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Para finalizar, um trekking

Tínhamos mais 3 dias em Asmara, pois não conseguimos realmente autorização para nem chegar perto dos monastérios. Então decidimos fazer um trekking pelas montanhas, junto com nosso guia. Ele conseguiu o carro, pagamos um extra pra ele, e partimos para o local escolhido. Fica na estrada que nos levou à Massawa. Deixamos o carro ali, e caminhamos algumas horas pelas encostas. Não foram muitas subidas e descidas, o objetivo foi apenas nos deliciar com as vistas espetaculares. Levamos um lanchinho, pois ninguém é de ferro.

Na último dia em Asmara, tratamos de rodar de novo pela cidade, desta vez sem pressa, sem guia, parando em todos os lugares que tínhamos gostado. Um deles foi um local onde a galera joga uma espécie de sinuca, boliche, assiste à televisão, e claro, toma muito café.

O nosso café preferido em Asmara foi o Sweet Asmara Caffe. Eu não curto muito café, mas ali tinha uma confeitaria com os melhores doces, e foi nosso point de pit stop várias vezes.

No último dia, antes de irmos para o aeroporto, o dono da agência nos convidou para almoçar em um restaurante local. Eu ainda sofria um pouco do estômago, então deixei para eles o prato típico da Eritreia, um tsebhi com injera. Tsebhi é uma espécie de guisado, e injera é pão achatado feito de teff, trigo ou sorgo. O Guilherme “estômago de aço” traçou quase tudo.

Foi bem agradável, um papo ótimo sobre a situação do país, a guerra, as perspectivas, e claro, a visão dele da política. Foi bom pra perceber que nem todo mundo na Eritreia pensa igual. , já ele achava tudo muito normal, e adequado à situação atual da Eritreia. Pela situação do país, o presidente, que está no poder há muitos anos, não tem oposição, e mantém o país fechado, argumentando que é um esforço de guerra. Faz sentido, mas deixa o povo completamente isolado, e impede qualquer investimento estrangeiro. Por isso, não circula muito dinheiro pelo país, mantendo essa vida de décadas atrás. Muitos com que conversamos apoiavam o presidente, inclusive nosso guia, mas no fim percebemos que alguns desses simplesmente tinham medo de expressar uma opinião contrária. O nosso guia é bem mais crítico com relação às limitações com que o povo tem que conviver, mas ficou calado durante o almoço.

Uma coisa que chamou a nossa atenção foi a quase inexistência de motos no país. Para um local onde circula tão pouco dinheiro, seria natural que houvesse uma quantidade boa de motos em vez de carros, mas o que me pareceu é que não existe classe média no país. Hoje, ou as pessoas têm dinheiro para comprar um carro, ou as pessoas andam de ônibus, de bicicleta. Também existem táxis lotação, que é o que a gente acabou utilizando bastante, pois nosso hotel ficava a 4 km do centro. Também nos chamou a atenção a quantidade de atletas praticando ciclismo com bicicletas caras e inclusive vimos muitos treinando durante a semana. Trata-se do esporte nacional da Eritreia.

Foi uma viagem relativamente curta, de uma semana, mas que nos levou a um mundo completamente diferente do que estamos acostumados. Mais uma vez digo que é injusto chamar a Eritreia de Coreia do Norte da África. Acho que talvez mais justo seria chamar a Eritreia de Cuba da África. Esperamos ver o país melhorar em diversos aspectos num futuro próximo.

 
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Posted by on April 27, 2023 in Eritreia

 

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Massawa – uma joia destruída

Como escrito anteriormente, Asmara fica à 2.300 metros de altitude, e tem um clima temperado, a temperatura varia entre 7 e 24 graus. Quando estava lá, vi fotos antigas de Asmara coberta de neve. Mas Massawa fica no litoral, então para chegarmos lá, temos que vencer 2.300 metros de diferença de altitude. A distância entre as 2 cidades é de 115 kms. Na estrada, apenas aqueles poucos caminhões com minério, que se direcionam até Massawa, que ainda tem seu porto, mas com um movimento que é apenas uma fração do que já foi, ou do que tem potencial para ser. Além dos caminhões, muitos ciclistas treinando, e quase nenhum carro. Mas a paisagem é de tirar o fôlego, mais espetacular do que a estrada para Keren. É fácil imaginar como o caminho para Massawa é bonito, uma estrada que vai serpenteando as montanhas, descendo até o nível do mar passando por pequenos vilarejos e alguns monastérios. Infelizmente os monastérios estavam fechados e não conseguimos autorização para visitá-los, nem por fora. Esse era o objetivo inicial da viagem, aproveitar os dias sobrando para visitá-los, mas além de fechados, não nos autorizaram nem a visitá-los por fora.

A temperatura vai aumentando na medida em que vamos descendo, e nos aproximando de Massawa. Quando chegamos lá, parecia que tinha um maçarico nas nossas costas, temperatura beirando os 40 graus.

