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Gaborone

Mais um ônibus noturno, e chegamos em Gaborone, capital de Botsuana. A cidade é bem espalhada, e tem uma população de cerca de 240.000 habitantes, o que é pouco para padrões brasileiros. Fomos para nosso hostel, que era muito bom. Chegamos bem cedo lá, antes das 6, e logo depois liberaram o quarto, onde pudemos dormir a manhã toda.

Fazia sol e calor, e decidimos ir ao centro da cidade. Infelizmente era domingo, e não havia quase qualquer atividade rolando, lojas fechadas, os prédios governamentais vazios, então só nos restou algumas fotos com o símbolo nacional do país (a zebra). Depois caminhamos até um shopping center, para passar o tempo, comprar comida, e logo retornamos ao hostel. Pra finalizar o dia, o jantar de despedida em um restaurante próximo.

Gaborone é uma cidade pacata, capital de um país pacato, voltado para o turismo, mas que não acontece nem perto de lá, então não recomendo muito a ida para lá, pra quem não tem tanto tempo de viagem. Para nossa situação, foi claramente um erro de planejamento. Mas, como adoro conhecer lugares novos, mesmo não sendo tão turísticos, acabei achando bom.

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Símbolo nacional de Bostuana

Botsuana é um país top para o turismo na África. Tem parques para safaris excelentes, ótima infraestrutura, hotéis, estradas, aeroportos, enfim, um paraíso nessa indústria. Além disso, fica perto das Cataratas de Vitória (Victoria Falls), e vizinho à Africa do Sul e Namíbia. Recomendo fortemente uma visita ao país.

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Posted by on January 4, 2019 in Botsuana, Botswana

 

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Delta do Okavango – o Pantanal da África

Fomos de Kasane para Maun de ônibus, em uma viagem noturna. O ônibus era confortável, o problema pra mim é que não consigo dormir sentado, então cheguei bem cansado. Sorte que já sabíamos que o nosso hotel iria permitir entrarmos no quarto de manhã bem cedo, o que realmente aconteceu. Assim, demos uma bela dormida, antes de tentarmos agilizar um passeio pelo Delta.

Conseguimos agendar pelo nosso próprio hotel, mas descobrimos que o verdadeiro Delta do Okavango fica longe, Maun é simplesmente a principal porta de entrada, e a cidade mais movimentada pelos turistas de Botsuwana. Fomos até o Centro, bem movimentado, mas apenas mais uma cidade africana. O principal estava longe.

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Dia de pagamento em Maun, só em dinheiro

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Chapéu típico, usado pelas mulheres casadas, para afugentar assédio

No dia seguinte, cedo pela manhã, um carro veio nos buscar para nos levar até o local onde pegaríamos o barco do passeio. Éramos só nós 2 no barco, pois o hotel estava vazio, e não havia mais ninguém para dividir nem o barco, nem os custos do passeio.

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O passeio começa pela área considerada “doméstica” do Delta, pois há uma criação de gado bovino, e apenas alguns crocodilos de mais selvagem.

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O máximo que dá pra ver na parte “doméstica”

O barco chega até à uma “divisa” com a área selvagem, mas não tínhamos mais tempo para seguir em frente. Dali se pega uma canoa bem pequena, para poder fazer o safari propriamente dito, sem motor para não afugentar os bichos. Mas não tínhamos contratado esta parte, e tínhamos que voltar.

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As canoas para seguir adiante

Confesso que foi uma ducha de água fria, e mais uma lição aprendida. Ali, para visitar propriamente o Delta do Okavango, precisa-se de mais dias, e avançar para o interior, não dá para fazer o que fizemos, apenas 1 dia de passeio. Ninguém nos avisou disso no hotel, mas o erro maior foi meu mesmo, que não estudou direito as alternativas de passeios. Pelo menos já tinha feito tantos safaris antes, que a dor foi um pouco menor. E para os mais criativos, basta lembrar de como é o pantanal brasileiro, e imaginá-lo com os animais da África. Bem sem graça, né? Para quem não foi ao Delta do Okavango ainda, uma dica, gaste mais tempo, e faça os passeios selvagens.

