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Bye bye Namibia

Depois de 2 dias em Swakopmund, tinha chegado a hora de ir embora da Namibia. Estávamos à 350 kms de Windhoek, só que desta vez pela B2, uma estrada asfaltada. Então a viagem foi super tranquila, umas 4 horas, e estávamos de volta ao Urban Camp, mesmo local da primeira noite. Relaxamos na piscina, tomamos umas cervejas e gastamos tempo neste lugar bem agradável, já que só iríamos embora na manhã seguinte.

Era domingo, e fomos ao mercado para comprar algumas coisa, quando descobrimos que na Namibia não se vende bebidas alcoólicas aos domingos, fora as restrições nos outros dias da semana. Tivemos que comprar cerveja mais cara do Urban Camp. Será que funcionaria no Brasil, ou haveria uma revolução?

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Restrições

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Relaxando na piscina

A lembrança da primeira noite, quando quase morremos congelados fez me preocupar com a temperatura que iríamos enfrentar, e para minha desagradável surpresa, a previsão era de 1 grau à noite. Fiquei temeroso de uma morte lenta e gelada na madrugada. Então fui pedir um cobertor extra na recepção, quando a menina me disse que bastava eu ligar o aquecedor do colchão, que não teria problemas. O que??? Aquecedor do colchão? Isso mesmo, o caipira aqui não tinha reparado no botão, e passou uma noite congelado por não saber disso. Quando ela me explicou, as coisas ficaram fáceis. Dormi de short e camiseta, sobre um colchão quentinho, enquanto lá fora a temperatura despencava. Embaraçoso.

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Previsão de 1 grau na madrugada

E aí que tinha havido uma mudança de planos. Nosso plano original era pegar um ônibus para Katima Mulilo, que fica na Faixa de Caprivi. Esta faixa é um pedaço de terra no nordeste da namibia de 450 kms de comprimento, por uns 30 kms de largura, e foi criada no século XIX para ligar a Namibia ao Rio Zambezi, e assim tornar possível uma conexão com o Oceano Índico. Nos anos 70 ela foi palco de conflitos sangrentos durante a Guerra da Rodésia (hoje Zimbabwe), e em 1999 quando houve uma mal sucedida tentativa de secessão da área.

De qualquer forma, Katima Mulilo fica à mais de 1.200 kms de dsitância de Windhoek, e seria uma viagem de umas 16 horas de ônibus. De lá, teríamos que conseguir transporte até Kasane, que fica à cerca de 130 kms, já em Botsuana, nosso destino final. Daria quase 24 horas de viagem, bem cansativo.

Quando programei a viagem, meses antes, tentei comprar este bilhete de ônibus no site da Intercape, mas eles ainda não estavam abertos para venda. Só fui checar de novo uns 10 dias antes da viagem, e para minha surpresa, o ônibus estava lotado. Não há outra companhia que faz o mesmo trajeto, e só tem 3 ônibus por semana neste trajeto. Isto significaria um atraso de 2 dias, inconcebível em uma viagem curta como essa. A única opção seria voar. Um voo de Windhoek até Kasane estava saindo por USD 400. Quase caí para trás. Até para contratar um motorista seria inviável, pela distância. Como não havia outra opção, já estávamos comprando o bilhete quando tive a ideia de pesquisar o voo para Katima Mulilo, e não Kasane. Boa ideia. Custava USD 150, pela Air Namibia. Foi o que fizemos.

 

Então em troca de 16 horas de ônibus, foram menos de 2 horas de voo, e lá estávamos. Só que o aeroporto fica isolado,e me parece que deve haver no máximo uns 2 voos por dia, então não havia transporte público para qualquer lugar e claro, não havia muito tempo à perder com negociações. Consegui logo um carro para nos levar até a cidade, no local de onde saem as vans.

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Katima Mulilo é uma cidade típica de fronteira, muito comércio, muito transporte, já que uns poucos kms para o norte fica a Zâmbia, e para o sul Botsuana. Nada de muito atrativo, e bem diferente do resto da Namibia, bem África mesmo, o que nos deixou animados. Pela minha pesquisa mal feita, precisávamos chegar até a fronteira e de lá seria perto de Kasane. Acabamos negociando uma van que cruzaria a fronteira e nos levaria até Kasane. Bom negócio. A fronteira ficava à uns 50 kms de Kasane, e teria sido a maior roubada ter conseguido transporte somente até ela.