Massawa é composta de 3 partes. A primeira fica no continente e as 2 outras são ilhas interligadas. A primeira ilha onde ficam alguns hotéis e restaurantes e a última é onde fica a cidade velha. Na cidade velha, na Ilha de Massawa, é uma mistura de arquitetura italiana, egípcia e otomana, que reflete a colorida história da cidade. A cidade velha foi bombardeada pelo exército da Etiopia na guerra de Independência da Eritreia, na década de 90, e infelizmente destruiu boa parte dos prédios. É realmente uma pena. Existem planos de se restaurar os prédios, mas por enquanto nada está sendo feito, até porque não há recurso para tal, então é realmente muito triste ver aquela destruição, e imaginar como seria se estivesse tudo restaurado. Éramos os únicos turistas na cidade.

Chegamos na hora do almoço, e rodamos pela cidade velha de carro e quase não havia ninguém pelo forte calor que fazia. Então descansamos um pouco no hotel, que tinha ar-condicionado, graças à Deus. Saímos no final da tarde para visitar a cidade velha. Uma grande pena. Não havia realmente mais nenhum turista na cidade, aliás nem os locais, um ar meio de abandonada. Jantamos no hotel mais chique da cidade e depois fomos dar uma volta de carro. Infelizmente hoje os blecautes também estavam presentes em Massawa. A cidade estava toda escura, somente luzes nos bares com geradores, pois nas casas é quase impossível haver algum gerador. E voltamos para o nosso hotel com ar-condicionado, agradecemos pelo gerador. Só que umas 10 e meia da noite a luz caiu, e o gerador estava desligado. Ficamos mais de 1 hora sem ar-condicionado e sem ventilador, mas logo depois tudo voltou ao que era antes e pudemos ter uma noite de sono bem tranquila.

No dia seguinte alugamos um barco e fomos até uma ilha próxima, onde tivemos a ilha toda só pra gente. Nadamos um pouco no Mar Vermelho, tiramos fotos, relaxamos. Só depois de mais de 1 hora chegou um outro barco com turistas locais e logo fomos embora. Massawa realmente tem um potencial turístico muito grande, mas infelizmente vai demorar um bom tempo para este potencial ser explorado.

Depois uma pausa para um café da manhã típico, mas infelizmente eu já estava precisando de chá, pois a comida local não me fez muito bem.

Na volta nosso guia nos proporcionou uma experiência inesquecível. Na estrada, paramos em frente a um bar bem humilde. A dona era amiga dele, e nos tratou como reis, fez almoço pra nós, café, e ofereceu tudo que podia para nos agradar, e no fim se recusou a cobrar qualquer coisa, mesmo que tentássemos pagar. Brincamos com os filhos dela, jogamos dominó com os homens, enfim, uma experiência que turista nenhum teria. Depois de algumas horas por lá, voltamos para Asmara.

Quem sabe no futuro, investidores enxerguem o potencial turístico de Massawa. Vamos lembrar que Massawa fica no Mar Vermelho, com acesso fácil para a Arábia Saudita, Egito e Israel, então pode voltar a ser destino de cruzeiros.

 
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Posted by on April 24, 2023 in Eritreia

 

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Keren – volta ao passado

Bem após a breve visita à Asmara, partimos para o interior. Fomos em direção à fronteira com o Sudão, que é a mais movimentada, e a única ainda aberta. Daria para concluir que a estrada seria movimentada, mas a realidade é que quase não tem movimento na estrada, às vezes cruzamos com alguns caminhões que trazem algum minério, que é extraído daquela região. São companhias chinesas (sempre eles) trabalhando, mas pelo menos trazendo algum recurso externo para o país. São apenas 94 kms, mas que nos tomou mais de 2 horas de viagem. Não teve problema. A diferença de altitude de Asmara para Keren é de mais de 1.200 metros, então a estrada vai serpenteando pelas montanhas, e foi bom termos ido devagar, assim pudemos apreciar as vistas.

Antes de chegarmos, já nos deparamos com casas bem típicas da região. Paramos para visitar uma delas. O Mehetrab encomendou para a moradora uma dúzia de ovos, e no dia seguinte paramos para pegar. Ele disse que é bem mais barato do que em Asmara, e também é uma maneira de ajudar o povo dali. Ficamos um pouco dentro da casa, e é claro que a moradora nos ofereceu o pouco que tinha para nós. Pela foto dá para perceber que não havia muito. Que diferença para a vida que vivemos. Este definitivamente é um dos motivos que me faz ainda querer viajar mais, e me atrai na África. Saí dali confuso, entre feliz por ter vivido aquela experiência, ou triste por constatar o abismo que nos separa de outros povos, em pleno 2022.