 

 
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Posted by on December 27, 2018 in Botsuana, Botswana

 

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Safari no Chobe

Já tinha feito alguns safaris antes, e sabia que os melhores horários são o amanhecer e o entardecer. Escolhemos o amanhecer, pois no caso do Chobe, os safaris à tarde são feitos de barco, já que os animais descem até a beira do rio para beber água.

Acordamos ainda escuro, e nos pegaram no hostel, de lá fomos para um dos grandes resorts de Kasane, de onde partiram dezenas de carros 4X4, cheios de turistas para o safari. O detalhe é o frio que fazia pela manhã, quanto mais na estrada, em um carro aberto. Tanto que eles nos forneceram cobertores para este início de safari, que salvaram nossa avida.

Entramos todos quase juntos, em fila indiana, e na mesma direção, isto é, logo que avistaram o primeiro hipopótamo, se formou um engarrafamento para as fotos. Aguardamos a nossa vez, e pude tirar uma foto dele passando em frente do nosso carro.

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Hipo, a primeira atração do safari

Daí começou a melhorar, pois os primeiros da fila avançaram, e os outros foram ficando para trás, iniciando assim um espaçamento entre os carros. Logo apareceram os tradicionais, numerosos e necessários antílopes.

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Sem eles, os grandes animais morreriam de fome

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Maldade o que fazem com eles…

Chegamos à uma árvore cheia de babuínos.

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Dezenas deles

Após uns 90 minutos, parada para um café e petiscos matinais. Claro que não estava nem um pouco a fim desta parada, pois queria mais era tentar ver mais animais, mas fazia parte do programa, e todos os carros paravam. Ainda bem que não eram todos no mesmo lugar.

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Parada pra café ou para encher o tempo?

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Leo, eu e no nosso guia

No nosso grupo, uma australiana de 85 anos, muito simpática, muito viajada, que alegrou o grupo, e deu exemplo de vitalidade.

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Era a da direita, ótima companhia

Depois da parada obrigatória, a segunda parte do safari. Andamos bastante até encontrarmos um bando de leões, meio escondidos na mata. Tivemos que esperar alguns carros irem embora, e nos posicionamos bem até que algumas leoas decidiram levantar e cruzar a pista.

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Leoas cruzando a pista

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Depois descansaram mais um pouco

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E mais um pouco

Após uns bons 20 à 30 minutos com os leões, que não estavam tão perto assim do carro, seguimos em frente, mas deste ponto não conseguimos mais ver nada relevante. E logo o safari estava acabado.

Não deixa de ser um pouco frustrante acabar tão logo, mas assim é que funciona para quem faz o safari contratado. Os turistas voltam para os resorts na beira do rio, e aproveitam a infra, e à tarde voltam para o segundo tempo. No nosso caso, voltamos para o hostel, de lá trocamos de hostel, e já não tínhamos mais nada programado para o resto do dia, além do jantar em um  restaurante de um dos resorts. Obviamente que aproveitamos para descansar, tomar umas cervejas e comprar nossa passagem de ônibus para Maun, nosso próximo destino.

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No hostel tinha até uns quartos que pareciam um iglu

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Nosso segundo hostel

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Mercado de Kasane

Mas ainda haveria no dia seguinte o segundo safari, este na beira do rio.

Este começou à tarde, em um barco relativamente pequeno, mas seguro. Nós estávamos em um grupo com locais, e um pai e filha holandeses. Mas isso era o que menos importava, estávamos lá pela experiência, e logo só tínhamos olhos para o que acontecia no rio.