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Posted by on October 16, 2018 in Botsuana, Namibia

 

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Swakopmund – fauna marinha

Swakopmund é a segunda maior cidade da Namibia, e ainda assim tem menos de 50.000 habitantes, isto é, uma cidade pequena e bem concentrada. Ficamos em um hostel perto do local onde tem mais condomínios de frente pro mar, e os melhores restaurantes. Demos uma volta no fim de tarde quando chegamos, para ver o por do sol e jantarmos.

No dia seguinte, fomos ver a colônia de focas em Cabo Cross, que fica à 120 kms ao norte, indo pela estrada que fica paralela à costa. Estrada asfaltada, sem muito tráfego, muitos carros e vans indo na direção norte, ao Skeleton Coast Park, e principalmente para um safari no Parque Nacional Etosha, uma das grandes atrações da Namibia. Mas não era nosso caso. Apenas uma visita à colônia de focas.

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Cabo Cross – Colônia de focas

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Mais focas

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Mini focas

O local abriga, como dá para verificar pelas fotos, milhares de focas, que hoje praticamente não tem predadores. Vimos um par de chacais, para eles era um banquete, mas fora isso, e em uma área preservada, a coisa está tomando uma proporção preocupante. Na época da reprodução, em dezembro, quase 100.000 focas se concentram ali, e há defensores da tese de que as focas estão dizimando com os peixes da região, e se multiplicando indefinidamente. Claro que há os defensores dos animais que rejeitam qualquer tipo de controle. Curioso para ver onde isso vai chegar, mas acho que não será bonito no futuro.

Não dá para deixar de mencionar o terrível mal cheiro do local. Milhares de focar defecando no mesmo lugar, sem ninguém para limpar (vamos lembrar que praticamente não chove por lá). Recomendo um pregador de roupa para quem pretende visitar o local.

Apesar de quase não chover, a corrente fria de Benguela origina densos nevoeiros na costa, ocasionando vários naufrágios. Na volta paramos para ver um dos navios que naufragou nesta costa.

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Cemitério de navios

No dia seguinte fomos para Walvis Bay, à 30 kms de Swakopmund, de onde saem os passeios de catamarã para observar a fauna marinha. Uns dez dias antes da viagem eu tentei reservar o passeio, e algumas empresas já estavam com a lotação esgotada. Mas achamos uma com vagas, reservamos, e lá fomos nós.

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Passeio em Walvis Bay

Tinha muita gente de vários hotéis, e eles dividiram os barcos da seguinte forma : os alemães em um dos barcos, e o resto do mundo no outro. Mesmo assim, alguns alemães vieram no nosso, porque não deu no outro.

Os animais sabem que ali vão ter almoço grátis, então logo sobem no barco em busca do prêmio. Primeiro uma foca, depois alguns pelicanos, parece uma coisa meio combinada, mas não deixa de ser bem legal.

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Foca visitante

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Pelicanos famintos

Logo chegamos à uma península cheia de focas, e o mesmo discurso de que elas estão afetando o equilíbrio dos peixes na região. Vimos alguns golfinhos, mas infelizmente as baleias não aparecerem. Para registro, um frio de rachar, todos receberam cobertores e bebidas para esquentar o corpo e a alma.

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Super população de focas

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Golfinhos também

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E gaivotas

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Estrada entre Swakopmund e Walvis Bay

Na volta demos mais uma volta pela cidade, na última tarde em Swakopmund. Apesar de ser ainda alta estação, e um sábado, a cidade parecia vazia. Claro que a alta estação era para os europeus, pois na África era inverno, e em uma cidade balneária, dava para entender a falta de gente. Swakopmund é o local focal de quem visita o norte da Namibia, relativamente perto das dunas de Sossusvlei, Skeleton e Etosha.

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Bairro residencial de Swakopmund

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Rua de comércio

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Igreja Evangélica Luterana Alemã

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Sábado de praia em Swakop

 
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Posted by on October 5, 2018 in Namibia

 

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Caminho para Swakopmund, outra aventura

Depois de uma noite bem dormida, após aquele stress todo da véspera, acordamos cedo, tomamos um ótimo café da manhã com o alemão, batemos um bom papo com ele, e resolvemos partir. Só tinha mais um pequeno stress, na véspera tínhamos andado muito de carro, sem abastecer, e a gasolina daria somente até o próximo posto, que ficaria em Solitaire, à 85 kms de distância. Como já aprendi que não vale à pena sofrer por um problema que nem aconteceu ainda, partimos mesmo assim, até porque não havia outra alternativa.