Apesar de Kerem ser a segunda maior cidade da Eritreia, a população é de 120.000 pessoas apenas. Chegando em lá, fomos à delegacia nos registrar, já que na Eritreia é obrigatório para estrangeiros. Depois caminhamos pela cidade, bem pacata, e fomos encerrar o dia tomando umas cervejas no terraço de um hotel, de onde curtimos a vista e o por do sol. Infelizmente na Eritreia atualmente energia é uma comodity rara, então há blackouts pelo país todo, quase todos os dias. Em Keren não foi diferente, após o pôr do sol nos deparamos com a seguinte situação: praticamente toda a cidade às escuras, apenas os restaurantes e hotéis que tinham gerador conseguiam iluminar um pouco da cidade. Claro que os faróis dos carros também ajudavam, mas infelizmente não havia muitos rodando.

Nosso hotel em Asmara tinha gerador o tempo todo, mas o de Keren não tinha. Então em algum momento, desligaram o gerador, e ficou difícil de dormir sem o ventilador. Asmara fica à 2.300 metros de altitude, e faz frio à noite, mas em Keren já não faz. E para piorar, havia uma mesquita próxima ao hotel, então às 5 da manhã fomos acordados com o som da reza dos muçulmanos.

Bem, mas nada que alterasse nosso humor. Pela manhã fomos visitar um mercado que fica no leito seco de um rio. Só tem água por ali durantes poucas semanas, e é um local estratégico para vender de tudo um pouco; roupas, sapatos, alimentos, produtos de cerâmica, produtos reciclados vindos de Asmara, etc.

De lá, fomos à pé para o outro lado da cidade, onde fica o mercado de animais, que acontece somente às segundas feiras. Já sabíamos disso, por isso nos planejamos para estarmos lá neste dia. O mercado é dividido em 2 partes, uma onde basicamente se compram e vendem bovinos e caprinos, e o outra, mais interessante, com os camelos. Nunca vi tanto camelo junto na vida. Muito interessante perambular pelo mercado, por mim ficaria ali o dia todo.

Mas não podíamos. Então tratamos de voltar para o centro, tomar mais um café com os locais, e pegar a estrada de volta para Asmara. Keren não tem grandes atrações turísticas, mas dentro da Eritreia, é uma das paradas obrigatórias. Quando estávamos saindo da cidade, vimos um van com turistas estrangeiros chegando. Foi a única que vimos em toda a semana no país.

Já era hora de voltar para Asmara e no caminho foi muito interessante ver a saída das crianças dos colégios. As crianças todas usam uniforme bem interessantes e as cores dos uniformes se referem ao ano que as crianças estão cursando. Voltamos para o nosso hotel de Asmara ainda a tempo de tomar um café no fim de tarde.

 
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Posted by on April 14, 2023 in Eritreia, Uncategorized

 

Eritreia – Só conta lá em casa

Bem após 3 anos de pandemia, chegou a hora de botar o pé na estrada de novo. Meu amigo Guilherme, de Curitiba, me procurou dizendo que estava com o tempo para uma nova viagem, curta, de apenas uns 10 dias. Tínhamos algumas opções de destino dentre elas a Eritreia se mostrou a mais viável, até por conta de podermos tirar o visto mais facilmente. Então tratamos de operacionalizar essa viagem.

Tudo começou com ele contatando uma agência de viagens local. O visto on-line só pode ser obtido contratando a empresa a agência de viagens local, então decidimos fazer uma viagem de 7 dias na Eritreia. Normalmente os pacotes para Eritreia são de 4 dias porque eles normalmente bastam. Um dia e meio na capital Asmara, depois uma visita à uma cidade chama Keren, onde tem um mercado de animais e fica no interior,  no caminho para o Sudão e a outra se chama Massawa, que é uma cidade que fica no litoral do Mar Vermelho, uma cidade muito interessante, que já foi um porto super estratégico.

Agendamos uma viagem de 7 dias porque tínhamos a esperança de poder usar os últimos 2 ou 3 dias para visitar alguns monastérios no interior do país e também porque não fazia sentido sair de casa para passar apenas 4 dias na Eritreia. Como o país é pouquíssimo conhecido por aqui, eu resolvi não contar pra ninguém fora da minha família que eu estava indo pra lá (exceto o Leo e o Khouri, claro).

A passagem comprada foi pela Ethiopian Airways que há pouco se tornou a principal linha aérea da África. O aeroporto de Adis Abeba cresceu muito, e hoje é um grande hub da Ethiopian. Quando eu fui à Etiopia em 2011, o aeroporto me chamou a atenção, pois era pouco movimentado e sujo. Agora era bem grande, muito cheio, nada comparado à 20011. Nosso voo chegou lá às 7:30 da noite junto com dezenas de outros voos e íamos voar somente no dia seguinte às 9 da manhã. Então tivemos que passar a noite em Adis Abeba, só que assim como nós, praticamente todos os outros passageiros dessas dezenas de voos também precisam passar a noite lá. Saindo do aeroporto, no estacionamento, havia pelo menos umas 40 ou 50 vans, cada uma de um hotel diferente, para levar os passageiros em trânsito para hotéis pagos pela Ethiopian.