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Barcos do safari no rio

Depois de avistar o primeiro crocodilo, logo chegamos perto de umas ilhas, onde havia alguns hipopótamos. Esperamos um pouco até que eles levantaram da água e passaram bem perto dos barcos que ali estavam.

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Hipopótamo bem perto

Logo depois foi a vez dos elefantes, que eram numerosos e também passaram em frente aos barcos.

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Legal!

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Mais perto

Depois a vez dos búfalos.

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Este foi bem perto!

Em um safari, quanto mais difícil e demorado é para se ver um animal, mais a gente dá valor, e quanto mais fácil e rápido, menos se dá o valor. Neste caso, começamos a ver tudo muito rápido.

Depois avistamos girafas, mas estas estavam mais longe,

 

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Combo girafas + hipopótamo

e finalmente alguns crocodilos.

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Olha o tamanho da fera

Claro que em um safari sempre queremos ver muito, de tudo, e quase sempre isso é impossível. Mas o resultado final foi bem satisfatório, e no caso do safari de barco, foi bem diferente de tudo o que já tinha feito, e bastante recomendável, fica complementar ao safari tradicional de carro.

Nossa programação em Kasane estava encerrada. O que muita gente ainda faz é visitar as Cataratas de Vitória, que ficam à 70 km dali, mas como já tínhamos ido lá, deixamos de lado, e aguardamos nosso ônibus noturno para Maun no dia seguinte.

 
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Posted by on December 13, 2018 in Africa, Botsuana, Botswana

 

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Kasane : chegada em Botsuana

Nossa chegada em Botsuana foi bem melhor do que esperávamos. Primeiro porque tínhamos muitas dúvidas de como se chegava. Depois porque esperávamos um transporte público típicos de África, lotado e demorado. Mas não foi nada disso. Arranjamos uma van em Katima Mulilo que ia direto pra Kasane, passando pela fronteira. Além de nós 2, havia apenas mais uma passageira, espaço de sobra. A passagem pela fronteira foi tranquila, uma fila de menos de 10 pessoas. O que chamou a atenção foi que todos, inclusive a van, precisaram passar por uma bacia com espécie de detergente. No nosso caso, para limpar a sola dos sapatos.

Kasane fica à uns 50 kms após a fronteira, ainda bem que nossa van ia direto pra lá, pois não havia nem sombra de transporte na fronteira, íamos ter que pedir carona. Além da van ir direto pra Kasane, o motorista nos perguntou onde ficaríamos, e nos levou até a porta do hostel. Primeiro ele parou para deixar a passageira no Terminal de Ônibus, e demos de cara com alguns javalis que andavam soltos pela rua.

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Safari público e grátis

Chegada com chave de ouro. Eram umas 2 horas da tarde, e aguardamos Bonnie, o dono do hostel chegar. A funcionária disse que não se podia andar livremente pelas ruas, pois havia muitos animais selvagens nas redondezas. Achamos que era um exagero da parte dela. Quando o dono chegou, perguntamos pra ele, que explicou que, como Kasane fica à beira do rio Cuando (que divide Botsuana da Namibia), os animais vão beber água, principalmente no fim da tarde e à noite. Inclusive há placas na estrada alertando aos motoristas para tomarem cuidado para não se envolverem em acidentes com os animais. Então era verdade, mas com um pouco de exagero o que a funcionária tinha nos dito.

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Placa na estrada : cuidado com os animais selvagens!

Bonnie logo se mostrou bem prestativo, nos levou de carro para trocar dinheiro, fazer algumas compras no mercado, e disse que nos deixaria em algum restaurante para jantar, e nos pegaria lá depois. Claro que tudo isso foi em troca de reservarmos um safari com ele para o dia seguinte pela manhã. Normal, nada demais, não nos sentimos explorados, foi de grande ajuda. Depois descobrimos que o preço foi um pouco mais alto, mas não nos sentimos explorados.