Dirigimos pela mesma estrada que tínhamos passado na véspera, só que desta vez de dia. Chegamos à Solitaire, que na verdade não passa de um entroncamento de algumas estradas vicinais, onde há um posto de combustível, uma padaria, um restaurante, uma loja de conserto de carros, e uns carros velhos na frente. Isso era tudo! Não tinha cidade ali.

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Nada mais do que uma parada

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Não, não era esse nosso carro após 400 km de estrada de terra

Depois de abastecer, descansar um pouco, tirar umas fotos, partimos em direção à Swakopmund, um balneário de cerca de 45.000 habitantes (segunda maior cidade da Namibia) com arquitetura típica alemã. Ainda tínhamos uns 250 kms pela frente, e pelo estado da estrada, tomaria mais de 4 horas. Normalmente não se aconselha a andar por esta estrada em veículos 2X2, e descobrimos rapidamente o porquê. A estrada é pior do que as anteriores, e durante todo o trajeto, não vimos NENHUM outro veículo 2X2, só os malucos aqui.

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Caminho para Swakopmund

Realmente tomou mais de 4 horas, e chegamos em Swakopmund após a hora do almoço. A cidade é realmente bem pequena, mas tipicamente um balneário, com várias construções de frente pro mar. Ainda estávamos no fim da alta estação, e parecia baixa estação, pois nada estava muito cheio.

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Casas mais modernas

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Condomínios de frente pro mar

No fim da tarde, demos uma bela caminhada à beira mar, e fomos ver o por do sol sobre o Oceano Atlântico, um espetáculo. Havia alguns restaurantes, muito bons, e não tão caros, e finalmente pudemos apreciar uma bela refeição, após 2 dias de snacks, e sanduíches.

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Restaurantes e hotel

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Por do sol…

 

 
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Posted by on October 1, 2018 in Namibia

 

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Sossusvlei – dunas vermelhas

No dia seguinte a aventura ia começar.

A Namibia foi colonizada pela Alemanha durante 36 anos, entre 1884 e 1920. Ainda hoje, nota-se a influência alemã na arquitetura, na organização,e principalmente na quantidade de turistas alemães. Após 1920, a administração foi transferida para a África do Sul, e com isso a sua política de apartheid. Ainda se nota uma distância enorme entre negros e brancos, sendo os negros mais vistos em posições subalternas, como era a África do Sul nos anos 1990. Conversei com alguns brancos locais, que temem por um conflito em um futuro próximo, sem necessariamente ter violência envolvida, mas para eles, claramente a situação atual não tende a permanecer por muito tempo.

O país tem pouco mais de 2 milhões de habitantes, e é um dos menos adensados do mundo, com poucas cidades grandes, para padrões brasileiros. A capital, Windhoek, como escrito antes, tem cerca de 320.000 habitantes, e é disparada a maior cidade do país. Por ter uma população tão espalhada, muitos desertos, acaba que o país tem uma rede de rodovias asfaltadas muito restrita, e algumas das principais atrações turísticas são acessíveis somente via estradas de terra. A grande maioria dos turistas viaja em veículos 4X4, mas não foi o nosso caso. Nem eu nem o Leo tínhamos qualquer experiência em veículos 4X4, mal sabemos trocar um pneu, então decidimos encarar com um Corolla, mesmo sabendo dos riscos. A estratégia era andar à 60km/h. As estradas de terra são largas, dá para uns 3 a 4 carros andarem em paralelo, só em pouquíssimo locais, há pontes com mata burros, com passagem para um veículo somente.

Apesar da noite terrível, quase congelados, acordamos com disposição, mas sem pressa. Saímos do Urban Camp por volta das 9:30, e rumamos para as famosas dunas de Sossusvlei, que ficam à quase 400 kms de Windhoek, sendo que somente os primeiros 80 kms são em estrada asfaltada.

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Nosso Corolla encarando o off road

Pela diferença de velocidade entre nosso Corolla e os 4X4 que nos ultrapassavam, já identificamos uma possibilidade de erro no nosso planejamento. Aliás, quase não vimos outros 2X2, como o nosso, e isso não era um bom sinal. Com a velocidade reduzida, levamos muito mais tempo do que imaginávamos, e chegamos à entrada do Parque Nacional Namib-Naukluft, que fica bem no coração do Deserto da Namibia.  Chegamos lá por volta das 15:30, e ficamos sabendo que as principais atrações, o Deadvlei e a Duna 45 ficamos ainda bem longe, sendo que para o Deadvlei seriam mais 60 kms, mas aí em uma estrada asfaltada novinha. Outra informação é que o parque fecharia às 18 hrs.