Como eu estive lá em 2011, deu pra sentir a diferença da capital.Em 2011, nós usamos o Hotel Sheraton para sacar dinheiro no caixa ATM e era praticamente o único hotel decente em Adis Abeba. Tivemos uma dificuldade grande em achar hotel bom, e onde ficamos nem era lá essas coisas. Desta vez tinha pelo menos uns 40 hotéis novos na cidade, as avenidas largas, todas novas, urbanizadas, enfim uma cidade completamente diferente da que eu visitei em 2011, uma transformação impressionante. Deve estar havendo uma enorme injeção de dinheiro de fora, pois a economia do país não justifica este salto tão grande.

Para entender a Eritreia é preciso conhecer o contexto do país. Não é tão simples assim um país que foi colonizado pelos turcos otomanos por cerca de 300 anos, e que foi depois ocupado pelos italianos que queriam algumas colônias naquela região da África. Os italianos tiveram a Somália, a Eritreia e a Líbia como colônias, e ao fim da segunda guerra os italianos, derrotados, deram o espaço para a entrada dos britânicos. Esses não ficaram muito tempo e logo houve uma resolução da ONU anexando a Eritreia à Etiópia, então simplesmente a Eritreia deixou de existir como país. Houve obviamente uma resistência e uma guerra pela Independência que foi decretada na década de 70. Quando parecia que ia se resolver, a Etiopia teve ajuda da União Soviética, o que prolongou o conflito até 1993, quando finalmente o ditador Mengistu fugiu do país, dando espaço para a tão desejada independência da Eritreia.

A paz durou pouco. Em 1998 começou uma guerra com a Etiopia, que durou 20 anos, e só acabou com a troca de governo da Etiopia. Este novo governo assinou um acordo de paz com a Eritreia. Porém, a população da região de Tigray, no norte da Etiopia, que governou o país por 30 anos, e em 2018 foi alijada do poder, começou um movimento de independência, que foi sufocado militarmente pela Etiopia, e com ajuda da Eritreia. Chegamos na Eritreia uma semana após o início de um cessar fogo, após 2 anos de conflitos. Ninguém sabe quanto tempo este cessar fogo vai durar.

Então pode-se compreender porque este povo é tão sofrido, após décadas e séculos de guerras, sem nenhum período minimamente longo de paz, e com isso consegue-se entender o porquê das fronteiras da Eritreia estarem fechadas até hoje. O país é totalmente avesso a  interferências externas, considerando que durante todos esses conflitos, nunca houve uma ajuda consistente de nenhuma outra nação à Eritreia.

Isso tudo explica a ausência quase total de turistas estrangeiros no país. Durante uma semana que ficamos lá, conseguimos contar nos dedos quantos turistas encontramos. nossa viagem então ficou dividida em 3 partes: primeira Asmara, a capital; segunda Keren; e a terceira Massawa, no litoral.

Já tínhamos lido um pouco sobre Asmara, então não foi uma surpresa total, mas confesso que não esperava uma cidade tão limpa, tão organizada, tão calma, com um ritmo de vida como se fosse feriado praticamente todos os dias. Não existe um sinal de trânsito na cidade, o tráfego realmente é muito limitado, nota-se que não existe muito dinheiro circulando pelo país. A cidade tem sua arquitetura italiana, no estilo arte decô e ela tem a felicidade de, apesar de todas essas guerras, não ter sido atingida por bombas em nenhum momento, isto é, todos os prédios foram preservados de bombas e tiros etc. No entanto, pela falta de investimento, os prédios não foram restaurados, e estão realmente num estado de abandono muito triste, mas que não impede de serem admirados. Não cansamos de passar em frente às construções mais icônicas e as admirado. Como dito antes, o povo tem um ritmo de vida muito mais lento e como não circula grandes quantias de dinheiro no país, a grande maioria trabalha como funcionário público ou no comércio, então muitos deles ficam indo de cafés em cafés tomando seus macchiatos e conversando sobre a vida alheia. A internet no país é totalmente limitada, durante uma semana que ficamos lá não conseguimos nem telefonar, nem acessar a internet. Eu só consegui uma vez mandar algumas mensagens de WhatsApp. Inclusive a Eritreia é um dos países com menor liberdade de imprensa do mundo.

Como falado antes, nós contratamos uma agência de viagens e um guia, o Mehertab, que foi nos pegar no aeroporto nos levou até o nosso hotel, que era bom, considerando o número de turistas que o país recebe. Rapidamente fizemos um City tour pela capital. Era um sábado o dia que chegamos, e o ritmo de vida já era mais lento do que o habitual em dias de semana. A cidade é muito interessante as atrações são os prédios antigos, muito bonitos apesar de mal-conservados, as pessoas, e os cafés. Uma coisa que nos chamou a atenção foi a proximidade da catedral, da sinagoga, da mesquita e da igreja ortodoxa, enfim nota-se que não há problema de conflito religioso no país. O Cine Roma foi o primeiro a ser visitado, dá pra ver pelas fotos o quanto de glamour ele já teve, mas agora não funciona mais. Uma pena!