Como explicado anteriormente, ficamos na Pousada Sekama nesta primeira noite, porque “ganhamos” uma noite na viagem por conta de termos ido de avião e não de ônibus de Windhoek para Katima Mulilo, e na nossa pousada Elephant Trail Guesthouse, que estava cheia neste primeiro dia. Então teríamos que trocar de pousada no dia seguinte.

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Relaxando na Sekama

Na verdade, Kasane fica quase toda na beira da estrada que passa paralela ao rio, com todo o comércio ao longo dessa estrada. São mais de 20 kms, em alguns locais com uma concentração maior de mercados, lojas, bancos, etc., e claro que a entrada de muitos dos resorts de alto luxo, que obviamente ficam de frente para o rio.

No dia seguinte pela manhã, faríamos o safari de carro, estávamos ansiosos.

 
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Posted by on November 1, 2018 in Botsuana, Botswana

 

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Bye bye Namibia

Depois de 2 dias em Swakopmund, tinha chegado a hora de ir embora da Namibia. Estávamos à 350 kms de Windhoek, só que desta vez pela B2, uma estrada asfaltada. Então a viagem foi super tranquila, umas 4 horas, e estávamos de volta ao Urban Camp, mesmo local da primeira noite. Relaxamos na piscina, tomamos umas cervejas e gastamos tempo neste lugar bem agradável, já que só iríamos embora na manhã seguinte.

Era domingo, e fomos ao mercado para comprar algumas coisa, quando descobrimos que na Namibia não se vende bebidas alcoólicas aos domingos, fora as restrições nos outros dias da semana. Tivemos que comprar cerveja mais cara do Urban Camp. Será que funcionaria no Brasil, ou haveria uma revolução?

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Restrições

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Relaxando na piscina

A lembrança da primeira noite, quando quase morremos congelados fez me preocupar com a temperatura que iríamos enfrentar, e para minha desagradável surpresa, a previsão era de 1 grau à noite. Fiquei temeroso de uma morte lenta e gelada na madrugada. Então fui pedir um cobertor extra na recepção, quando a menina me disse que bastava eu ligar o aquecedor do colchão, que não teria problemas. O que??? Aquecedor do colchão? Isso mesmo, o caipira aqui não tinha reparado no botão, e passou uma noite congelado por não saber disso. Quando ela me explicou, as coisas ficaram fáceis. Dormi de short e camiseta, sobre um colchão quentinho, enquanto lá fora a temperatura despencava. Embaraçoso.

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Previsão de 1 grau na madrugada

E aí que tinha havido uma mudança de planos. Nosso plano original era pegar um ônibus para Katima Mulilo, que fica na Faixa de Caprivi. Esta faixa é um pedaço de terra no nordeste da namibia de 450 kms de comprimento, por uns 30 kms de largura, e foi criada no século XIX para ligar a Namibia ao Rio Zambezi, e assim tornar possível uma conexão com o Oceano Índico. Nos anos 70 ela foi palco de conflitos sangrentos durante a Guerra da Rodésia (hoje Zimbabwe), e em 1999 quando houve uma mal sucedida tentativa de secessão da área.

De qualquer forma, Katima Mulilo fica à mais de 1.200 kms de dsitância de Windhoek, e seria uma viagem de umas 16 horas de ônibus. De lá, teríamos que conseguir transporte até Kasane, que fica à cerca de 130 kms, já em Botsuana, nosso destino final. Daria quase 24 horas de viagem, bem cansativo.

Quando programei a viagem, meses antes, tentei comprar este bilhete de ônibus no site da Intercape, mas eles ainda não estavam abertos para venda. Só fui checar de novo uns 10 dias antes da viagem, e para minha surpresa, o ônibus estava lotado. Não há outra companhia que faz o mesmo trajeto, e só tem 3 ônibus por semana neste trajeto. Isto significaria um atraso de 2 dias, inconcebível em uma viagem curta como essa. A única opção seria voar. Um voo de Windhoek até Kasane estava saindo por USD 400. Quase caí para trás. Até para contratar um motorista seria inviável, pela distância. Como não havia outra opção, já estávamos comprando o bilhete quando tive a ideia de pesquisar o voo para Katima Mulilo, e não Kasane. Boa ideia. Custava USD 150, pela Air Namibia. Foi o que fizemos.