Então partimos para o Deadvlei, que vem sendo aclamada por estar circundada pelas maiores dunas de areia do mundo, em que a maior delas, conhecida como “Big Daddy” ou “Crazy Dune”, chega a alcançar a estonteante altura de 300 a 400 metros.

Porém, a ocorrência de algumas mudanças climáticas fez com que dunas de areia invadissem a área junto ao rio, impedindo que este chegasse à região. Isto, portanto, ocasionou uma grande aridez, e transformou o local no que hoje é conhecido como Dead Vlei. As árvores então morreram, por não haver mais água suficiente para sua sobrevivência, dando esta aparência surreal.

O local é lindo demais, e vantagem de chegar bem tarde foi que quase não havia turistas por lá.

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Deadvlei

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Lindíssimo!!!

Ainda faltava subir em alguma duna, e a mais escalada do parque é a Duna 45, que fica à 45 kms da entrada do parque, e é facilmente avistada da estrada. Paramos o carro, e tratamos de subir, com muita dificuldade, pela areia finíssima. O local é muito utilizada para contemplação do nascer e do por do sol. Havia poucos turistas, e um grupo se preparava para ficar até o por do sol, com cervejas e petiscos.

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Leo subindo a Duna 45

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Contemplando a vista da duna

Tínhamos um longo caminho pela frente, então tratamos de pegar a estrada. Passamos pela porta do parque uns 10 minutos antes das 18 hrs, bem pontuais, com o sol se pondo.

Tudo tinha caminhado de forma perfeita, exceto pelo fato de ainda termos que achar nosso hostel, em Rietoog, que ficava à 120 ou 150 kms da entrada do parque, dependendo do caminho. Nosso GPS, que falhou durante todo o dia, isto é, nos mandava para locais onde não havia estrada, nos enganava todo o tempo, nos enviou para o caminho mais curto, à direita da entrada do parque. Mas em um determinado ponto, não havia como virar à esquerda onde o GPS mandava, pois não havia estrada. E como já estava escuro, decidimos tomar o caminho mais longo, que àquela altura, já seria de uns 180 kms.

Realmente a aventura tinha começado. Estávamos no meio do nada, e durante mais de 2 horas e meia não cruzamos com nenhum veículo, não vimos nenhuma luz, nenhuma cidade, se algo acontecesse com o nosso Corolla, teríamos que passar a noite no carro, o que não seria um problema tão grande. A ansiedade foi aumentando, e a velocidade do carro também, já que tínhamos ganhado confiança de dirigir naquele tipo de estrada. De qualquer forma, continuamos, até que já eram mais de 20:30 hrs, quando avistamos o primeiro carro, vindo em sentido contrário. Fiz o cálculo para passar pelo canto esquerdo (lembrem-se de que a Namibia tem mão inglesa), e logo após o carro cruzar conosco, eu percebi que estava à uns 20 metros de uma das raras pontes com mata burro do caminho. Deus me iluminou para não pisar no freio, pois certamente teria perdido o controle do carro naquela estrada, e naquela velocidade. Apenas virou lentamente o volante e rezei para dar certo, e deu (se não eu não estaria aqui para contar a estória). Por segundos, ou centímetros, não tivemos um gravíssimo acidente, e isso não passou desapercebido. Ficamos ultra nervosos, tremendo, sabedores da gravidade da situação. Dali em diante, iríamos tomar mais cuidado.

Mas a aventura não tinha acabado. Faltava achar o nosso hostel. Bem, pela primeira vez resolvi confiar no GPS, já que ele identificou o hostel, e deu certo. Só que ele ficava no meio do nada, e estava todo apagado, pois já eram mais de 9 horas da noite, e ninguém na Namibia chega em um local deste em uma hora desta. Buzinamos em frente à casa que parecia ser a recepção, e uma luz acendeu. Lá de dentro saiu um alemão super simpático, que nos levou para nosso bangalô. Claro que não havia nenhum lugar para comer, nem no hostel, nem por perto. Mas o stress tinha sido tão grande, que nem nos importamos. Aliás, nem tínhamos parado para almoçar. Apenas tomamos um chá, com biscoitos que tínhamos na mochila. Isso pareceu um banquete. Como já aprendi, vi pelo lado positivo, o fato de termos saído dessa, de estarmos em um local tão ermo, tão silencioso, com um céu cheio de estrelas, e finalmente sorrimos de satisfação. Mas não posso deixar de admitir que corremos vários riscos neste dia. Rodamos mais de 600 kms neste dia.