A Harnet Ave. é simplesmente a principal avenida do país todo. Vejam a tranquilidade, e claro, a beleza. Suas palmeiras dão um toque pitoresco, e o principal comércio da capital está concentrado ali. Repito: não há sinais de trânsito em Asmara, simplesmente porque não há necessidade.

Harnet Ave

A Catedral Nossa Senhora do Rosario, de Asmara. Muito linda. Neste dia estava fechada, mas depois conseguimos entrar.

O bairro do lado oriental da Harnet Ave. é bem chique, as casas são grandes, quase todas com árvores lindas, e quase não se vê tráfego. Então, era uma delícia caminhar por ali.

Existe um Centro de Reciclagem, onde eles reciclam literalmente tudo. É impressionante a habilidade e criatividade de como eles conseguem aproveitar qualquer rejeito, principalmente de metal, em objetos úteis, e vendáveis, já que o objetivo é vendê-los, e existe um mercado enorme pra isso. Os produtos são inclusive vendidos em outras partes do país. Esses centros ficam cheios todos os dias, e essa “profissão” é passada de pais para filhos. Só lamentei ter visto muitas crianças trabalhando ali, mas posso afirmar que é uma minoria no país.

Um capítulo à parte foi o nosso guia Mehertab, um senhor de 63 anos muito culto, muito educado e que fez o máximo para nos proporcionar excelentes experiências e contar o máximo possível da história do país e da situação atual. Enfim, valeu muito mais do que a pena termos a companhia dele para.

Outra coisa pra registro: o ciclismo é o esporte nacional da Eritreia. Impressionante a quantidade de ciclistas treinando nas ruas e nas estradas, e todos com bicicletas de corrida, muito bem aparelhados. Essa foto abaixo é de uma competição no domingo, na Harnet Ave., interditada para a prova. Não causou nenhum engarrafamento!

Outra coisa que nos chamou à atenção foi o cemitério de tanques, que fica nos arredores de Asmara. São centenas deles, das últimas guerras, a maioria de origem russa, que foi quem apoiou a Etiopia. Não é para ser uma atração turística, mas pelo inusitado, vale à pena visitar.

Asmara já estava vista, era hora de irmos para o interior e o litoral.

 
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Posted by on April 10, 2023 in Eritreia, Etiopia

 

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Uma breve parada em Shanghai

Fabricio e Leo tinham decidido visitar a Coreia do Norte. Eu decidi não ir, pois não tinha mais tempo livre. Mas não foi só por isso. Apesar de ser uma oportunidade ímpar de visitar a Coreia do Norte, não fiquei muito animado em ir, e fazer uma visita que me parecia um pouco estéril, já que lá você não tem autonomia para fazer o que quiser, conversar com os locais. Apenas pode fazer o que os guias oficiais permitem. Até hoje não concluí se deveria ter ido ou não. Se fosse somente para ticar mais um país, não valia à pena.

Meu voo de volta era via Shanghai. O voo de Taipei chegava em Shanghai no fim da tarde, e meu voo de Shanghai saia no dia seguinte, na hora do almoço. Então eu ganhei uma noite para visitar Shanghai. Eu nunca tinha ido lá nas minhas outras visitas à China, e como já mencionei antes, não tenho intenção de voltar lá, apesar de reconhecer que ainda há muitas atrações ainda não visitadas.

Quando estudei na Bélgica, meu amigo chinês Li Lei me convidou pra ficar com a família dele quando eu visitei Beijing em 1991. Ele estava na Bélgica, então fui recebido por chineses que nem nos conheciam, e nos receberam muito bem. Já escrevi antes que alguém nos denunciou para a polícia chinesa, que nos fez deixar o apartamento da sua mulher e ir para um hotel. Mesmo assim eles ainda nos convidaram para um jantar especial e nos levaram para um passeio.

Então resolvi, antes da viagem, mandar uma mensagem para o Li Lei, e ele me respondeu que faria o possível para estar em Shanghai naquela data. E assim o fez. Hoje ele é um alto executivo de uma companhia saudita, e muito atarefado. Mesmo assim, achou tempo para me buscar no aeroporto, e me levar para jantar em um hotel 5 estreles onde estava hospedado. Foi um jantar super agradável, relembramos muitas estórias da época do MBA na Bélgica, e claro que conversamos sobre a situação de Taiwan. Ele, como um bom chinês, acredita em um ditado chinês que diz que a cada ano Taiwan está mais perto da China, a Terra Mãe. Ninguém sabe exatamente o que isso significa, mas estão convictos que mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer, por bem ou por mal. Espero não estar vivo se for por mal.