 

Então em troca de 16 horas de ônibus, foram menos de 2 horas de voo, e lá estávamos. Só que o aeroporto fica isolado,e me parece que deve haver no máximo uns 2 voos por dia, então não havia transporte público para qualquer lugar e claro, não havia muito tempo à perder com negociações. Consegui logo um carro para nos levar até a cidade, no local de onde saem as vans.

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Katima Mulilo é uma cidade típica de fronteira, muito comércio, muito transporte, já que uns poucos kms para o norte fica a Zâmbia, e para o sul Botsuana. Nada de muito atrativo, e bem diferente do resto da Namibia, bem África mesmo, o que nos deixou animados. Pela minha pesquisa mal feita, precisávamos chegar até a fronteira e de lá seria perto de Kasane. Acabamos negociando uma van que cruzaria a fronteira e nos levaria até Kasane. Bom negócio. A fronteira ficava à uns 50 kms de Kasane, e teria sido a maior roubada ter conseguido transporte somente até ela.

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Posted by on October 16, 2018 in Botsuana, Namibia

 

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Swakopmund – fauna marinha

Swakopmund é a segunda maior cidade da Namibia, e ainda assim tem menos de 50.000 habitantes, isto é, uma cidade pequena e bem concentrada. Ficamos em um hostel perto do local onde tem mais condomínios de frente pro mar, e os melhores restaurantes. Demos uma volta no fim de tarde quando chegamos, para ver o por do sol e jantarmos.

No dia seguinte, fomos ver a colônia de focas em Cabo Cross, que fica à 120 kms ao norte, indo pela estrada que fica paralela à costa. Estrada asfaltada, sem muito tráfego, muitos carros e vans indo na direção norte, ao Skeleton Coast Park, e principalmente para um safari no Parque Nacional Etosha, uma das grandes atrações da Namibia. Mas não era nosso caso. Apenas uma visita à colônia de focas.

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Cabo Cross – Colônia de focas

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Mais focas

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Mini focas

O local abriga, como dá para verificar pelas fotos, milhares de focas, que hoje praticamente não tem predadores. Vimos um par de chacais, para eles era um banquete, mas fora isso, e em uma área preservada, a coisa está tomando uma proporção preocupante. Na época da reprodução, em dezembro, quase 100.000 focas se concentram ali, e há defensores da tese de que as focas estão dizimando com os peixes da região, e se multiplicando indefinidamente. Claro que há os defensores dos animais que rejeitam qualquer tipo de controle. Curioso para ver onde isso vai chegar, mas acho que não será bonito no futuro.

Não dá para deixar de mencionar o terrível mal cheiro do local. Milhares de focar defecando no mesmo lugar, sem ninguém para limpar (vamos lembrar que praticamente não chove por lá). Recomendo um pregador de roupa para quem pretende visitar o local.

Apesar de quase não chover, a corrente fria de Benguela origina densos nevoeiros na costa, ocasionando vários naufrágios. Na volta paramos para ver um dos navios que naufragou nesta costa.

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Cemitério de navios

No dia seguinte fomos para Walvis Bay, à 30 kms de Swakopmund, de onde saem os passeios de catamarã para observar a fauna marinha. Uns dez dias antes da viagem eu tentei reservar o passeio, e algumas empresas já estavam com a lotação esgotada. Mas achamos uma com vagas, reservamos, e lá fomos nós.

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Passeio em Walvis Bay

Tinha muita gente de vários hotéis, e eles dividiram os barcos da seguinte forma : os alemães em um dos barcos, e o resto do mundo no outro. Mesmo assim, alguns alemães vieram no nosso, porque não deu no outro.