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Nosso quarto no meio do nada!

 
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Posted by on September 18, 2018 in Namibia

 

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Windhoek – capital calma

A viagem começou com 3 voos, o primeiros do Rio para São Paulo, com 6 horas de espera, depois de São Paulo para Joanesburgo, e finalmemente de Joanesburgo para Windhoek, capital da Namíbia, dando 19 horas no total. Chegamos super cansados, e já no aeroporto, alugamos nosso Corolla e rumamos para o primeiro hostel. O aeroporto de Windhoek fica à cerca de 40 kms da cidade, bem longe, para uma cidade de apenas 265.000 habitantes. O problema ali é o relevo, já que não há nenhuma área plana mais perto da cidade.

Foi fácil achar o Urban Camp. O difícil foi entender porque que eu fiz a reserva para dormir em uma barraca, quanto mais nesta época do ano, quando a temperatura chega à perto de zero grau à noite. É um local super organizado, mas para a galera que acampa, ou viaja em trailers, enfim, não era um hostel. Tinha uma infra muito boa de banheiros, bar, piscina, e as barracas eram de altíssimo nível, muito limpas, com camas confortáveis, mas eram barracas.

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Nossa barraca

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Por dentro

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Área de lazer do Urban Camp

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Neste tipo de caminhão, eles dormem em camas confortáveis, e viajam pela África toda na mordomia

Saímos para dar uma volta no centro e, apesar de ser uma terça feira, parecia feriado na cidade, pois vimos pouca gente na rua, no final de tarde. Tudo muito arrumado, limpo, como disse nosso infeliz ex-presidente, nem parecia a África. Mas o certo mesmo é que a transição do poder dos brancos para os negros ainda não aconteceu, como na África do Sul, mas pelo o que conversei com alguns locais, está para acontecer. O que não se sabe ainda é se vai ser por bem, como na África do Sul, ou por mal, como no Zimbabwe.

 

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Windhoek Church of Crist

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Centro de Windhoek

Apesar de jantarmos cedo, e voltarmos para a nossa barraca cedo, e pelo cansaço, não consegui dormir, talvez pelo fuso horário. E como a temperatura, que era à tarde por volta dos 25 graus, despencou, não deu nem pra ficar vendo o céu, e curtindo a primeira noite do lado de fora da barraca. A noite foi horrível, tive que dormir com várias camadas de roupa, inclusive com luvas, para não congelar. No dia seguinte a tranquilidade ia acabar.

 
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Posted by on September 11, 2018 in Namibia

 

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Mamma Africa está voltando!

Pois é, está chegando a hora de voltar ao meu continente favorito, a África. Semana que vem embarco, com meu amigo Leo, é claro, para 2 semanas por lá.

Primeiro vamos pra Namíbia, onde alugaremos um carro e vamos rodar por alguns dias, primeiro para ver as dunas de Sossuvslei e depois para Swakopmund. De lá, vamos para Botsuana, para o Delta do Okavango, fazer um safari.

Vai ser rápido, mas não deixa de ser África. E pela 10a vez.

 
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Posted by on August 15, 2018 in Africa, Botsuana, Namibia

 

Chipre – resumo

Quem leu os meus posts sobre o Chipre já entendeu as minhas opiniões sobre o país (ou sobre os 2 países). Uma ilha relativamente pequena, dividida ao meio por uma rixa política, religiosa e étnica, que se tornou também cultural. Era um povo só, um país só, e hoje existem 2 mundos aparentemente irreconciliáveis, cada vez mais separados, e tão próximos. O único atenuante neste caso é que não existe tensão militar, apesar de todas as cercas de arame farpados que separam os 2 lados.

Fora este tema já bem comentado, a ilha é belíssima, com muitas praias típicas mediterrâneas, água azul celeste, enfim, uma bela opção de turismo. Claro que a cultura forte dos 2 lados dão um molho especial à viagem. Mesmo em tão pouco tempo, deu pra ter uma boa noção de cada lado, e por isso mesmo o lamento de serem separados. Os preços são mais baixos do que no resto da Europa, nada muito barato, mas compensa sim a visita.