Após o jantar, ele ainda tinha uma reunião, mas orientou seu motorista a me levar para o meu hotel, que ficava bem longe dali. Após deixar a bagagem no hotel, fui diretamente para a margem do Rio Huangpu, que corta a cidade, chamada de Bund. Milhares de pessoas apreciando a vista dos arranha céus do outro lado do rio, no distrito de Pudong. O show de luzes nos prédios é fantástico! Admito que fiquei impressionado com o local, bem bonito e grandioso. Uma bela maneira de terminar a viagem.

 
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Posted by on March 28, 2023 in China

 

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Taiwan – A Potência Esquecida

A ilha de Taiwan, também conhecida por Formosa, já foi colonizada por vários povos, mas principalmente pelos chineses. Foi cedida ao Japão em 1895, e recuperada após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Em 1949, com a tomada do poder pelos comunistas, o antigo governo central se refugiou na ilha, e desde então, os chineses nunca perderam a esperança de retomá-la. O país foi se desenvolvendo aos poucos, e com o tempo, se afastando cada vez mais em termos políticos e econômicos da China. Hoje o país é uma democracia de fato, tem uma economia mais que pujante, mas infelizmente só é reconhecida por um punhado de países no mundo, isso pela pressão da China. Para poder visitá-la, tive que ir ao escritório comercial de Taiwan em São Paulo, que funciona como um “consulado”, que emite vistos de turismo. Bem tranquilo. Estamos em 2023, e muitos consideram apenas uma questão de tempo para os chineses tentarem retomar Taiwan à força. Ninguém sabe qual seria a reação de Taiwan, mas principalmente dos Estados Unidos, já que seria uma grande derrota estratégica para eles. Hong Kong é um exemplo, aos poucos está deixando de ter o lema “um país, 2 sistemas”,

Taipei, sua capital com cerca de 2,5 milhões de habitantes, é o centro cultural, econômico, político e educacional do país. Claro que foi nossa porta de entrada. Na chegada, deu pra perceber que estávamos em uma grande metrópole, bem abastecida de transporte público. Fomos de metrô do aeroporto para o nosso hostel, no centro, bem perto da Estação Central de Trem. Só no dia seguinte teríamos as primeiras surpresas.

Fizemos o que mais gostamos, andar pela cidade. Ver o comércio, trânsito, pessoas, até que tomei um susto quando me deparei com um dos monumentos mais legais que já visitei: o Memorial de Chiang Kai-Shek, o herói deles, que foi presidente da China por 20 anos, e fugiu para Taiwan e fundou a República da China (que já mudou de nome algumas vezes). O lugar é grandioso, além do Hall onde fica o Chiang Kai-Shek, e há troca de guardas, há uma imensa esplanada onde se encontra um portão lindíssimo, e National Theater e o Concert Hall, prédios no estilo chinês. Só com fotos pra entender melhor. Um deslumbre. A melhor atração de toda a viagem. Talvez pelo meu desconhecimento do local, foi uma grande surpresa.

Vista da praça, com o portão, e National Theater e o Concert Hall

Realmente esse é um dos pontos altos de Taipei. O outro, e mais conhecido, é o Taipei 101, que já foi o edifício mais alto mundo, o primeiro com mais de 500 metros de altura. Eu já subi em muitos edifícios altos, em muitas torres, e confesso que já me cansei um pouco de ver a vista lá de cima, e em Taipei há uma alternativa bem mais legal do que subir no Taipei 101. É subir a Montanha do Elefante, uma colina perto do edifício, de onde se tem uma vista linda do prédio, e da cidade. É uma subida cansativa, por um parque, mas vale totalmente à pena. O tempo não ajudou muito, mas é o que conseguimos.

Taipei 101

Bem, foram 2 dias completos em Taipei, com muitos mercados, muitos templos, andamos muito, ficamos exaustos. Destaque também para o mercado noturno de Rahoe. Um emaranhado de ruelas, cheias de lojas e barracas de comida. Local ideal para se perder, provando tudo que é possível, e rejeitando algumas opções, já que lá se come tudo que se move. Faz parte da experiência cultural.

Era hora de irmos para o interior. Primeira parada: Parque Nacional de Taroko. Uma viagem de 2,5 horas de trem nos leva à este parque. Como em qualquer parque, há muita caminhada, uma natureza exuberante. O que tem de diferente é uma estrada costeando um canyon bem estreito, e às vezes tão estreito que precisaram construir a estrada dentro da montanha. Ali havia muitos turistas, claro que a maioria de taiwaneses, e poucos ocidentais, aliás, quase nenhum. Valeu sim a viagem, foi um dia bem agradável, pra fugir da confusão de Taipei.

No dia seguinte, 2 paradas: Shifen e Juifen.