Os animais sabem que ali vão ter almoço grátis, então logo sobem no barco em busca do prêmio. Primeiro uma foca, depois alguns pelicanos, parece uma coisa meio combinada, mas não deixa de ser bem legal.

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Foca visitante

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Pelicanos famintos

Logo chegamos à uma península cheia de focas, e o mesmo discurso de que elas estão afetando o equilíbrio dos peixes na região. Vimos alguns golfinhos, mas infelizmente as baleias não aparecerem. Para registro, um frio de rachar, todos receberam cobertores e bebidas para esquentar o corpo e a alma.

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Super população de focas

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Golfinhos também

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E gaivotas

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Estrada entre Swakopmund e Walvis Bay

Na volta demos mais uma volta pela cidade, na última tarde em Swakopmund. Apesar de ser ainda alta estação, e um sábado, a cidade parecia vazia. Claro que a alta estação era para os europeus, pois na África era inverno, e em uma cidade balneária, dava para entender a falta de gente. Swakopmund é o local focal de quem visita o norte da Namibia, relativamente perto das dunas de Sossusvlei, Skeleton e Etosha.

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Bairro residencial de Swakopmund

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Rua de comércio

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Igreja Evangélica Luterana Alemã

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Sábado de praia em Swakop

 
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Posted by on October 5, 2018 in Namibia

 

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Caminho para Swakopmund, outra aventura

Depois de uma noite bem dormida, após aquele stress todo da véspera, acordamos cedo, tomamos um ótimo café da manhã com o alemão, batemos um bom papo com ele, e resolvemos partir. Só tinha mais um pequeno stress, na véspera tínhamos andado muito de carro, sem abastecer, e a gasolina daria somente até o próximo posto, que ficaria em Solitaire, à 85 kms de distância. Como já aprendi que não vale à pena sofrer por um problema que nem aconteceu ainda, partimos mesmo assim, até porque não havia outra alternativa.

Dirigimos pela mesma estrada que tínhamos passado na véspera, só que desta vez de dia. Chegamos à Solitaire, que na verdade não passa de um entroncamento de algumas estradas vicinais, onde há um posto de combustível, uma padaria, um restaurante, uma loja de conserto de carros, e uns carros velhos na frente. Isso era tudo! Não tinha cidade ali.

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Nada mais do que uma parada

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Não, não era esse nosso carro após 400 km de estrada de terra

Depois de abastecer, descansar um pouco, tirar umas fotos, partimos em direção à Swakopmund, um balneário de cerca de 45.000 habitantes (segunda maior cidade da Namibia) com arquitetura típica alemã. Ainda tínhamos uns 250 kms pela frente, e pelo estado da estrada, tomaria mais de 4 horas. Normalmente não se aconselha a andar por esta estrada em veículos 2X2, e descobrimos rapidamente o porquê. A estrada é pior do que as anteriores, e durante todo o trajeto, não vimos NENHUM outro veículo 2X2, só os malucos aqui.

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Caminho para Swakopmund

Realmente tomou mais de 4 horas, e chegamos em Swakopmund após a hora do almoço. A cidade é realmente bem pequena, mas tipicamente um balneário, com várias construções de frente pro mar. Ainda estávamos no fim da alta estação, e parecia baixa estação, pois nada estava muito cheio.

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Casas mais modernas

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Condomínios de frente pro mar

No fim da tarde, demos uma bela caminhada à beira mar, e fomos ver o por do sol sobre o Oceano Atlântico, um espetáculo. Havia alguns restaurantes, muito bons, e não tão caros, e finalmente pudemos apreciar uma bela refeição, após 2 dias de snacks, e sanduíches.

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Restaurantes e hotel

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Por do sol…

 

 
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Posted by on October 1, 2018 in Namibia

 

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