilizada no dia a dia pelos iranianos. E é um super museu, realmente impressionante.

Jameh Mosque

Jameh Mosque

Espetáculo

Espetáculo

Jameh Mosque - obras de arte

Jameh Mosque – obras de arte

Só no Irã

Só no Irã

Teto fantástico

Teto fantástico

Depois de perambular por todos os compartimentos da mesquita, saímos e fomos rodar pelos mercados e ruelas ao redor da mesquita e do Bazar. Apesar de um pouco apressados, nos tomou bastante tempo, pois foram muitas as paradas para fotos, beber e beliscar algo na rua mesmo. Seguramente faz parte da experiência de Isfahan.

mercado fora do Bazar

mercado fora do Bazar

Fornecedor da KFC iraniana

Fornecedor da KFC iraniana

Na volta em direção à Iman Square, achamos uma super praça, novinha, nem inaugurada ainda, quase do tamanho da Iman Square, que se tornará um novo mercado, pois ela é toda rodeada de lojinhas. Fico imaginando o que havia lá antes, pois a área é enorme.

nova praça, com novas lojas

nova praça, com novas lojas

Voltamos para dentro do Bazar, até porque o calor não dava trégua. Cruzamos a Iman Square de volta e resolvemos ir até o Rio Zayandeh, que fica na outra direção, mais uns 40 minutos andando. Chamo de rio pois é o que diz o mapa, pois não havia uma única gota d’água para contar a história. Além de estarmos lá no verão, dizem que Yazd está desviando a água de Isfahan, e não passava água por lá havia mais de 5 anos. Depois de alguns meses eu vi fotos da água de volta, o que deve ser um espetáculo à parte. Enfim, existem 11 pontes medievais em Isfahan, 6 delas cruzam o Rio Zayandeh. Algumas delas são verdadeiras obras de arte. Todo o entorno do rio é tomado por um parque, o que torna bem agradável caminhar pelas margens, cruzar uma ponte e voltar por outra, e assim conhecê-las melhor. Algumas nem dão passagem para veículos, somente pedestres. Muitos iranianos se refugiam do calor em baixo delas, alguns para conversar, outros para dormir mesmo. Nem sabia que havia siesta no Irã. Os únicos senões deste passeio foram o calor e a falta de água no rio, no mais, é imperdível. E à noite, dizem que fica tudo iluminado. Infelizmente não fomos lá à noite, pois tínhamos outros planos.

lojinha

lojinha

Que diabo de loja é essa?

Que loja é essa?

Isso é uma ponte

Isso é uma ponte, só falta a água

Essa ponte não tem tráfego de veículos

Essa ponte não tem tráfego de veículos

galera descansa de baixo da ponte

galera descansa de baixo da ponte

Nosso plano só podia ser voltar para a Iman Square. Desta vez fomos até a Sheikh Lotfollah Mosque, que fica na praça, mas estava fechada. Confesso que naquela altura já tínhamos recebido uma overdose de mesquitas, e nem demos muita bola para o fato de não podermos entrar. Depois me arrependi um pouco, pois dizem que esta mesquita, apesar de não taõ grandiosa como as outras, é também espetacular.

Sheikh Lotfollah Mosque

Sheikh Lotfollah Mosque

De lá voltamos para a praça, a fim de observar o mundo social iraniano. Descobrimos vários “fiscais” da moralidade, isto é, agentes especiais que ficam observando a multidão, e reprimindo qualquer tipo de comportamento que vai de encontro ao que prega o governo. Aí pode estar incluído alguém que queira vender algo sem licença, e até casais que não poderiam demonstrar afeto. Isso mesmo, qualquer casal que demonstre algum afeto é rapidamente parado e questionado sobre o grau de relacionamento. Se não for casado de fato, não pode, e se cruzar o limite estabelecido pelo governo, pode até ser preso. Encontramos um adolescente, que ficou de papo conosco por um bom tempo, e nos explicou o procedimento para pedir alguma menina em namoro. Ele tem que pedir para a mãe dele ligar para a mãe dela, e marcar o encontro. Se a menina não quiser, a mãe dela dá uma desculpa que seja socialmente aceita, como por exemplo que ela tem que estudar, e aí o namoro não engrena. Caso ela queira evoluir, todos os encontros se dão na casa de um deles, só depois de muito tempo eles podem caminhar juntos pela rua. Ele não achou nada demais, até porque ele só conhece este procedimento.

Passeio de charrete

Passeio de charrete

Foto de família

Foto de família

mais especiarias

mais especiarias

Depois de muito caminhar, observar, comprar, e finalmente comer, resolvemos tomar um café no mesmo lugar da noite passada. Estávamos do lado de fora do café, sentados, quando fomos abordados por 2 iranianos, que pediram permissão para sentar conosco. É claro que demos, e o papo foi evoluindo de uma maneira, que quando vimos, o Bazar já estava fechando, e já era hora de irmos dormir. O Dar é um iraniano que vive nos Estados Unidos, e vem de vez em quando ao Irã visitar a família. Muito gente fina, simpático, e ficou mais perto de Leo, engrenou um papo com ele. O outro era o Saeed, uma verdadeira figuraça. O cara tinha pelo menos 2 parafusos à menos. Confesso que foi o papo mais interessante não só desta viagem, mas da maioria delas. Ele é um artista, super politizado, com parentes que trabalham no governo, e tem uma visão toda singular da realidade iraniana. Ele vive viajando, já morou em outros países, namorou estrangeiras, e tem um senso de humor bem ácido. Resumindo o que ele falou : se no Irã você não tem interesse em derrubar o governo, o resto é permitido. Desde que seja entre 4 paredes. mas se você quiser enfrentar o governo, não terá nenhuma chance. As histórias que ele contou são super interessantes, e pena que o tempo acabou. Fomos andando até o hotel, e o papo não acabava. Ele perguntou que horas íamos embora de Isfahan no dia seguinte, eu falou que ia ser às 12:30, ele então nos convidou para um café da manhã no dia seguinte. Convite feito, convite aceito. No dia seguinte acordamos cedo, e saímos do hotel com a bagagem, rumo ao bairro armênio. Era uma das atrações de Isfahan, e nem tinha dado tempo para a gente conhecer esta região. Ficamos procurando um local para sentar, a maioria estava fechada. No caminho, me apontou os locais que vendem bebidas alcoólicas na clandestinidade, e outro que vende drogas. É só saber os locais e conhecer as pessoas certas. Até que ele nos levou à um restaurante de um amigo dele. O local tinha sido um hamman, isto é, um local para banho turco, e foi transformado em restaurante. O dono era bem amigo dele, e nos serviu o melhor café da manhã da viagem. Claro que o papo continuou, e continuava rolando até que chegou a hora de partirmos. Dei pro Saeed uma camisa da seleção brasileira, ele quase teve um ataque do coração de felicidade. Além de não deixarem a gente pagar nada, nos levaram até a estação de ônibus,e ficaram conosco até o ônibus partir. Apesar da alegria de ter encontrado pessoas tão legais e interessantes, ficou uma sensação ruim, já conhecida, de saber que provavelmente nunca mais ia encontrar esses caras de novo no futuro. Mas certamente vão ficar na minha memória, e serviram de mais para incrementar minha opinião positiva sobre o Irã.

Nossos amigos Saeed e Dar, o melhor café da viagem

Nossos amigos Saeed e Dar, o melhor café da manhã da viagem

Saeed com minha lembrancinha

Saeed com minha lembrancinha

Passagem para...

Passagem para…

 
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Posted by on February 2, 2015 in Iran, Irã

 

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