Shifen é uma vila que fica perto de Taipei, uma hora de trem, que cresceu ao redor de uma estação de trem bem antiga. Tem um comércio voltado para turistas, e uma cachoeira perto. O ponto alto sem dúvida é o povo soltando as lanternas do céu, que é uma espécie de balões feitos de papel. Fazem isso para terem seus desejos atendidos. É bem interessante. Para soltar os balões, eles ficam em cima da linha do trem, e de vez em quando todos têm que sair, pois ainda passa um trem por ali. A cachoeira é bonita, mas nada espetacular.

Cachoeira de Shinfen

De lá fomos para Juifen. Não é tão simples chegar lá de Shifen. Primeiro uma viagem de trem de volta até o meio do caminho, de onde pegamos um ônibus para Juifen. Juifen era uma cidade mineira, que fica no alto de uma encosta. Então já dá pra concluir que o próprio caminho já nos traz vistas bonitas, mas o principal é o centro da vila, que é pitoresco demais. As ruas sinuosas e cobertas da Jiufen Old Street são estreitas e atmosféricas, enfeitadas com lanternas vermelhas suspensas. Os moradores vêm à Jiufen Old Street para fazer compras e comer, e os turistas vêm mais ou menos para a mesma coisa. Foi o que fizemos.

Bem, era chegado o fim da viagem à Taiwan. Uma viagem rápida, claro que não deu pra ver tudo, mas bem interessante. Um país que é esquecido por muitos no ocidente, eu mesmo não conheço mais ninguém que tenha estado por lá. Uma pena, pois é um lugar muito desenvolvido, muito agradável de se visitar, com atrações turísticas únicas.

 
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Posted by on March 26, 2023 in Taiwan

 

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Resumo Coreia do Sul

A Coreia do Sul nunca esteve no topo da minhas prioridades. Por quê? Não sei responder. Talvez por já ter visitado praticamente todos os países do extremo oriente, não achava que agregaria muito. De uma certa forma, não estava enganado. Várias são as similaridades com alguns vizinhos.

Primeiro, para nós ocidentais, a aparência. Claro que não vai faltar quem identifique várias diferenças dos coreanos para os chineses e ou japoneses, mas vamos combinar que para nós é parecido. Depois pela organização e educação, que chega perto dos japoneses. Faz muito tempo que estive no Japão, então não posso fazer uma comparação justa, mas pelo o que eu leio, e ouço, os coreanos estão chegando perto em todos os níveis. Andando por Seul, ou pelo interior do país, nota-se que tudo é organizado, limpo, feito para o bem estar do seu povo. As ruas de Seul, assim como em Tóquio, não têm lixeiras. Isto porque o povo simplesmente guarda seu lixo até encontrar onde depositá-lo. Claro que em uma metrópole como Seul, ainda há algumas exceções, mas são exceções, e não a regra.

Um dos exemplos é a própria estação de trem, que é um brinco de limpa e organizada, e está longe das estações de trem das capitais europeias, que por mais que tentem evitar, sempre atraem os sem teto, os ladrões, traficantes e usuários de drogas, etc. Chama também à atenção a organização do metrô, tanto de Seul como o de Busan. Todos esperam em filas, não se vê, como na China, ninguém tentando furar a fila.

Os palácios de Seul são magníficos, impecáveis, as ruas de comércio são super atraentes, cheias de vida, de dia e de noite. Segurança? Melhor nem perguntar, pois é perfeita. Preços? Nem tão altos assim, como na Europa. Enfim, tudo funciona neste país, sem nenhuma surpresa desagradável, e cheio de surpresas agradáveis. Claro que recomendo a Coreia do Sul para todos, um país que me fascinou pelo que é, pelo seu povo amigável e acolhedor. Se pudesse voltar no tempo, já teria visitado há anos.

 
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Posted by on March 17, 2023 in Coreia do Sul, South Korea

 

Busan – a potência do sul

Busan é um espanto. Segunda maior cidade da Coreia do Sul, ela impressiona pela quantidade de prédios novos e imensos. Chegamos de trem de Gieongju, fomos direto para o hostel, de metro. Não sei se porque ficamos em Haeundae, bairro mais cosmopolita, que lembra um pouco Miami. Nosso hostel era rodeado de prédios com mais de 40 andares. O mais impressionante é o Busan Lotte Tower, um empreendimento imobiliário composto de um edifício de 107 (isso mesmo) andares, e outros 2 com 86 andares, com um shopping embaixo. A foto mostra a disparidade. Em 2019, quando estivemos lá, a torre maior ainda não estava totalmente construída.

Vista de Haeundae, com Busan Lotte Tower ao fundo

Claro que Busan não tem só isso. O maior porto da Coreia do Sul conta com um mercado de peixes e frutos do mar enorme, o Jagalchi Market, que é uma atração turística. Ao redor deste mercado, há várias ruas de comércio, inclusive aquelas com barraquinhas, onde se pode comer de tudo. Uma delícia passear pelas ruelas, e ir provando novidades gastronômicas. Finalizamos o dia com jantar no restaurante dentro do Jagalchi Market.

 

Snack coreano
Jagalchi Market

O bairro de Gwangalli também chama atenção, além de templos e museus espalhados pela cidade. É um lugar bem tranquilo, e até pela proximidade com o mar, é mais agradável do que Seul em muitos aspectos.

No dia seguinte fomos direto de metro para a Aldeia Cultural de Gamcheon, que de longe parece Guaiaquil, pelas casas coloridas. Tudo lá é limpo é organizado. Os coreanos aproveitam qualquer espaço disponível, e plantam uma horta em todo canto que se pode. Claro que um lugar assim vai ter suas ruas de comércio para turistas. O ideal é se perder nas ruelas, e ficar observando o estilo de vida, e claro, tirando muitas fotos.

 

Aldeia Cultural de Gamcheon

Depois voltamos para Haeundae, para ver de perto o Bay Line, que nada mais é do que os grandes prédios da orla. Andamos pela orla até a praia de Gwangalli, com seus prédios altos bem de frente pro mar. De lá, esticamos até o Parque Igdae, que fica de frente pro mar, então é um lugar ideal pra mais fotos. Busan realmente é muito impressionante e agradável ao mesmo tempo. Recomendo fortemente.

 
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Posted by on March 15, 2023 in Coreia do Sul, South Korea

 

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Gyeongju

Gyeongju fica mais para o sul da Coreia, a 2 horas de Seul. Ela é conhecida como um “museu sem paredes”, pela quantidade de sítios arqueológicos e monumentos que se espalham pela cidade. É considerada uma das principais atrações turísticas da Coreia do Sul. Então nada mais natural do que passar o dia caminhando pela cidade, apreciando as atrações.

No Tumuli Park, existem 23 tumbas espalhadas, da Monarquia Shilla e seus familiares, que mais parecem formigueiros gigantes cobertos por grama.

A Ponte Woljoeonggyo, que é uma maravilha de monumento. Outro destaque e o Palácio Donggung, que fica no lago Wolji. Esses são para mim os maiores destaques, mas pode-se gastar horas por lá.

Tumbas no Tumuli Park

Ponte Woljoeonggyo

Palácio Donggung

Dia seguinte seguimos para Busan. Interessante é que do trem se pode ver aglomerações de prédios, cada um com mais 20 e até 30 andares. Cada “bairro” desses tem entre 50 e 200 prédios, daí pode-se calcular a quantidade de gente que vive ali, sendo que não são cidades propriamente. Essas aglomerações ficam no meio do nada. Nós vimos dezenas delas todas as vezes que pegamos ônibus ou trem pela Coreia do Sul.

“bairros no meio do nada”

 
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Posted by on March 6, 2023 in Uncategorized

 

Sokcho e Seoraksan National Park

Bem, era hora de deixarmos Seul e visitarmos o interior. Pegamos um ônibus para Sokcho, que fica 2 horas e meia de Seul. Nem preciso dizer que a estrada é perfeita, tudo funciona super bem, a única coisa que nos decepcionou foi o tempo, pois estava bem fechado. Assim que chegamos lá começou a chover. Sokcho é um balneário bem famoso na Coreia porém não era o nosso destino final. Nosso objetivo era visitar o Parque Nacional de Seoraksan, que fica relativamente perto de Sokcho. Para tanto, após uma breve visita pela orla debaixo de chuva, não havia quase ninguém na praia, óbvio, mas também não havia muita gente nos restaurantes da cidade.

Pegamos um ônibus para o nosso hostel. que ficava na estrada para o Parque Nacional de Seoraksan. Chegando lá fomos bem recebidos, só que não havia nenhuma estrutura próxima para alimentação e como estávamos cansados, resolvemos descansar antes de sairmos para comer. Tivemos uma grande decepção em descobrir só havia uma opção de alimentação nas redondezas e era um restaurante local com o cardápio bem limitado, mas nada que estragasse nosso dia. Fomos dormir pois cedo pois no dia seguinte teríamos um longo dia pela frente.

Praia de Sokcho

Nosso jantar coreano

O dia seguinte era um sábado, e a estrada que levava ao parque estava totalmente engarrafada, cheia de carros com os coreanos que iriam visitar o parque. Ainda bem que dava pra ir andando até o parque, uma meia hora. Bem, parque é parque em qualquer lugar. Esse é bonito, tem boas vistas, pegamos o teleférico até o topo da montanha. Foi legal por ter sido onde é, no interior da Coréia do Sul, vendo as famílias coreanas interagindo.

Entrada do parque

Parque bem cheio

Vista lá de cima

Lá embaixo

Bem, retornamos pra Seul, onde ainda iríamos jantar com um brasileiro que mora lá, e sua namorada coreana. Muito interessante ouvir as estórias de um brasileiro morando em Seul, sua visão da cidade e do país. Só aumentou minha admiração pela Coreia do Sul. Hora de partirmos para o sul.

 
 
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